Dentro do carro a menina pensava:
- "cactus e rosas..."
- "são flores. sim, são."
E volta para dentro de si e continua a divagar:
- "são flores mas são diferentes!"
- "olha, rosas precisam de cuidados diários como sol, água, sombra, um pouco de adubo talvez?
- cactus são esquisitos, basta colocar uma colherinha de chá com água e pronto. se deixar torrando no sol, nada acontece. ai credo!"
- "e se deixar a rosa junto com o cactus no sol ?" pergutaria.
- "murcha." pontua.
- "veja: as roseiras produzem rosas, flores, são bonitas, perfumadas.. olhe!
- o cactus produz.. que é que ele produz mesmo ?
- es... pinhos. surpreendida
- viu? só espinhos! nada de flor, nem de perfume. cadê a graça nessa planta ?" a indignação tomou posse de seus pensamentos por alguns segundos.
- "mas... eu gosto de cactus... e rosas também." confessa.
enquanto isso a paisagem mudava janela afora cada vez que piscava. Respirou evoltou a se debruçar na questão intrigante.
- "a cactus é bonito justamente por ser assim, estranho, tem espinhos demais e água de menos. É esquisito mas é bonito."
- "a rosa tem aquela flor linda! tá, tem espinhos também mas são tão pequenos e moles que se você empurra com os dedos, sai. No cactus não." continua o raciocínio.
"- mas a rosa é bonita por ser assim: florida, cheirosa, suas pétalas são suaves a beleza dessa flor está na sua delicadeza. O cactus é duro, seco, mas se torna belo pela sua forma simples porém robusta."
- "é!" sorri.
20 janeiro, 2010
23 dezembro, 2009
15 dezembro, 2009
Dezembro.
chove muito por essas bandas, a terra pulsa com o sangue alaranjado e marrom correndo por todos os cantos.
vir a sinop é como a abrir um baú e olhar fotos.
e ver boa parte da familia e sentir-se que não faz parte da mesma.
é observar sem tocar, não intervir em nada.
como hoje no aniversário da minha avó materna, fiquei olhando para os cantos e pensando.
ver meu tio mais velho porém depois de muito tempo, estava feliz, estava bem. trazia a paz no rosto e por um momento aquilo me reconfortou.
ver meu primo no qual eu dei banho quando era bebê, conversar comigo sobre qualquer coisa e ele já está maior que eu.
minha prima com seu filho, que já é bisneto da minha avó...
estar dentro de um galpão, churrasco, um povo de olhos claros, felizes.. estamos numa típica festinha de alemães, gaúchos e paranaenses.
lembrei dos tempos que passei no sítio dessa minha avó, dos dias que pulava no açude e quando ia pro trampolim, já via meus primos chegando e estava tudo armado pra ser a melhor tarde. quando montava a cavalo e corria o quanto pudesse, sempre gostei desses bichos, a sensação de liberdade era sentida no rosto, a passos largos, no galope. Ao andar de bike e inventar trilhas e mais trilhas pra passar, se sujar toda ficar risonha.
hoje, sentada na cadeira olhei pra essa janela do tempo e fiquei triste.
parece que há um pedaço de mim mesma que perdi.
Deus, como o tempo passou, como as coisas mudaram e hoje aquele sítio se transformou num loteamento e toda vez que tenho q ir para ver como está, já me sobe um nó na garganta. vejo alguns fantasmas meus espalhados por aquele lugar.
torno a olhar o galpão e acabo me distanciando disso.
penso na bels, na vontade que tenho de abraçá-la, de sorrir e apertar contra mim como se desse pra po-la dentro do meu corpo, de ficar sem nada pra fazer mas só estar do lado sem falar nada, de sentir que estamos na "nossa" casa e de dizer que ela é a primeira pessoa com quem vou passar uma virada de ano assim e que isso me deixa absurdamente feliz, mas de repente me calo. algo está me incomodando. sinto que há uma folga nos vãos de nossas mãos e não consigo segurar. me preocupa, me dói.
não sei.
como diria Pink:
"but I've got a bad, bad feeling.."
vir a sinop é como a abrir um baú e olhar fotos.
e ver boa parte da familia e sentir-se que não faz parte da mesma.
é observar sem tocar, não intervir em nada.
como hoje no aniversário da minha avó materna, fiquei olhando para os cantos e pensando.
ver meu tio mais velho porém depois de muito tempo, estava feliz, estava bem. trazia a paz no rosto e por um momento aquilo me reconfortou.
ver meu primo no qual eu dei banho quando era bebê, conversar comigo sobre qualquer coisa e ele já está maior que eu.
minha prima com seu filho, que já é bisneto da minha avó...
estar dentro de um galpão, churrasco, um povo de olhos claros, felizes.. estamos numa típica festinha de alemães, gaúchos e paranaenses.
lembrei dos tempos que passei no sítio dessa minha avó, dos dias que pulava no açude e quando ia pro trampolim, já via meus primos chegando e estava tudo armado pra ser a melhor tarde. quando montava a cavalo e corria o quanto pudesse, sempre gostei desses bichos, a sensação de liberdade era sentida no rosto, a passos largos, no galope. Ao andar de bike e inventar trilhas e mais trilhas pra passar, se sujar toda ficar risonha.
hoje, sentada na cadeira olhei pra essa janela do tempo e fiquei triste.
parece que há um pedaço de mim mesma que perdi.
Deus, como o tempo passou, como as coisas mudaram e hoje aquele sítio se transformou num loteamento e toda vez que tenho q ir para ver como está, já me sobe um nó na garganta. vejo alguns fantasmas meus espalhados por aquele lugar.
torno a olhar o galpão e acabo me distanciando disso.
penso na bels, na vontade que tenho de abraçá-la, de sorrir e apertar contra mim como se desse pra po-la dentro do meu corpo, de ficar sem nada pra fazer mas só estar do lado sem falar nada, de sentir que estamos na "nossa" casa e de dizer que ela é a primeira pessoa com quem vou passar uma virada de ano assim e que isso me deixa absurdamente feliz, mas de repente me calo. algo está me incomodando. sinto que há uma folga nos vãos de nossas mãos e não consigo segurar. me preocupa, me dói.
não sei.
como diria Pink:
"but I've got a bad, bad feeling.."
07 dezembro, 2009
Falling.
02 dezembro, 2009
Elo.
Por mais que esteja insuportável essa espera, a felicidade de estar chegando a hora é muito maior do que a impaciência.
Ah, como estou feliz! não sabes o motivo ainda ?
Tá mais do que na cara, nos olhos, melhor dizendo: está no corpo todo, gritando!
"É você, só você.."
e eu fico o dia todo a te esperar. Er, melosa em demasia? sinceramente não estou ligando para isso. Quero chuva de papel picado, abraço apertado e o beijo molhado que só existem quando há o nosso encontro.
Não posso deixar de sorrir em pensar nisso, ou quando estou nos meus afazeres e vem como um lampejo, ou quando estou diante do seu presente e no que ainda tenho que fazer para deixá-lo como quero [e sei que nesse momento, você vai rir e vai querer me matar por causa da curiosidade].
Daqui a pouco vai começar a doer meu rosto, por conta do sorriso largo. Tô fazendo ginástica facial e nem havia percebido.
só posso dizer que estou muito contente e, na verdade, quero lhe falar que estou muito mais que feliz.
A mágica ocorreu [e "agora, só agora" estou me dando conta].
E olha que não estou falando do período natalino, nem da passagem do ano.
30 novembro, 2009
40 Km/h
é começar a ler que já me dá uma angústia de ter que escrever.
gente, que coisa é essa?
tá, é salutar ficar rabiscando palavras.. o "botar pra fora" ajuda mas quando está tudo fora de ordem fica meio difícil né?
deve ser a convivência com capricornianos e virginianos, ô mania de querer colocar as coisas tudo numa ordem, tudo tem que estar organizado. Tô ficando neura com isso já, sinto isso!
gosto da organização sim.. mas viver escrava dele não.
enfim..vamos lá.
"quente. rodas, movimentação. Na vista meio embaçada, dois riscos. Abre a viseira e respira: suspira. Vermelho é a mesma cor que está no sinaleiro, que vai permanecendo nos braços.
a mesmice de todos os dias por aqui, seria exatamente igual se não estivesse andando a menos da metade da velocidade de costume.
- Hoje não quero correr, vou desacelerar. diz.
vai pensando, sonhando, vezenquando volta a olhar pra avenida.
pensa que indo um pouco mais devagar, vai enxergando as coisas em camera lenta.. e olha que não são aquelas faixas brancas pintadas no asfalto feitas para separarem os automotores.
fica olhando as coisas que almeja fazer, realizar."
[continua]
gente, que coisa é essa?
tá, é salutar ficar rabiscando palavras.. o "botar pra fora" ajuda mas quando está tudo fora de ordem fica meio difícil né?
deve ser a convivência com capricornianos e virginianos, ô mania de querer colocar as coisas tudo numa ordem, tudo tem que estar organizado. Tô ficando neura com isso já, sinto isso!
gosto da organização sim.. mas viver escrava dele não.
enfim..vamos lá.
"quente. rodas, movimentação. Na vista meio embaçada, dois riscos. Abre a viseira e respira: suspira. Vermelho é a mesma cor que está no sinaleiro, que vai permanecendo nos braços.
a mesmice de todos os dias por aqui, seria exatamente igual se não estivesse andando a menos da metade da velocidade de costume.
- Hoje não quero correr, vou desacelerar. diz.
vai pensando, sonhando, vezenquando volta a olhar pra avenida.
pensa que indo um pouco mais devagar, vai enxergando as coisas em camera lenta.. e olha que não são aquelas faixas brancas pintadas no asfalto feitas para separarem os automotores.
fica olhando as coisas que almeja fazer, realizar."
[continua]
29 novembro, 2009
Pingos.
e hoje foi um daqueles dias que você só tem vontade de passar ele com muita preguiça.
com direito a sono, leitura, chuva, vento...
e pensar em você com uma certa dor no peito, por conta da saudade
é parar de ler o que me interessa pra dar uma olhadinha na tv e ver a briga dos nossos times que são adversários, se degladiando pela ponta do campeonato e sorrir por dentro, ver toda essa coisa boba e mesmo assim estar pensando em você.
olhar os lugares e pedir para que estivesse aqui.
ando meio melosa, querendo ter e dar atenção.
só consigo pensar que cada dia que vai passando, vai nos aproximando e isso me deixa muito feliz.
sim, estou com saudades.
com direito a sono, leitura, chuva, vento...
e pensar em você com uma certa dor no peito, por conta da saudade
é parar de ler o que me interessa pra dar uma olhadinha na tv e ver a briga dos nossos times que são adversários, se degladiando pela ponta do campeonato e sorrir por dentro, ver toda essa coisa boba e mesmo assim estar pensando em você.
olhar os lugares e pedir para que estivesse aqui.
ando meio melosa, querendo ter e dar atenção.
só consigo pensar que cada dia que vai passando, vai nos aproximando e isso me deixa muito feliz.
sim, estou com saudades.
06 novembro, 2009
03 novembro, 2009
21 outubro, 2009
Flor esmigalhada.

20 anos.
2 décadas de quê mesmo ?
de vida ? ou de ilusão ?
chegar nesse ponto e não saber pra onde ir.
quem eu sou ? uma estudande ? alguém com nacionalidade brasileira ? um montro ? uma falha ? um erro de percurso ? um desapontamento constante ?
quem suo eu ? quem ?
um nome ? um corpo ?
mas que porra, será que vou encontrar alguém que vai me explicar que raios de pessoa sou eu ?
merda de vida é essa ?
onde aparentemente a cada dia me torno mais forte por fora e mais fraca por dentro ?
que me afasto quando mais quero ficar um pouco mais perto ?
se não sei o que sou, como posso saber o que quero ser, o que quero fazer, ter e como vou querer viver ?
- um nada.
seria isso ?
luz, preciso de alguma LUZ! alguém me dá ?
quem eu sou ? uma estudande ? alguém com nacionalidade brasileira ? um montro ? uma falha ? um erro de percurso ? um desapontamento constante ?
quem suo eu ? quem ?
um nome ? um corpo ?
mas que porra, será que vou encontrar alguém que vai me explicar que raios de pessoa sou eu ?
merda de vida é essa ?
onde aparentemente a cada dia me torno mais forte por fora e mais fraca por dentro ?
que me afasto quando mais quero ficar um pouco mais perto ?
se não sei o que sou, como posso saber o que quero ser, o que quero fazer, ter e como vou querer viver ?
- um nada.
seria isso ?
luz, preciso de alguma LUZ! alguém me dá ?
ninguém ?
- droga.
ainda sou criança ? ou adulta ? ou velha ? ou já morri ? ou nem vivi ?
eu quero chorar mas ao mesmo tempo me nego a fazer isso.
não tenho vontade de me mover, dói tudo e tudo, tudo, tudo inflama.
dói para respirar.
que veneno é esse que quando sinto-me triste vem e instantaneamente sinto uma raiva tão grande que tenho vontade de quebrar paredes ?
- droga.
ainda sou criança ? ou adulta ? ou velha ? ou já morri ? ou nem vivi ?
eu quero chorar mas ao mesmo tempo me nego a fazer isso.
não tenho vontade de me mover, dói tudo e tudo, tudo, tudo inflama.
dói para respirar.
que veneno é esse que quando sinto-me triste vem e instantaneamente sinto uma raiva tão grande que tenho vontade de quebrar paredes ?
as vezes tenho vontade de perder todo e qualquer tipo de controle, ao passo que quero controlar tudo. o resultado ? inércia.
duas forças que contém a mesma força porém em direções contrárias.
é tão.. tão ruim!
uma loucura que tenho consciência.
preciso das pessoas perto de mim... mas quanto mais elas se aproximam, mais arriscado fica principalmente para essas que tentam chegar mais perto e, sendo assim as afasto [sendo que há ocasiões em que nem percebo mais].
dá vontade de desistir de tudo na vida e de andar por qualquer estrada.
sem nome
sem casa
sem relacionamento algum.
sem destino
a quantidade de pessoas que já machuquei ou magoei é grande e, não quero que essa lista fique cada vez mais extensa.
talvez eu mereça essa solidão que as vezes parece ser tão angustiante, só que é a coisa que mais me tranquilizou durante anos.
talvez seja isso.
talvez seja assim, não sei.
tudo que eu queria era poder colocar a cabeça num colo, seja lá qual for, apenas o que me der paz.
por enquanto fico com o travesseiro gelado.
tenho vontade de que as pessoas esqueçam quem sou, mas é algo impossível.
seja bem vinda, ao vigésimo ano de [quase] inutilidade, parabéns a mim.
duas forças que contém a mesma força porém em direções contrárias.
é tão.. tão ruim!
uma loucura que tenho consciência.
preciso das pessoas perto de mim... mas quanto mais elas se aproximam, mais arriscado fica principalmente para essas que tentam chegar mais perto e, sendo assim as afasto [sendo que há ocasiões em que nem percebo mais].
dá vontade de desistir de tudo na vida e de andar por qualquer estrada.
sem nome
sem casa
sem relacionamento algum.
sem destino
a quantidade de pessoas que já machuquei ou magoei é grande e, não quero que essa lista fique cada vez mais extensa.
talvez eu mereça essa solidão que as vezes parece ser tão angustiante, só que é a coisa que mais me tranquilizou durante anos.
talvez seja isso.
talvez seja assim, não sei.
tudo que eu queria era poder colocar a cabeça num colo, seja lá qual for, apenas o que me der paz.
por enquanto fico com o travesseiro gelado.
tenho vontade de que as pessoas esqueçam quem sou, mas é algo impossível.
seja bem vinda, ao vigésimo ano de [quase] inutilidade, parabéns a mim.
04 outubro, 2009
Dias.
E rolando na cama
vai se enrolando nas lembranças.
aperta os olhos
o coração afrouxa.
Dorme todas as noites
mas vive acordada, sonhando
esperando o tempo passar.
todas as manhãs
segue religiosamente o cotidiano
mas tudo o que deseja
é sair dali.
E cair
de cansaço
de felicidade
de paz
Nos braçoos
que são teus.
Acorda
afrouxa os olhos
aperta o coração
para mais um dia que se segue, na tua ausência.
vai se enrolando nas lembranças.
aperta os olhos
o coração afrouxa.
Dorme todas as noites
mas vive acordada, sonhando
esperando o tempo passar.
todas as manhãs
segue religiosamente o cotidiano
mas tudo o que deseja
é sair dali.
E cair
de cansaço
de felicidade
de paz
Nos braçoos
que são teus.
Acorda
afrouxa os olhos
aperta o coração
para mais um dia que se segue, na tua ausência.
27 setembro, 2009
Cadê o ritmo da coisa ?
penso que isso pode não durar o quanto eu gostaria que fosse.
"Um dois, um dois, isso não é um teste;
Entre o disse, não disse, não quero que leve a mal
mas prefiro dizer do que ser interpretado mal.
vamos fazer barulho, a arte do barulho"
Pode ser egoísmo da minha parte pensar que quando concordei, já teria a noção do que poderia acontecer. será que não deixei claro o suficiente do quanto é complicado e chato estar ao meu lado ? nem é questão de ser chato de estar ao meu lado mas, suportar a minha rotina e principalmente: regras.
"as vezes faço o que quero e as vezes, faço o que tenho que fazer."
vai ter coisa que vou bater o pé mas em outras, se eu fizer, não vou passar de uma simples criança esperneando quando não tem algo resolvido naquele momento; não rola.
é como já disseram: as palavras tem peso sim, e muito.
tem "não" que é NÃO.
Não vou dar uma de revolucionária de algo que não posso sustentar ainda. é causa perdida.
não vejo como forma de desistência, mas sim como "saber esperar" e confesso, é difícil SIM e muito chato. mas booooooota chato nisso!
Argh.
cadê a ampulheta pra contar o tempo mesmo ? a minha acho que quebrou...
"Tanto choro e pranto
a vida dando na cara
não ofereço a face e meu sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo."
Vou no meu compasso.
isso NÃO é uma alfinetada, nem estrondo, nem desordem.
é uma melodia, aguda, nítida, clara, que é suave.
"Um dois, um dois, isso não é um teste;
Entre o disse, não disse, não quero que leve a mal
mas prefiro dizer do que ser interpretado mal.
vamos fazer barulho, a arte do barulho"
Pode ser egoísmo da minha parte pensar que quando concordei, já teria a noção do que poderia acontecer. será que não deixei claro o suficiente do quanto é complicado e chato estar ao meu lado ? nem é questão de ser chato de estar ao meu lado mas, suportar a minha rotina e principalmente: regras.
"as vezes faço o que quero e as vezes, faço o que tenho que fazer."
vai ter coisa que vou bater o pé mas em outras, se eu fizer, não vou passar de uma simples criança esperneando quando não tem algo resolvido naquele momento; não rola.
é como já disseram: as palavras tem peso sim, e muito.
tem "não" que é NÃO.
Não vou dar uma de revolucionária de algo que não posso sustentar ainda. é causa perdida.
não vejo como forma de desistência, mas sim como "saber esperar" e confesso, é difícil SIM e muito chato. mas booooooota chato nisso!
Argh.
cadê a ampulheta pra contar o tempo mesmo ? a minha acho que quebrou...
"Tanto choro e pranto
a vida dando na cara
não ofereço a face e meu sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo."
Vou no meu compasso.
isso NÃO é uma alfinetada, nem estrondo, nem desordem.
é uma melodia, aguda, nítida, clara, que é suave.
15 setembro, 2009
Broken line..

Ultimamente venho conversando com a minha mãe, sem (muitas) brigas.
mas o que venho percebendo é que as explosões que ocorrem, são consequências das frustrações. frustração de se ver chegando perto da casa dos 50 anos e ao olhar para trás, perceber que há o "nada" em sua vida. que tudo o que sonhou, virou um grande pesadelo ou, que o sonho morreu antes de começar a ser sonho bom.
Perceber que está morrendo por preocupações alheias. eu disse: MORRENDO.
mas acho que o pior não é o morrer, é a condição de "não existência" isso sim, é o buraco negro.
gente, aonde é que foi parar esse ser humano ? é um esqueleto ambulante, porque, alguém que praticamente não tem contato social, não há pelo menos uma fonte de prazer em sua vida, não "existe" e a condição da não existência é uma escolha. Horrível.
é duríssimo ver, é difícil tentar por em movimento algo que está inerte. mas, se pelas leis da física: algo que está parado tende a manter-se parado, por outro lado existe o contrário, algo que está em movimento, tende a continuar nesse movimento. Então, se conseguimos movimentar este "algo"...
é, nem que tenha de ser aos trancos mas isso precisa começar a girar, antes que mate alguém.
sim, estou preocupada.
mas o que venho percebendo é que as explosões que ocorrem, são consequências das frustrações. frustração de se ver chegando perto da casa dos 50 anos e ao olhar para trás, perceber que há o "nada" em sua vida. que tudo o que sonhou, virou um grande pesadelo ou, que o sonho morreu antes de começar a ser sonho bom.
Perceber que está morrendo por preocupações alheias. eu disse: MORRENDO.
mas acho que o pior não é o morrer, é a condição de "não existência" isso sim, é o buraco negro.
gente, aonde é que foi parar esse ser humano ? é um esqueleto ambulante, porque, alguém que praticamente não tem contato social, não há pelo menos uma fonte de prazer em sua vida, não "existe" e a condição da não existência é uma escolha. Horrível.
é duríssimo ver, é difícil tentar por em movimento algo que está inerte. mas, se pelas leis da física: algo que está parado tende a manter-se parado, por outro lado existe o contrário, algo que está em movimento, tende a continuar nesse movimento. Então, se conseguimos movimentar este "algo"...
é, nem que tenha de ser aos trancos mas isso precisa começar a girar, antes que mate alguém.
sim, estou preocupada.
12 setembro, 2009
Rede.

E eu farei,
Contra todas as risadas e a maldade
Que minha imbecilidade
Deixou margem pra desconfiança.
Contra todo o mau olhado e a inveja
De quem não se basta, sobra na irrelevância
Pois é você que eu quero
Pra você eu quero me entregar
Assim
Ruivo e do meu tamanho
Assim
Míope e descabelado
Assim
Louco e apaixonado
Assim
Extrovertido
Tímido
Quente
Diferente
Ardente
Original.
E eu daria
O conforto e a tranqüilidade
Que uma tarde ensolarada
Na cidade de São Paulo
Vem com importância
O consolo dos meus ombros
Se as lágrimas molharem o seu rosto
Que as sardas
Enfeitaram com elegância
Se é você que eu quero
Pois você consegue me acalmar.
Uno.
(postagem antiiiiiiiiiiiiiiiga)
dias que passam devagar
dias que num piscar de olhos, já terminaram.
o piscar de um par de olhos em específico,
par.
dois.
dois que formam um.
uma coisa só.
que não é só.
sabe ?
dias que passam devagar
dias que num piscar de olhos, já terminaram.
o piscar de um par de olhos em específico,
par.
dois.
dois que formam um.
uma coisa só.
que não é só.
sabe ?
08 setembro, 2009
- A fera bela.
Ouve a declaração, oh bela
De um sonhador titã
Um que dá nó em paralela
E almoça rolimã
O homem mais forte do planeta
Tórax de Superman
Tórax de Superman
E coração de poeta
Não brilharia a estrela, oh bela
Sem noite por detrás
Tua beleza de gazela
Sob meu corpo é mais
Uma centelha num graveto
Queima canaviais
Queima canaviais
Quase que eu fiz um soneto
Mais que na lua ou no cometa
Ou na constelação
O sangue impresso na gazeta
Tem mais inspiração
No bucho do analfabeto
Letras de macarrão
Letras de macarrão
Fazem poema concreto
Oh bela, gera a primavera
Aciona o teu condão
Oh, bela, faz da besta fera
Um príncipe cristão
Recebe o teu poeta, oh bela
Abre teu coração
Abre teu coração
Ou eu arrombo a janela
Chico buarque - A bela e a fera.
De um sonhador titã
Um que dá nó em paralela
E almoça rolimã
O homem mais forte do planeta
Tórax de Superman
Tórax de Superman
E coração de poeta
Não brilharia a estrela, oh bela
Sem noite por detrás
Tua beleza de gazela
Sob meu corpo é mais
Uma centelha num graveto
Queima canaviais
Queima canaviais
Quase que eu fiz um soneto
Mais que na lua ou no cometa
Ou na constelação
O sangue impresso na gazeta
Tem mais inspiração
No bucho do analfabeto
Letras de macarrão
Letras de macarrão
Fazem poema concreto
Oh bela, gera a primavera
Aciona o teu condão
Oh, bela, faz da besta fera
Um príncipe cristão
Recebe o teu poeta, oh bela
Abre teu coração
Abre teu coração
Ou eu arrombo a janela
Chico buarque - A bela e a fera.
27 agosto, 2009
Nos seus olhos
Olhe nos meus olhos
E diga o que você
Vê quando eles vêem
Que você me vê
Olho nos seus olhos
E o que eu posso ler
Que eles ficam melhores
Quando eles me lêem
Eu leio as suas cartas
Eu vejo a letra..
Olho nos seus olhos
E sinto que você
Faz eles brilharem
Como astro rei
Olhe nos meus olhos
E o que você vai ver
Seu rosto iluminado
A lua de um além
Eu leio as suas asas
Borboletas
Meu Deus que linda imagem
Me atormenta
Amor eu te proíbo
De não me querer
E diga o que você
Vê quando eles vêem
Que você me vê
Olho nos seus olhos
E o que eu posso ler
Que eles ficam melhores
Quando eles me lêem
Eu leio as suas cartas
Eu vejo a letra..
Olho nos seus olhos
E sinto que você
Faz eles brilharem
Como astro rei
Olhe nos meus olhos
E o que você vai ver
Seu rosto iluminado
A lua de um além
Eu leio as suas asas
Borboletas
Meu Deus que linda imagem
Me atormenta
Amor eu te proíbo
De não me querer
Cotidiano de uma prisioneira.
"Se eu acordo preocupado com as providências como uma conta no banco que eu nao tenho dinheiro pra pagar. Isso me aflige e atrapalha, faz com que eu nao me de conta de outras coisas que eu deveria cuidar. Então me diga, se você ainda gosta de mim porque de você eu gosto. Isso nao deve ser assim tão ruim...
Há quanto tempo eu conheço você ou quanto tempo eu ainda vou precisar... E eu dependo do que eu não entendo, pretendo apenas que voce saiba que isso é meu amor."
Há quanto tempo eu conheço você ou quanto tempo eu ainda vou precisar... E eu dependo do que eu não entendo, pretendo apenas que voce saiba que isso é meu amor."
17 agosto, 2009
"Recadinho"
eu acho "engraçado" ver gente que não sabe se por no seu devido lugar
mais "engraçado" ainda, saber que acha que tem direito de dizer como conduzo as minhas palavras.
realmente, existem pessoas que são idiotas.
mais "engraçado" ainda, saber que acha que tem direito de dizer como conduzo as minhas palavras.
realmente, existem pessoas que são idiotas.
03 agosto, 2009
"Eagles"

Eu não consigo mais ter que esconder
O quanto dói se toda vez
Temos que separar
Secaram todas as lágrimas
Você tirou de mim o que eu senti
Nunca ninguém me amou do jeito que você me quis
Ainda é novo para mim
Às vezes fico sonhando
Num futuro distante
Estaremos nós
E me dá um nó
Porque sei que o presente
É incerto e ausente
E a realidade dói
Você mudou meu jeito de sentir
Tua coragem me fez ver
Da forma que eu nunca vi
Iluminou tantas sombras em mim
Nunca negou meu jeito de existir
Pegou no colo a criança abandonada
Que não podia dormir
Será que temos a chance
De viver nossos sonhos
Quando amanhecer
Será que a gente vê
O Destino filmando
A nossa memória
E nos deixar viver
Somos duas águias no céu a voar
A voar
Que procuram na compaixão do vento
Um galho para pousar
De encontro ao mar
Pra navegar
Como dois golfinhos
Seguem rindo da ironia
Nós conseguimos o raro
Duas almas que unem
Sem deixar de ser
Sem deixar de ver
Que nada é eterno
Mesmo invencível
O amor há de vencer
Seguindo o infinito pra voar, pra voar
Procurando na compaixão do vento
Um campo pra pousar
Pra mergulhar e voltar
Às águas mais profundas
Onde não há o tempo
Pra separar
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