21 maio, 2013

"May, 21."



Maio, 21.
Uma data que talvez para sempre eu queira passar num silêncio.
Por fora, sigo com os afazeres do dia mas aqui dentro, essa quietude.
É me lembrar que estava indo para o hospital e no caminho, sentir que estava se despedindo de mim pois num momento singular, minha mão soltou o acelerador e naquele segundo tive a certeza de que você se foi. É sentir o frio e o cansaço surrarem o corpo mas você não se importa, não agora. É lembrar que em nenhum momento demonstrou dor, o que me doía cada vez mais com o passar do tempo. Um silêncio que foi aumentando aos poucos para depois dar espaço as lágrimas. Sempre soube o quanto não gosto de demonstrar as tempestades internas que ocorrem... 
Hoje lembro tanto daquele dia... da marcha fúnebre, das pessoas e esse silêncio. 
Ah mãe... sinto saudades de poder te abraçar, ou de dizer um simples "oi cheguei". É tão difícil nos despedirmos das pessoas que amamos. 
Só aprendi algumas coisas meio tarde. Já fez 2 anos.

19 maio, 2013

Afundo.



"Há um imenso vazio...
Há um muro de berlim, dentro de mim
Todos se dividem, todos se separam."

Tantos espaços, lacunas, buracos cimentados com o silêncio. Pesares. 
Não dá pra se mexer quando há concreto nos pés, boca e você foi lançado ao mar. E quando você pretende afundar, como um almirante junto ao seu barco? A força do silêncio vai te engolindo com água e tudo mais. Fecha os olhos e sente apenas a escuridão. 

Hmnn..

Friozinho veio e já se despede dessa cidade, que pena.
Ontem fiquei olhando umas fotos antigas e pensei: meu Deus, já passou tanta coisa assim? sério? eu não lembro de tantas dessas que vi...
É fato que minha cabeça é uma ventania e a memória não é boa. As vezes isso me preocupa. As vezes fico feliz também por que assim eu me esqueço de coisas que possam ter me machucado.
Ultimamente os dias estão passando assim, em silêncio. Nem felicidade contagiante, nem tristeza. Só uma vontade de ficar quieta, desfrutando de sua própria companhia e basta.

13 maio, 2013

Ponteiros


Olhando fixamente para os ponteiros: será que assim correm mais depressa ou estão aos poucos, se atrasando? Há uma espera em mim. Uma espécie de "loading", carregando....
Oque carrego? Que está sendo executado? Qual ou quais esperas são essas?
No aguardo de uma vida mais autêntica, carregando forças para sair de uma presepada que entrei por mérito próprio... Terminando de arquivar à mim mesma. Aos poucos vou desaparecendo, desbotando nesses dias que passam calorosos, ora frios. Saí para dar uma volta de mim mesma, resolvi não voltar agora.  Não mesmo. Justamente agora onde as coisas batem a minha cara com certa violência, lá se vai minha paciência, no caminho, ela diz: - "Agora é com você." O mundo monocromático revela nuances mais dramatizadas do que a paleta de cores impressa. Por hora vejo os furos que foram abertos em minha carcaça e o vazio neles. Procuro a paz ficando no olho do furacão. Uma tempestade do contraditório. Embora a cada dia, parte do véu que acobertava os olhos, vem rolando abaixo e mostrando seus dentes afiados: realidade em choque com os desejos.
Desejo de ir pra longe, de ficar só. Desejo de ficar num prazo indeterminado sem sentir tantas coisas. Sem sentir esse vazio. Ao tocar sua borda, o gelo percorre os pelos do corpo e, numa espécie de frenesí paralisante, eriça-os e adormece a mente. Me dou conta desse oco.
Finalmente posso emergir. É nesse vácuo que possibilita o espaço da expansão.

09 maio, 2013

Neck, neck, neck...



Estive no ar com a cabeça fora do lugar preso em um momento de emoção que destruí. 
Isso que sinto é o fim?
No ar, com a vida ferrada, todas as regras que quebrei, amores que sacrifiquei: Isto é o fim?

Envolverei minhas mãos em seu pescoço
Tão forte com amor, amor.

Mil vezes tentei o destino. Mil vezes joguei com esse jogo.
Mil vezes que eu disse: Hoje, hoje, hoje

Estive no ar: perdido na noite, eu não trocaria um olho por suas mentiras, você deseja ardentemente a minha vida. Isso é o fim?

Você foi o amor da minha vida, a escuridão, a luz, este é um retrato que torturou: você e eu.
Esse é o, esse é o, esse é o fim?

Envolverei minhas mãos em seu pescoço
Tão forte com amor, amor, amor

Estive no ar. Isto que sinto é o fim?
No ar, em busca de um sonho tão real

Não tolere mais, não tolere mais, não tolere mais, não vou tolerar mais.
Envolverei minhas mãos em seu pescoço, pescoço....



06 maio, 2013

Sei lá

"I'm safe up high, nothing can touch me
wy do I fell this party's over?"

Quando sua cabeça quer parar um pouco e tudo o que você precisa é de um pouco de silêncio pra si?
pois bem, sou dessas.
Sei lá, as vezes é melhor aquietar-se. Melhor observar, apenas. 
Se aquilo que vai, voltar... ficarei contente, se não... caberá seguir adiante.

29 abril, 2013

05/10.


"Aterrizou, essas turbinas se desaceleraram ao encontrar deste lado, a pista para pousar. Um pássaro que procurava um galho para descansar. Águia. Acelerou o coração. Esse gesto que não tem cheiro, mas tem cor, sabor e memórias tão particulares.
Mas continuando a falar do pouso. "Seus olhos olharam nos meus, num arrepio febril." Pude ver claramente, toquei seu íntimo. "tocar."  Verbo singular nesta relação. Que há ausência, privação deste ato. Quando paro para lembrar, concordo que foi "o encontro, reencontro." Por um pequeno lapso temporal, corpos se abraçaram quase que desesperadamente para que as almas pudessem tocar as pontas dos dedos da mão de ambas. Surreal."
                                       "The passion's there, so it's gotta be right, right?"

Eu vou correr direto para o limite com você, onde nós dois podemos nos apaixonar."

28 abril, 2013

Atenção.

Esses últimos dias parecia que tinha uma mão a apertar meu pescoço. Credo.
Então, na aula que se apresenta chata... rendeu muito e no final, a professora propôs uma experiência, que caiu como uma luva. A música veio como um tapa, daqueles que te impulsionam para frente. Então a angústia sumiu, como tirar com uma pinça uns cacos ali, outros acolá... 
Quero subir para Chapada, lá me sinto em paz. Na companhia da terra, das nuvens e um silêncio gostoso.
E a música ficou ecoando dentro de mim.

É isso! 

23 abril, 2013

Tu-tum


Wait a second.
"- Recebi minha carta. Vou estudar nos EUA."


Que estranho. Dois sentimentos nascem ao mesmo tempo, antagônicos  E agora me vejo aqui nessa coisa brilhante com 30 seconds explodindo meu som e eu.. e eu aqui sem saber se sorrio ou choro. É como um susto, um tombo no meio da rua e você faz de conta que nem é nada. mas você foi ao chão: POFT!
Agora é isso. um Q de não sei. um Q de susto, um pré-desespero disfarçado no sangue da minha cara que insiste "correr lento nas veias". Certas coisas e pessoas conseguem me atingir de tal maneira que é dificil dizer em palavras. Apesar de todo o estrondo que está ocorrendo nesse exato momento em meio peito, nada se vê por fora. N-A-D-A. Uma barreira intransponível.  

22 abril, 2013

Autumm



Lugar lotado pra cacete. Decoração ótima.
Ambientes que jamais pensei adentrar, enfim... coisas que nas quais me submeto. 

Mas um preço pago através de cara feia e irritação. E aí, choro e alguns desabafos.
Não sou, não posso e nem quero ser responsável pela felicidade dos outros, já que não consigo nem me responsabilizar.
O tempo está passando...

05 abril, 2013

Falling


A-PE-NAS.

24 março, 2013

It's time.


Flash, luzes, estrobo, calor, corpos, suor, música alta, bebidas.
Fan sendo acionado a potência máxima.
Ponta dos dedos tocando a boca com batom vermelho.
Cintos afivelados à três.
Roupas arremessadas à quatro mãos.
Seis pés pulando pra lá e pra cá.
Três corpos içados a 50 metros de altura numa velocidade a 120 Km/h.
Líquidos aos litros.
Sono de menos.
Cansaço de mais.

"Coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?"

22 março, 2013

Vengo del aire


A música se mostra devagar e a cada nota, vejo algo diferente de você. A forma como o vento balanceia seus cabelos negros e extremamente lisos. Seu rosto robusto, de formas pronunciadas. Olhos que acorrentam os meus mas perde o magnetismo quando de fato, finalmente lhe encaro, deixando-a sem graça. 
Agora estou aqui, deitada e escrevendo, sentindo uma dúvida com o gosto que carrega essa canção. Que será que vai acontecer a nós? Não sei dos nosso abraços, raros. Tão intenso quando nos tocamos e beijamos, tão forte que lágrimas correram e fizeram você soltar: "por que demorou tanto pra acontecer?" E em contagem regressiva os dias se vão e sabemos que logo, a vida estará nos separando de forma irredutível. Mas a dúvida que reina na minha cabeça é se iremos nos separar mesmo. Meu coração bate tão fraco com receio de não viver esse pouco tempo que temos. Fraco por que não quer fazer barulho, prefere o silêncio para não ter de acordar nada aqui. Latente. Por que quando adentrarmos no pássaro metálico, vai começar a bater forte, ressoar mais alto que os tambores de uma nação inteira. Não sei oque se passa.
Estou com medo, só não sei quais deles é maior. Não sei mesmo...

17 março, 2013

Fogo fátuo


Tantas mesas naquele salão que remete a tenras memórias gauchescas. Sentados, bebendo, olhares estarrecidos e atravessados.
- Eu já vi.
Vinha na direção de todos, veio na direção que não deveria. Como uma agulha prestes a tocar a fina camada de pele do dedo, o toque, uma gota vermelha pinga na toalha branca deixando um registro, marca.
Não houve sangue, todos ficaram pálidos. Apenas os sorrisos, amarelos, artificiais. Cumprimentos formais. 
Mas aquele fino metal que instantes anterior cravara no dedo, deixou ali um recado: Furo, toque, um incômodo crescente como as notas ressoando numa catedral gótica.
Pesadelos sendo interrompidos num solavanco. Um gosto estranho na língua, não por conta da cevada em excesso. É o ferro ou o fogo, talvez ambos.... enfim, escorrendo.
É apenas você chegando. Apenas. 

26 fevereiro, 2013

Comida.

É nessas horas que a gente vai compreendendo algumas coisas.
Ah, nem sei. Existem tantas coisas certas e erradas e hoje eu pendo mais para lado "b".
É sentir com a carne, devorar com os olhos, mãos, boca e tudo o que tenha direito. Saber que está entrando num buraco que guia para uma caverna, que só vai descendo, descendo, descendo.... e não dar a mínima pra isso. 
Pegar com vontade, morder, agarrar, urrar, suar, gozar, cansar. Quantos verbos? "oh, você quer a verdade? a verdade é que o amor é sujo e salgado" concordo e gosto dele assim.
Gosto dessa sua cara cínica mantendo um teatro a pleno vapor enquanto os dedos das mãos revelam uma vontade incontrolável. Uma excitação que só cresce e quando nos damos conta, já tem gente percebendo, olhando pra nós.
Já li tanta coisa dizendo que quando uma mulher se apaixona tem uma força que comove até os mais duros. Assim quando decide algo, elege o que quer e vai lutar por isso com unhas e dentes. Nem o capeta faz o que ela faz. Agora, imagine duas mulheres juntas. Nada, nem tinhoso, pinga, ziriguidum é páreo.
Do barco, escuto sua melodia sedutora e bêbada, esperando o momento em que eu, imprudente, irei a proa, me lançando a você e caindo nessa armadilha quase que mortal. Sugando cada pedacinho meu, numa refeição concentida.

21 fevereiro, 2013

"Sabe.."

Eu não sei mais o que dizer da gente. É algo que tá mais "além". Já me acostumei quando nos encontramos e não conseguimos ter "olhos nos olhos". Isso só acontece com assuntos triviais e distantes. Quase nunca conversamos pessoalmente, por que? Por sermos bobas. 
Aquela história do professor Girafales aceitar a xícara de café da dona Florinda e os dois ficam ali, bobões em frente a porta, sebosos. Não tem café, mas é similar de certa maneira. Vou a sua casa e você vem a minha, cozinha e quase não trocamos sequer uma palavra. Aí é fechar a porta de casa, a porta do carro, para abrir a janelinha no celular ou no computador e lá, sim, tagarelar e dizer tudo que ocorreu e o que ainda se passa.
Você, que sai da toca quando ouve o som dos meus passos mas que hesita em se aproximar.
Eu, que ando até certo ponto da estrada e paro pra ver se você finalmente vem ao meu encontro.
Não há palavras quando suamos juntas e a respiração fica forte e ofegante. Mas não é fazendo amor ou algo do tipo. Talvez seja algo que nem se passa na cabeça de ambas no momento. Só depois. E é quando chegamos em casa cansadas, é que cai a ficha... no banho, enquanto a água corre pelo corpo, fecha-se os olhos e provoca um certo arrepio na nuca. Quando você se lembra do aperto que sentiu ao ficar debruçada na porta de um carro por horas. Ou quando vai se deitar, apaga todas as luzes para acender as lamparinas da memória e me ver chegar cada vez mais próxima, até que a distância não existe mais. É quando você pensa até os miolos fritarem e entrarem em curto-circuito. Aí vem ele cantarolando "quando lembra que seus lábios encontraram outros lábios de uma pessoa e o beijo esperado ainda está molhado e guardado ali, em sua boca" sabe?
Ah Nando.... 



"sei, eu sei."

15 fevereiro, 2013

Luz amarela acesa.

Hoje não gostei de mim. Não pelo menos nas últimas horas. Parece que acordei de súbito e me vi, ali, repetindo algumas coisas que abomino. Acho legal quando numa relação ambas as partes cedem... mas transformar isso em algo imperativo, fode.
Ver que o sentimento de posse exalando pelos poros pode quebrar um clima tão amigável em questão de segundos, por um simples olhar. Isso além de irritar, me entristece profundamente. Talvez essa apurrinhação que sinto seja por conta dessa mornisse, não fiquei cega e por estar enxergando as coisas, vai azedando minha harmonia. 
Preciso pensar.

30 janeiro, 2013

Velhice pura, só pode.


Estava lendo algumas coisas alheias pela internet e depois que vi uma certa respota, sorri.
Hoje, imagino o quanto envelheci nesses últimos anos. Não como coisa ruim, apenas pelas experiências vivenciadas. Minhas turmas inicais em ambas as faculdades estão se formando e eu fico com a sensação de que fiquei para trás... então olho para esses últimos 5 anos e vejo o quanto vivi, as coisas que me aconteceram, as pessoas que conheci, os amores que vivi, as perdas e principalmente as marcas que ficaram  não só pelo corpo mas principalmente: na cabeça.
Há momentos, situações que não se apagam. Apenas ficam ali. como cicatriz. Cada um sabe as que tem e o por que delas estarem ali. Quando senti a 3° agulho perfurando minhas costas, imaginei isso. Fechei os olhos por um momento e vi quantos momentos bons e ruins aconteceram diante desses olhos observam as palavras brotarem através dessa tela, esse "pauzinho" que fica piscando correr de um lado pro outro com uma certa pressa... pressa em dizer, escorrer o que anda represado aqui.
Apesar dessa afobação em falar, reduzi a marcha. É o fim de muitas coisas. Fim da faculdade, Fim de uma longa vivência e permanência em uma cidade, o término de uma convivência numa casa onde cresci, cai várias vezes correndo no piso quando chovia, cheguei bêbada, trouxe namoradas, bati a porta com raiva, ou abri, aliviada. 
Já achei um grande amor na vida e o vivi. Já perdi alguém que não se substitui por nada e muito menos outra pessoa. Já chorei dentro de ônibus. Já fui ao aeroporto pra ver alguém chegar... ai, muita coisa. 
E no total acaso, a roda girou numa velocidade insana... tal qual pneus que correm sem parar e agora, essa tal "roda viva" resolveu frear. Me trouxe um coringa, enfim.

Sei que isso aqui é só uma parcela, mas penso que quando chegar lá pelos 70, 80 anos de idade vou sentir que já passei dos 150. Ouço crianças dizendo que querem viver além do centésimo ano... e eu me dou por satisfeita ao chegar com 90. Acredito que serei uma velha enrugada, mas bem doida. 

Sopa morna. Aliás, palavra essa que se tornou constante nos últimos meses.   Eu, que sempre fui atraída pelos extremos, parei no ponto médio. rs.
Suspiro. Olho pro lado e vejo meu gato jogado na cadeira e rio de mim mesma. Preciso me arrumar para ir a colação de grau da minha cunhada. Depois a janta, a casa dos sogros, o sono com a namorada. 
É, eu fiquei velha mesmo. 
Tenho uma espécie de "preguiça" em escrever, não que seja a genuína e verdadeira preguiça... sei lá. Navegar em águas calmas tem feito bem.

Agora sim: Bem vindo 2013, vamos andar lado a lado?

20 janeiro, 2013

Remember.



Olha dentro dos meus olhos e me conta umas mentiras só pra me agradar
Fala que hoje eu to bonita, que ainda pensa em mim quando vai se deitar.
Diz que quando acorda todo dia seu primeiro pensamento pode ser que seja eu
Mente pra essa inocente, falando que eu ainda vou ser sua.

Mente pra mim é o que eu gosto, quanto mais você me ilude, mais eu te adoro.
Menina indecente, que finge ser carente...

28 dezembro, 2012

Perché fara bene, fara male. Elementare.

Viajar, viajar e viajar. Rodando sem parar, igual ao peao na mao de menino novo.  Quantas vezes voce vagueou na minha mente durante esse percurso? Andar nestas ruas e lembrar de voce com seu sorriso de covinhas, é como respirar um ar frio e sentir um certo desconforto. Olhar o quarto e deitar na cama onde voce me puxou e me beijou, é como tomar um drink e ficar insone, bebada nas lembranças. Há esse desconforto por conta do vazio que ficou. coisa tao incompleta. Do mesmo modo que veio, se foi. Minha cabeça roda algumas vezes tantas imagens de nós por aqui antes de finalmente, me desligar e dormir. É lembrar que fiquei de olhos abertos e vi algumas reaçoes tuas. Lembrar que a ousadia sempre partiu de voce. Seja me beijando no mesmo quarto que minha tia dormia conosco ou nao se controlando e soltando alguns ganchos na frente da minha familia. Olho pra tudo isso e fico muda. Nao sei se quero te encontrar por enquanto, nem se quero dizer ou ouvir qualquer coisa. Vazio pesado. Cabelos longos, sorriso fácil. temperamento fortíssimo. Descendencia italiana, ariana, 23 anos. Quem é voce? para onde foi?

- Vazio.

22 dezembro, 2012

Slap you, bitch. Kiss me.

Reunião.
Você me olha e eu ignoro sua presença por alguns segundos.
As outras pessoas puxam conversas alheias, cada uma no seu espaço e o tempo vai passando. Mas é você ou eu mesma deixar uma frase solta, que completamos. Quase sem querer, querendo. Então a risada sai forçada, fazendo de conta que nada dói, que convivemos pacificamente e tudo está OK. Começa a troca de presentes e eu te olho por um tempo, me pergunto quanto tempo mais vamos deixar passar pra acabar isso tudo. Me lembro que é uma queda de braço, dessa vez, travada com muito mais força. Então você, no seu jeito "não-sei-me-aproximar-e-odeio-quando-me-ignora-ainda-mais-quando-tenho-que-me-esforçar", vem pra perto, pára ao meu lado e fica estática... como se pudesse dizer em silêncio: "iai, você não vai dar o braço a torcer?" É grande a vontade de te abraçar e dizer: "chega, vamos parar de ser bobas. só diga que gosta de mim e que está sentindo falta, como eu sinto de você". Mas nada se ouve, embora o silêncio seja eloquente.
Subo na moto, disparo pela avenida e nos cruzamos. Decidimos de forma silenciosa nos acompanharmos por um trecho, moramos próximas. Só que mudo de direção; em cima da hora troco de pista e te deixo. O suficiente para plantar dúvidas na sua cabeça. E contra todas as expectativas, contra todo o seu orgulho ferino escorpiano, me manda uma mensagem querendo saber se cheguei em casa, tentando disfarçar uma preocupação que, eu achava que não tinha mais. Brota um sorriso no rosto, penso por um momento no que vou responder. E envés de te mandar: "por que ainda se preocupa comigo se não estamos nos falando?" respondo: "já estou em casa, cheguei antes do temporal". Agradeço sua preocupação e ganho um pesado "ok". Está fazendo um mês que discutimos.

19 dezembro, 2012

The truth about love



A verdade sobre o amor chega as 3h da manhã
Você acorda fodido e pega uma caneta
E você diz pra si mesmo
"Eu vou descobrir isso, eu vou descobrir esse código"
Estou cansada de todas essas perguntas
E, agora, é apenas irritante
Porque ninguém tem a resposta
Então eu acho que deve-se
Achar a verdade sobre o amor,
Como ele vem, e como vai embora

"Oh, você quer a verdade?"

A verdade sobre o amor é que ele é sujo e salgado
É o pesar da manhã, é o cheiro de sovaco
Suas asas e canções
e árvores e pássaros
É toda a poesia que você semre escutou
Te rasga, te joga pra baixo, 
É a caça e a matança
Os esquemas e as parcelas
A verdade sobre o amor é o sangue, e é coragem
Pão puro e lama
Tira seu ar porque deixa uma cicatriz
É fúria é ódio
E eu sento esperando passar
A verdade sobre o amor.

12 dezembro, 2012

Beijo


Um carinho que cai bem e nos deixa molenga.

10 dezembro, 2012

Céu.


Acordar pela manhã, parece que perdi 15 kilos de tanto cansaço que sentia.
Férias, você chegou! e estou contente com sua presença. Quero ler meus livros [pelo menos 15], ficar um pouco mais quieta... ok, nem tanto quietinha assim. Sair fotografando por aí.
Ontem tive certeza de que escolhi [ou fui escolhida] o curso que era minha cara, além de compreender que mudei muito. Revi professores essa semana, algumas despedidas, como a minha turma da faculdade se formando e ficar a sensação de órfã. Na verdade a sensação real é de um pássaro que está pronto para o vôo solo, na beira do penhasco. Um sentimento diferente, não de perda.. mas talvez o significado de ser só. De que encontramos as pessoas em nossas vidas e elas ficarão por tempo indeterminado mas um dia, iremos para outros locais, outros sonhos e objetivos. A chegada é a meta mas o percorrer do percurso que faz toda a diferença, saber aproveitar esse processo... liberdade, enfim.

05 dezembro, 2012

última semana


já sentindo pousar as costas no mar verde. Férias.

30 novembro, 2012

Trembling


Descendo, degrau a degrau do próprio interior. Paredes rabiscadas, densa atmosfera através do calor abafado pelas baforadas de incontáveis vozes no mesmo ambiente. Cada rabisco é uma frase dita e ouvida. Vai perambulando pelo corredor infinito da memória, toca essa parede e pode sentir na palma de sua mão cada corte, todos os milímetros das palavras que foram ali inscritas seja com tinta, ora com o próprio sangue. Fecha-se os olhos para adentrar um pouco mais, num espaço onde a intensidade é tão voraz que paralisa a dor, anestesiando. 
Fecha-se para os estímulos exteriores, nem pessoas, nem drogas de quaisquer circunstâncias a tiraria desse calabouço, seu labirinto, seu mundo. A luz não existe neste espaço, cortou fora para não ficar cega pela brilho. Na escuridão aguça outros sentidos que não sejam os próprios olhos, tão míopes para enxergar a própria realidade, amarrou a fera que ruge e urra a todo instante. Já não sente medo de morrer, mas uma angústia tão singular, como que se fosse possível, pediria para o animal soltar-se antes que ela mesma, num ato impensado, solte-o e acabe logo com esse tormento. 

28 novembro, 2012

S.


- And you know what? Fuck ya all!

Aí você: é, você mesma que tá aí lendo isso o que eu digo, está me comendo com os olhos. É bom pra você? a fantasia te satisfaz? Não tem problema, desencana por que eu também te devoro, cada pedacinho quando te vejo. Já me acostumei com esse filme. Um exercício.
Você é capaz de contar quantas vezes me viu pelada? tomando banho ou me trocando? quantas vezes você já tirou minhas roupas sem ter tocado a ponta dos dedos no meu corpo?
Quantas vezes já te vi nua em pelo, ou das vezes que já toquei seu corpo seminu ou ainda, das vezes que você tirou sua própria roupa num tom exacerbado de provocação e se mostrou a mim? pf. horrores de vezes. Um jogo. 2 presas pedradoras, sabotando o quanto é possível [e impossível] o desejo, o gozo. Tem coisa mais sadomasoquista que isso? Tô falando muito sério.
Esquece esse papo de amorzinho, de bonitinho... tudo com "inho" coisa pequena, supérflua, mixuruca. NÃO. N-Ã-O! Tô falando de foda. Daquela que você urra, quer comer e ser engolida ao mesmo tempo pela pessoa, tem vontade de matar [sim, extermínio] o outro e introjetar tudo. Que dá uma vontade absurda de bater, machucar, provocar ao extremo todas as sensações e ser levada por elas. De agarrar as costas e cravar as unhas dos dedos que deixarão cicatrizes. Puro instinto, a primazia da libido em plena explosão corpórea. Desejo de anaquilação, morte. Se morrer assim, tá ótimo por mim.

27 novembro, 2012

(A)pena.



"Eu não tenho medo do amor. Eu tenho medo é de amar quem tem medo dele. Amar quem teme o amor é como se apaixonar por uma sucessão de desistências.
(...) só quero celebrar as minhas flores de dentro da forma mais adequada. Eu não tenho mais tempo para ser aquela pessoa certa na tua hora errada."
(Marla de Queiroz)

24 novembro, 2012

Caixotes para mudança.


Fazer faxina não é algo agradável por que é rotineiro. Necessário, além de benéfico.
Essa semana começou a "arrumação" aqui em casa. Mas não só onde habito quase toda a parte dos dias, como no interior da morada em que vivo nesses 23 anos. Como se livrar daquela roupa que não é usada  a mais de 1 ano e está lá, guardada no armário ou os papéis que jorram pelas gavetas, mesinhas daqui. Aqui dentro, a coisa andava num total regime de Bakunin, anarquista, quase a teoria do caos. É, acho que acordei do piloto automático e me encontrei numa zona. Começar a perceber o que não lhe faz falta, que a dependência é algo relativo... é como se de repente, tivesse colocado novas lentes em frente a retina e pudesse enxergar o mesmo mundo mas totalmente diferente do que era visto anteriormente. Perceber que a mão não fica suada, ou aquele aperto chato no peito quando sai sozinha é bom. Que você vai ao cinema só e isso basta. Sai e vai para o barzinho, livraria [ou para o raio que o parta] sem temor algum. Cair a ficha de algumas pessoas, é bacana... mas quando a sua cai lá no fundo e você mesma ouve o "plim" é outra história. Quando você consegue descobrir algumas coisas como essas, vem um silêncio bom. Uma paz.
Minha conta no banco estava de pernas para o ar a alguns meses, e eu nem querendo saber do saldo, puro medo de descobrir o rombo. Mas que besteira... se quero resolver, não dá pra ficar fugindo né? Pois bem, não dá pra martelar o prego se está vendado e resolvi por fim, enfrentar a medusa. Hora de apertar os cintos, de encaixotar  todas as lembranças de uma vida vivida nesta casa por 17 anos. Com carinho, vou me despedindo deste lar aos poucos. 
Já estamos quase no fim deste ano me dou por satisfeita com tudo oque ocorreu. 2011 foi problemático em todos os aspectos, 2012 foi [ainda está sendo] o espaço para resolução, a grande "faxina". Agora me preparo para fazer algo que não ocorria desde os meus 14 anos. Planejar a longo prazo, longuíssimos prazos... com a diferença de entender que no período de execução das metas, preciso viver. V-I-V-E-R cada pedacinho dessa caminhada, de sentir todas as coisas. Não de apenas me focar totalmente e deixar a vida me levar. "Será um longo e rigoroso inverno" e quem disse que eu não gosto dessa estação? 
Vem ano novo, que já to quase pronta só pra você!

22 novembro, 2012

Hoy me voy!


Que sensação gostosa!
Embora que por pouco tempo eu tenha ficado na casa dos meus avós, me fez um bem danado. Poder colocar a cabeça no travesseiro sem chorar de angústia por gente que não merecia a muito tempo... ah, tava precisando me reencontrar dessa forma. Tava precisando reencontrar algo que lá no fundo do meu ser eu havia deixado guardado, num canto escondido. O amor próprio. Ele que vez em nunca me dá o ar da graça... já estava mais do que na hora. E é um bem estar tão bacana, é um explodir pra dentro! daqueles que você não tem vontade de gargalhar até a barriga doer mas de um sorriso tímido de canto. Como se pudesse ronronar. Catártico, LI-BER-TA-DOR. Como o vento que passa na vagina desta mulher acima na fotografia. Vomitar tudo oque estava aqui, preso... que alívio.
Se viesse o choro, não seria de tristeza ou desespero... é desse bálsamo que quebrou as antigas algemas que me prendiam. Abrir as asas e alçar um voo majestoso. Como se tivesse dormido a muito tempo e depois que acorda, se espreguiça inteira e levanta para dar os primeiros passos. Entende? 

21 novembro, 2012

Cara bonita,


Como é estranho os modos de agir do bem querer alheio... geralmente uma via totalmente invertida, contraditória.
Seria tão mais simples se nós tivéssemos a humildade de despir-se de tudo. Orgulho, medo, conceitos, dores e anseios... mas como bom seres imperfeitos, vamos tomando doses cada vez maiores de individualismo com relação à tudo. Costurando as tramas soltas com essa agulha enferrujada, amarrando cada parte que tenta ficar livre. Essa indiferença, coisa "morna" que paira na vida no belo exemplo de: ah, se der deu, se não der... f*da-se. 
Ok. Aonde foi parar o desejo? alguém o viu por aí? não?

Pois bem, as vezes por ser demasiadamente intenso, pesado: insuportável.... acaba sumindo, se esvai pra algum lugar que ninguém conhece, nem tem acesso. Muitas pessoas podem achar que é normal, que é assim mesmo. Não me conformo com isso, não dá. "Não rola" viver assim nessa mornisse!
É como tomar uma sopa sem sabor, ou comer chuchu. Sonsa, sem gosto de nada. 

Apesar de pertencer a um signo que aparentemente é lembrando pelo equilibro, nunca fui o ás do mesmo. Francamente gosto das coisas que foram feitas pra não durarem, tortas, fadadas ao fracasso. Tons pastéis sempre me enjoaram. O negócio mesmo são as cores vibrantes, com carga. As alegrias intragáveis, dores insuportáveis, solidão infinita. Nada é pequeno, pouco, pela metade? Sei lá. Tá mais para uma estrela cadente do que planeta. 
Me queimo, afogo, quebro todos os ossos do corpo na queda. Me canso, recolho, "fechada para balanço". Reabro e começa mais uma vez, denovo: o que não é novo. É como usar e abusar de algo e enfastiar-se dessa coisa. Dá-se um tempo pra depois fazer uma vez mais.
Aí eu vou olhar na sua cara e dizer: "olha, não vou te falar que é fácil, lindíssimo e záz por que NÃO É. Vale a pena, tudo. Então por favor pare e preste atenção no que está acontecendo, bem aí na parte de dentro. Tenho minhas dúvidas e se quer saber? sou cagona. Mas tô aqui. Vou morrer várias vezes e cada uma delas vai ser dolorosa. Mas prefiro sentir isso tudo do que ficar imaginando como poderia ter sido."

19 novembro, 2012

Buzão

"Quero colo! vou fugir de casa... posso dormir aqui, com você?"
Pedi arrego, decidi dar um tempo pra minha cabeça. Assim, como quase que do nada.
Ficar uns dias perto da minha avó, vô e tia... tava sentindo falta.
As vezes o que a gente precisa mesmo é um pouco de paz, carinho. Tô carente, sério. Não sexualmente falando, mas tô quase uma pedinte de rua por aí.
Eis que então, no chá de panela da minha amiga, decido por fim: embarcar.
dar um tempo.

15 novembro, 2012

Súbito.

01:27 da manhã.
Acabo de ler uma carta de tempos atrás. Um silêncio profundo reina...
Fazia muito tempo que não pensava em você, tempo mesmo.
Procurei as últimas 3 cartas que escrevi mas não mandei, não achei. Devo ter deletado.
Não sei se quero dizer algo ainda, não é o momento adequado. Creio.
Só posso escrever que começo a me preocupar com toda essa situação que anda ocorrendo desse lado aí.
Deixo essa barra piscar por longos minutos... Faço uma viagem enquanto esse tempo corre.
Deixemos o tempo desfilar. Soberano como é, revelará no momento certo os pontos cegos dessa trama.

"quanto tempo passará? e esse tempo corre diferente".

07 novembro, 2012

Uh uh uh Heavy metal lover.

Menos de 24 horas pra apresentação do meu TCC e eu não estou nem aí. O que vem me dando frio na barriga é o embarque no avião, paulicélia desvairada!!!!

Toda vez... TODA A BENDITA OU MALDITA VEZ que vou a São Paulo SEMPRE acontece algo que me faz pensar horrores. Na última, me senti uma personagem do Caio Fernando Abreu, num hotel moquifo da rua augusta. Deu pra compreender por um tempo limitado a angústia de solidão que ele tanto comentava em seus livros, a volatilidade das pessoas, dos votos eternos, do mofo, velho, podre... "sáscoisas". De você andar sozinha na rua as 2 da manhã, depois de trollarem no trem e você quase se ferrar, por que era o penúltimo, pega o último e a estação já tá fechada... você tem que descer na marginal Pinheiros onde só tem craqueiro e manolo. Não ter um puto no bolso, morrendo de frio, sono e se segurando pra não chorar por que não sabe aonde está, procurando desesperadamente uma estação de metrô que insiste em se esconder na selva de pedra, ter que sentar e esperar dar 5 da manhã pra abrir essa merda pra voltar pro moquifo. Ou seja, se você acha que tá fodida, calma... espera, sempre tem como piorar. É aí que você dá graças a Deus que tem uma casa, cama, família, amigos... você tem pra onde voltar. Sampa....  desde os meus 15/16 anos provocando as mais variadas experiências na minha vida, das mais felizes as mais tenebrosas.
Ir NA CARA E NA CORAGEM assistir o show da "mother monster" vai ser uma experiência única [além de kamikaze], estar num mar composto por quase 70 mil pessoas... as pontas dos dedos já começam a formigar. É sair de lá fritíssima, ir para o outback, comer, comer, beber loucamente, jogar conversa fora com uma amiga  minha que também passa por esse momento "desapego" sentimental. Tem balada? tem sim senhor, mas preciso descansar.. afinal de contas, no outro dia serão mais de 4 horas levando agulhadas sem parar pra terminar a primeira parte da tatuagem.


 Estou nervosa. Fazer isso tudo sozinha tá me dando medo. Espero não desmaiar como quase foi agora pra furar os 6 locais na orelha. Preciso voltar viva, sã e salva ainda na mesma noite!
Por que já no outro dia, é apresentação final do seminário integrador... mas é quase certeza de que não terei voz, depois de tanto gritar loucamente esmagada na grade? na frente da Lady Gaga? ahhhh meu bem... quero é mais é que se f*oda. Só tenho mais 8 meses pra aproveitar tudo o que eu puder antes de me mudar, por que depois vai ser osso.
Que venham as viagens, as loucuras, o suor, a dor filha da puta, as roubadas [são com elas que mais aprendo], as bebedeiras, sorrisos, comilança, pés moídos, amores descartáveis. São Paulo, um amor bandido confesso. Que me droga, suga, usa, faz o que bem entender da minha pobre alma... Me faz viver como a pior das cafetinas. Me faz cada vez mais ficar perdida de amores por você, sua louca. Te amo.


05 novembro, 2012

Insensatez.


Enquanto fico com mais de 12 abas abertas procurando informações sobre roupas adequadas, mochilas cargueiras, botas e o cacete a quatro... Minha cabeça procura resquicios de você por aí. 
- Que desastre. Penso.

Nem mesmo no treinamento da empresa conseguia me desligar disso. Nem todas as estratégias mencionadas foram capazes de me tirar na cabeça o que houve noite anterior. Aliás, parecia que iam de encontro ao ocorrido. Uma tortura.
- Mas que merda. Penso uma vez mais.
Há mais de 5 anos numa graduação onde você é treinado exaustivamente para ler: comportamentos, falas, gestos, tons, entrelinhas... enfim. Deixei passar algo tão besta, tão... na cara. Fecho os olhos e certos trechos do pequeno príncipe vem me dar os tapas merecidos na face. Que faz doer um pouco mais. 
Não se trata de ser "assertivo", de ser formal. Se trata de sentimento, de carinho, respeito, de amor.

Escrevo, teclo, rabisco mas não me é suficiente. Nessas ocasiões só escrever não basta, tem que dizer. De maneira clara e muito bem audível. Nem Tiziano Ferro gritando aos meus ouvidos poderia ser mais eloquente do que uma simples declaração:

Eu fui uma completa idiota e ignorante, por favor: me desculpe.



"O principezinho jamais renunciava a uma pergunta, depois que a tivesse feito.
Mas eu estava irritado com o parafuso e respondi qualquer coisa:
- Espinho não serve para nada. É a pura maldade das flores;
- Oh!

Mas após um silêncio, ele me disse com uma espécie de rancor:
- Não acredito! As flores são fracas. Ingênuas. Defendem-se como podem. Elas se julgam terríveis com os seus espinhos..."

28 outubro, 2012

Embarque próximo.

Fazia muito tempo que não sentia algo assim. Acontece que me é tão límpido, vital de tal maneira que me afeta imensamente... sendo que ainda há muito tempo para ser percorrido. Intensidade, é isso. Me sangra diariamente, como se fosse um último respiro, aquele ar que você puxa e depois de apreciar cada espacinho que ele preencheu, vai saindo... te deixando e a cada milésimo você tem a mais consciente realidade de que depois disso, não haverá mais. Acabou.
Desde todo o processo de adoecimento/perda da minha mãe, uma luz vermelha veio brilhando cada vez mais aqui dentro... Preciso de um tempo pra mim, preciso andar com meus pés e sentir que é essencial. Preciso sentir essa ausência, ter a "falta". Por senti-la, já descobri muita coisa mas preciso de uma paz para meu crescimento... e isso só se faz em silêncio e percepção. E é incrível como apenas o pensar nesse aspecto já me brotam lágrimas. Dessa vez não vou mais sabotar essa viagem... sei que você vai estar comigo, sei que a cada passo dado, vou de encontro a mim mesma. Sei também que quando minha mochila pesar demais e as pernas começarem a fraquejar, você estará lá me empurrando... Como dói crescer, se libertar de tanta coisa... vou com a certeza de que ao partir, não retornarei da mesma maneira, jamais.


"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto, Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver. 
Amyr Klink"

26 outubro, 2012

Sinais.



Eu poderia dizer milhões de coisas, relatar inúmeras memórias. Poderia colocar ordenadamente uma trilha sonora que duraria uma semana, sem parar. Até poderia à exaustão, tentar lhe explicar tantas coisas como; as posições das constelações  nomes de coisas estranhas, locais inóspitos, fotografia e derivados, teorias mil, a vida/morte e um bocado mais. Mas, não acho explicação para um questionamento simples até: "por que gosto de você?" 
Já tentei por muitas noites a fio (dias eu já nem conto mais) e essa primeira questão fatalmente levou-me a segunda (como você me leva nesse "quase" eterno pique-esconde) na qual é: "o que eu faço com você?" Em quase 3 anos essa pergunta latejou pela minha cabeça incontáveis vezes. É ter que me deparar com cada momento, a cada detalhe, olhar, gesto, palavra, tom e principalmente o não dito.

Muito mais que fera, ferida funda e que pulsa. Não há como negar, há algo entre nós que não se explica; não por palavras. Apenas por pequenos gestos, raros olhos nos olhos. 
Depois de tanto buscar uma lógica racional, cansei. "Parei de pensar e comecei a sentir" e foi com essa mudança que comecei a compreender esse microuniverso, esse fio invisível mas poderoso que nos atou em intrincados nós.
Algo tão frágil que poderá se desintegrar como poeira no vento. Tão sólido como um diamante. Tão distante  quanto NY e cuiabá... tão perto quanto sua respiração em meu rosto.
Já te procurei inúmeras vezes que me perdi. Ao me perder, você me encontrou.

A sensação que me toma é de que não haverá um ponto final. Muito mais que poderíamos imaginar, bem mais que eu gostaria de admitir a mim mesma; "você é". Não há definição. Nem em uma palavra ou um livro com mais de 500 páginas bastariam. Não compreendem coisa alguma disso tudo. Nem eu e nem você temos a exata noção (ou temos e fingimos não conhecer) do que é.
Apenas posso dizer que sinto, como um veneno circulando pelas veias. Algo que só sabe quem passa na pele. Enfim, o que sei do que sinto? É forte, grande.

Mas nada te falo, embora tudo lhe explico. E nem precisa... você sabe, sei disso.

e como sei?
Por que quando finalmente te olho, você sente. E como sente.

E você? nada dirá.

22 outubro, 2012

The black mirror



Quem eu sou ?
A luz revela-se como num relâmpago, um flash, fagulha, veloz.

Tantas coisas, tantas voltas, tantas pessoas, tantos amores, tantas dores, desilusões, corpos, rostos, cheiros, gostos, gemidos.
Pegar o caminho de volta pra casa, ir mais além. Ser prestativa, ser de ninguém. Quem?
Não sei dizer além do que sinto, pouco vejo e o que observo não são os olhos que me revelam. Palavras na direção contrária dos corpos exaustos de travar uma guerra santa, vã. Render-se. Anunciada, doce, ardente como uma queimadura recém feita. Não existe trégua nem pra você, muito menos para mim.
Quem vai dizer que entende o que se passa? Quem de nós quer de fato dar o passo contrário da aproximação, que vai soltar as mãos? Mesmo dizendo o protocolo politicamente correto. Antes era suspiro, agora é grito. Tão desesperador, tão urgente que paralisa, estremece, baixa a guarda, olhos e braços.
Uma droga, possessão e já estamos ficando fora do controle e não estamos mais preocupadas. Em contagem regressiva?
23 anos.

15 outubro, 2012

Tesouro



Siga a trilha.

10 outubro, 2012

Receive


Não sei se esse curso é maluco, ou esclarecedor demais... vai deixando a gente assim, meio seca, meio que polindo os vidros da retina demais. Quando você não se sujeita mais a algumas coisas, que não tem paciência para outras, que passou o tempo. Que apesar das dores, sabe a direção a seguir, as vezes nem tanto assim mas só sente que tem que dar um passo. Foi bom conversar com meu supervisor depois dos relatos da clínica e poder desabafar com ele sobre alguns aspectos e acontecidos da minha vida. Poder perceber que alguém compartilha da sua visão é consolador... mas se o que me serve de real consolo é poder compreender que acima de tudo, ainda tenho a vontade de me respeitar: meus desejos, as minhas inseguranças, limites. Entender e sentir que não entrar em jogos alheios provoca a perda de alguém, mas que  minha liberdade é algo muito mais caro a mim, sem dúvidas. Não estou disposta a sujeitar-me uma vez mais a caprichos alheios, ainda mais sem motivos. Pouco me importa que você tenha tudo, ou merda alguma;  importante é que queira estar ao meu lado de fato, verdadeiro e sincero. E se não for pra ser assim, dê meia volta e faça-me o grande favor de não tentar me procurar ao acaso. Um peso e preço a serem pagos que estou definitivamente disposta, mesmo sangrando. 

03 outubro, 2012

Awwwn


Vontade de abraçar e não soltar mais!

26 setembro, 2012

"Tchac"


Primavera chegou mas ainda há resquícios de um inverno duro. Essa estação específica faz o convite para introspecção  um recolhimento para o que é essencial à vida, algumas perdas, escolhas serão feitas. Como a flor podada, guarda suas flores para num futuro próximo e remaneja sua energia para o crescimento de novos brotos, aonde terão lindos botões adiante. 
Não sei dizer ao certo, mas há uma  flor que há tempo toma minha atenção; há galhos extensos que produzem belas flores vez enquando, porém espinhosos em demasia. E há brotos que já floresceram  quase sem espinho algum. Minha mãe me ensinou que os galhos velhos vão ficando grossos e cada vez menos produtivos, sendo necessário fazer a poda para que dê lugar a novos brotos. Então pego a tesoura e vou aparando... mas ainda me recuso cortar esse galho específico. É como olhar para uma rosa que chora. Embora velho, ainda vivo. 
E quando se trata de cortar laços?

14 setembro, 2012

Never close.


You know that I wish that
This night would never be over
There's plenty of time to sleep when we die
So let's just stay awake until we grow older
If I had my way we'd never
Close our eyes, our eyes, never.

06 setembro, 2012

Para alguém².

Tão pouco tempo em que nos conhecemos, tantos desencontros e problemas em ambas as vidas. As histórias contraditórias, sofrimentos e dores que espalham-se como névoa. Parece que sempre há algo que não nos deixa permanecer perto, sempre tem um motivo, uma razão, uma vírgula maldita que nos separa, distancia. São as circunstâncias, as discussões, os afazeres. Mas por mais que hajam barreiras, voltamos a nos encontrar, insistimos em nos ver, persistimos nessa guerra que é a tentativa de ficarmos bem, de estarmos ao lado da outra. No passado, eu perdi. No presente, você acaba de ter uma perda irreparável.
Me lembro bem que a pessoa que eu queria mais ver naquele dia era você, sim, recordo-me vagamente. E houve briga, e teve coisa jogada na cara, frieza, desapontamento, arrependimento, a volta, um retorno, um abraço longo e emocionado, companhia silenciosa. Hoje ao acordar e ler a notícia trágica enviada ainda na madrugada, paralisei. Cruzar a porta do apartamento onde mora e não consegui sequer te abraçar, eu não sabia o que fazer. Te vi ali tão frágil, tão desesperadamente gritando socorro e ao mesmo tempo se segurando não sei com quais pontas e força do além.. não fiz nada.
Só queria que você coubesse num abraço, num pequeno consolo que nesses momentos necessitamos tanto, não sabemos pedir, sequer temos força pra isso. E foi "simples como segurar sua mão" e me sentir pequena diante da dor que escorria pelos teus olhos, como um rasgo, um tiro, cortou e o sangue se esvai com intensidade, não dá pra dizer nada. Ao mesmo tempo que passa tantas coisas na cabeça, não fica nenhuma delas pra comentar. Ver sua defesa ruir diante de seus familiares e assistir um choro convulsionado, de dor, desespero, angústia desenfreada correndo não só pelo corpo, mas engolindo qualquer coisa que tocava.
É sem querer mas já fazendo uma comparação quando você entra em campo. O peso do mundo nas costas, sabendo que terá de cruzar até o final da linha. será espancada por todas que lhe encontrar, aguentar calada algo que é tão pesado... assistir à tudo isso e não poder dizer nada, por que absolutamente nada terá sentido agora, não se faz necessário, dói. Uma dor de ver alguém se debater na própria angústia de solidão. Que suplica por ajuda mas não consegue aceitá-la. Por dentro, estou em cacos e quero te por no colo, chorar junto, e apenas saber que quando disser: "tô aqui" é mais do que o suficiente. Mas há um silêncio mais pesado e poderoso que nos rege em tudo. Pior que cola super bonder. Apenas estendo minha mão ao encontro da sua, apenas te olho e contemplo seu sofrimento, padecendo junto. Apenas.
Eu te quero sim, sem dor.

29 agosto, 2012

Sunday



"Uma tarde de sol, baixando. Pode ser um domingo também, que tal?
Feriado então ? ok. ah, mas terça também é um dia bom. A realidade é que não importa qual dia seja, desde que aquela hora, seja como uma tarde de sol, baixando.

Pode até ser de manhã, que vimos chegar. Até pode ser noite, enfim.
Por mais que tenha um tcc chatíssimo a ser feito, 6 horas de clínica, um trabalho para ir e bater ponto, que levantar às 8 da manhã e dormir quase uma ou 2 da madrugada. Ainda assim, é uma tarde de sol."

16 agosto, 2012

0


"Há um par de passos à andar pela grande maçã. Não é centopeia, de cem, mas de "sem"; falta: ausência.
Esse mesmo par andante procura pelos quarteirões da cidade gradeada algo que remete à outro par. Este par corre pelas avenidas quentes, dispara para que o tempo ganhe ritmo, apresse-se, para diminuir, comprimir a distância.
É como um esforço para unir as pontas de dois fios soltos em uma trama. Quase que sobre-humano. como tentar suprimir o espaço entre dois continentes.Quase tão simples como um abraço que propicia o reencontro, "o encontro": linha de chegada, o zero absoluto, fim? Não seria.Não é o ponto final, apenas uma vírgula. 
Quando as lágrimas correram lançando-se ao desconhecido, o par que alçou voo rumo ao novo. Houve a revelação; a atriz retirou sua máscara na peça. Turbinas ao máximo, provocando o solavanco, o barulho ensurdecedor que cala tudo: solidão canta junto com os pares. Que melodia estranha.
Cai as gotas, avião decola, alguém partindo, ausência alastrando-se como raiz.
Apenas um par saberá este singular som, dois. Cúmplices do mesmo segredo, vagueando pelas esquinas do mundo... seguem caminhos paralelos, observando se fará curva. Faz a volta 
- Retorno?
Uma espera, uma saudade, uma viagem, uma pessoa, uma aeronave: 1. uno. Unem.
Vazio que é sentido, quando é encontrado: acaba.
O zero."

12 agosto, 2012

Dress to.


Levantar cedo, ir às ruas, passos, passos, passos e mais passos... 8 lojas.
Prova um, dois, três; não ficou bom. Anda mais um pouco, achou. São 3.
Com qual vou? e o sapato? uso brincos maiores? e a maquiagem? armo o cabelo? não? sim?
Quanta coisa. E lá vem mais uma cerimônia.... e lá vem mais olhares, comentários, lá vem família, amigos, curiosos de plantão tentar sacar algo. Então já que é pra ser olhada, já que a especulação vai rolar solta no meio de tanta bebida e música, vamos à altura.
Que seja o paetê fosco, o salto agulha e a maquiagem prata.
Pouco importa as especulações, a curiosidade alheia, inveja, ciúme que brotarão como num passe de mágica. O que de fato importa é o que você vai fazer quando eu me aproximar... que cara fará? o que notará? será que vai achar isso ou aquilo?
Sabe o que é engraçado? é que nós, nos arrumamos, desarrumamos, pensa 1, pensa mil... na verdade a gente se arruma pra ser desarrumada; por um alheio.
Fico me imaginando tirando peça por peça da minha roupa e apetrechos em sua frente. É com esse pensamento que me arrumo. Me ajeito pra você vir e desajeitar-me do jeito que lhe convir. Talvez você, ou nós, ou só eu terá bebido tantos shots que não passará nada na cabeça.

07 agosto, 2012


"I'm walking on sunshine"

29 julho, 2012

"Lá vem ela"

"Abre a passarela que eu quero desfilar"
Seria um desfile das contradições? diria que está mais para uma mistura "interessante".
Cara de dondoca, fútil, dignas das patricinhas de belery hills. Mas peraí, qualquer uma dessas personagens não meteria a mão na bosta de uma vaca, cascearia um carneiro, ou faria inseminação em qualquer outro bicho. Patricinhas passam seu tempo comendo comerciais, engolindo quilos de maquiagem, e vomitando horrores de asneiras. Não, ela definitivamente não está nesse grupo... embora a coroa de miss possa pender pra esse lado. 
Grande; não por conta de sua altura/envergadura, imensa em generosidade, companheirismo, amizade, carinho. É fogo viu. Do fogo; um simples sopro e inflama, expensão, toma tudo o que está ao redor, calor, intensidade, consome. Uma simpatia que derrete [ou queima de uma vez?] as caras feias alheias, pudera também... fazendo estágio por 2 anos com a chatisse encarnada. Até que agora faz sentido esse curso, não sua cara... A personalidade forte, decidida.
Primeira imagem mental: bota, chapéu, barro, cerveja. Segunda imagem: traje black tie, maquiagem, salto, faixa, coroa. Imagem real: calça, tenis, blusinha e "um sorriso encantador".
Dona de si, encerrou um ciclo recentemente, encerrando outro. "transformações".
Entrou, e no tempo certo! de forma leve, do jeito simples, direto, no tempo que tem que ser.

 

21 julho, 2012

Sexta, 20 de julho de 2012. "memorável"


            [essa foto, é da carreta onde estava o gabriel e seu pai, que infelizmente faleceu]


Conversas, de repente desvio de 3 carros, poeira e um milésimo de segundo depois: explosão.
- Tia, o que é isso?
- Não sei, acho que foi acidente.
- sério?! não pode ser!
- CARALHO FOI UM ACIDENTE, ENCOSTA O CARRO QUE EU PRECISO DESCER!
corrida, duas carretas em chamas, um garoto desesperado com os braços queimados.
- Tem alguém ali?
- Meu pai tá lá!
- Aonde?
- Lá! [aponta pra carreta totalmente em chamas]
e por 2 segundos olhei aquele garoto e senti uma cumplicidade com ele.
explosões de pneus, mais corrida.
- Tem alguém ferido aqui nesta?
- Tem!
- Aonde? 
- Ali dentro do mato!
- Vamo gente! tem que ser rápido!
-  SAI DAÍ QUE VAI EXPLODIR ESSE TAMBOR DE ÓLEO!
- [um homem pálido diz]; cara... vai alguém lá que eu não vou dar conta... o cara ta sem uma perna e um braço.
- carregam o outro caminhoneiro ferido.
- Trás pra cá, pra cá gente! vamo, vamo vamo! Deita ele aqui. Preciso de panos, coberta, lençol, QUALQUER COISA PRA ESTANCAR O SANGRAMENTO!
- Qual seu nome?
- "dico"
- Oi dico, me chamo Francis, sou socorrista e tô aqui pra te ajudar.
- tô sem perna dorna..
- Não, não está. mas está bem ferido.
sangramento estancado do joelho esquerdo lacerado, estancando sangramento da cabeça.
- Oi, meu nome e Sivaldo, sou socorrista, precisa de ajuda?
- Preciso, ele está com uma lesão grave no joelho esquerdo, laceração severa e um ferimento na região do crânio que não consegui avaliar, está sangrando mas foi pouco sangramento.
- Ei moça, tem um garoto com os braços queimados e ele tá precisando de ajuda!
- Silvaldo, vou lá.
Mais explosões..
- Qual é seu nome?
- Gabriel [chorando]
- Qual é sua idade gabriel?
- 14. tia, tá doendo muito! faz alguma coisa tia pelo amor de deus, me ajuda!
- Gabriel, você está com queimadoras de 2° grau, a única coisa que posso fazer é jogar água pra resfriar sua pele, mas prefiro passar soro e a ambulância do SAMU está chegando.
- tia ajuda meu pai, coitadinho do meu pai meu deus do céu! ele tá lá e não conseguiu sair e tá morrendo queimado tia!!!
[silêncio]
corre mais uma vez pro primeiro socorrido.
- Dico? você me ouve?
- Tô aqui dona.. tô com muita dor na perna.
- Não meche ela agora ok? sei que tá doendo mas não pode mecher agora...
- Você tem filhos, família dico?
- Tenho 2 filhos, perdi minha mulher. são 2 meninos, meus documentos tão na  minha carteira, no bolso.
- Que bom dico, você vai voltar pra eles ainda hoje, fica tranquilo.
- Não vou dona, vou morrer aqui, tô sentindo... mais 10 minutos e eu vou morrer.
- Não vai ser dessa vez dico, você tá bem.
- Minha mulher tá aqui dona.
[pausa, chama pela mulher, pedidos de perdão, choro..]
Ambulância do SAMU encosta.
Dico e Gabriel foram embora. Não sei da onde são e nem para onde vão... assim como eles não sabem quem eu sou. Mas de uma coisa tenho certeza: não vou esquece-los tão facilmente.


atraso de 4 horas na viagem, mas uma lição que nunca mais será esquecida.

16 julho, 2012

Acreditar;


Acredito na verdade, sinceridade e justiça
Acredito na liberdade como condição primeira, advinda do conhecimento e como consequência a responsabilidade pelos seus atos
Acredito no olhar cristalino das pessoas, no bom senso, no querer bem, no amor. 
Acredito que todas as coisas que passam na vida são de grande valia, um aprendizado de maior, menor grau... mas aprendizado contínuo.
Acredito na mudança de pensamento, de atitudes, de sentimentos, desde que mude por si mesmo e não por terceiros.
Acredito nas palavras, no peso que possam possuir [até por que o que nos define como "humanos" é a linguagem] mas acredito mesmo é nos fatos, nos atos em si. Aqueles pensados e principalmente, os espontâneos, impensados.
Acredito que a dor é um agente transformador e que depende apenas de mim mesma decidir como vou usá-la.
Acredito que a verdade é o melhor caminho para se viver bem, mesmo sabendo que não é fácil e muito menos agradável em todos os momentos.
Acredito que podemos ter uma vida miserável economicamente falando e mesmo assim, ser a mais rica das pessoas. 
Acredito na felicidade: não das grandes, mas aquela que está contida nas pequenas coisas como um abraço, uma pequena roda de amigos na tarde para uma conversa, um passeio a dois, na leitura de um livro.
Acredito que a educação ainda será usada como ferramenta de abolição da ignorância, dos pré e preconceitos, e que de fato a informação liberta.
Acredito que o passado revela muito de nós, nossas raízes que sustentam.
Acredito que Deus não é uma pessoa mas uma força que está presente em todos os locais e momentos, nos elementos da natureza e principalmente nos pensamentos e sentimentos positivos que emanamos.
Acredito também que o contrário desses sentimentos afetam apenas e principalmente as pessoas que os desejam e o sentem.

"Acredito em destino, mas interfiro bastante."

10 julho, 2012

:)



Já estava desacostumada com sorrisos compartilhados.
Feliz, apenas.

06 julho, 2012

The party is just begun


A primeira vez a gente nunca esquece.
Ansiedade a mil, sono, euforia, medo, alegria, agitação.
"como será comandar uma pick up por 1 hora numa festa badalada com pessoas desconhecidas?" logo menos terei a reposta ao vivo, em cores e alto e bom som!
e que seja bom.

17 junho, 2012

Pf bitch please.



Assim,
sééééério que era pra eu ficar triste? jura?

08 junho, 2012

Strip-Tease






Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.



Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.

Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.



Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".



Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."


Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".



Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".



Por fim, a última peça caía, deixando-a nua

"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".



E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.

06 junho, 2012

Notícias



"Eu queria que alguém
Me dissesse alguma coisa
Que eu ainda não sei
Que alguma coisa boa
Vai acontecer..."


E aconteceu.
Caralho, aconteceu! alguém me belisca? sério.
Depois de tanto tempo ficando quieta, gritando para as paredes, aguentando bucha... a verdade veio a tona. E foi tão, mas TÃO gratificante ver meu pai me olhar nos olhos e perceber que há mais de um ano veio segurando uma barra sozinha, que meu irmão negligenciava e ocultava isso a qualquer custo.
Foi bom ter não dormido direito, acordar cedo e ir apreensiva pra escutar o que ele tinha pra nos dizer. Uma, duas, várias notícias boas. Tava precisando.
Mesmo com essa chuva/garoa/chuvisco... Pelo menos quando estou muito feliz, sinto vontade de andar a pé. Assim como sinto vontade de sentir esse frio gostoso, o vento soprando na gente. Aos poucos, as coisas vão se arrumando. 

05 junho, 2012

:O



are u r sure? 

03 junho, 2012

Just carry.




The world is on my side
I have no reason to run
So will someone come and carry me home tonight
The angels never arrived
But i can hear the choir
So will someone come and carry me home

"Então, se no tempo em que o bar fecha
 Você se sentir caindo
 Eu te levarei para casa esta noite"

02 junho, 2012


Desligando em 3, 2, 1..