23 maio, 2013

Campfire.


Semana acabando e parece que estou indo junto com ela. Sinto como se minhas baterias estivessem na reserva, pedindo recarga com urgência. Então me retiro, vou para um lugar onde barulho mecânico algum pode alcançar. Vou subir, chegar ao paralelo místico e me integrar com o ar, terra fogo e água. Me relembrar do quanto preciso sentir que há vida e agradecer que são nas pequenas coisas que me faço ser humana. Que preciso de abraços confortantes, sorrisos sinceros, mãos afáveis. 
Sou uma florzinha murcha e sem graça se não estou em volta das outras florzinhas. Por quanto tempo passei longe delas? tanto...
E será lua cheia, tudo pra ser lindo. Estou voltando. Amém.

21 maio, 2013

"May, 21."



Maio, 21.
Uma data que talvez para sempre eu queira passar num silêncio.
Por fora, sigo com os afazeres do dia mas aqui dentro, essa quietude.
É me lembrar que estava indo para o hospital e no caminho, sentir que estava se despedindo de mim pois num momento singular, minha mão soltou o acelerador e naquele segundo tive a certeza de que você se foi. É sentir o frio e o cansaço surrarem o corpo mas você não se importa, não agora. É lembrar que em nenhum momento demonstrou dor, o que me doía cada vez mais com o passar do tempo. Um silêncio que foi aumentando aos poucos para depois dar espaço as lágrimas. Sempre soube o quanto não gosto de demonstrar as tempestades internas que ocorrem... 
Hoje lembro tanto daquele dia... da marcha fúnebre, das pessoas e esse silêncio. 
Ah mãe... sinto saudades de poder te abraçar, ou de dizer um simples "oi cheguei". É tão difícil nos despedirmos das pessoas que amamos. 
Só aprendi algumas coisas meio tarde. Já fez 2 anos.

19 maio, 2013

Afundo.



"Há um imenso vazio...
Há um muro de berlim, dentro de mim
Todos se dividem, todos se separam."

Tantos espaços, lacunas, buracos cimentados com o silêncio. Pesares. 
Não dá pra se mexer quando há concreto nos pés, boca e você foi lançado ao mar. E quando você pretende afundar, como um almirante junto ao seu barco? A força do silêncio vai te engolindo com água e tudo mais. Fecha os olhos e sente apenas a escuridão. 

Hmnn..

Friozinho veio e já se despede dessa cidade, que pena.
Ontem fiquei olhando umas fotos antigas e pensei: meu Deus, já passou tanta coisa assim? sério? eu não lembro de tantas dessas que vi...
É fato que minha cabeça é uma ventania e a memória não é boa. As vezes isso me preocupa. As vezes fico feliz também por que assim eu me esqueço de coisas que possam ter me machucado.
Ultimamente os dias estão passando assim, em silêncio. Nem felicidade contagiante, nem tristeza. Só uma vontade de ficar quieta, desfrutando de sua própria companhia e basta.

13 maio, 2013

Ponteiros


Olhando fixamente para os ponteiros: será que assim correm mais depressa ou estão aos poucos, se atrasando? Há uma espera em mim. Uma espécie de "loading", carregando....
Oque carrego? Que está sendo executado? Qual ou quais esperas são essas?
No aguardo de uma vida mais autêntica, carregando forças para sair de uma presepada que entrei por mérito próprio... Terminando de arquivar à mim mesma. Aos poucos vou desaparecendo, desbotando nesses dias que passam calorosos, ora frios. Saí para dar uma volta de mim mesma, resolvi não voltar agora.  Não mesmo. Justamente agora onde as coisas batem a minha cara com certa violência, lá se vai minha paciência, no caminho, ela diz: - "Agora é com você." O mundo monocromático revela nuances mais dramatizadas do que a paleta de cores impressa. Por hora vejo os furos que foram abertos em minha carcaça e o vazio neles. Procuro a paz ficando no olho do furacão. Uma tempestade do contraditório. Embora a cada dia, parte do véu que acobertava os olhos, vem rolando abaixo e mostrando seus dentes afiados: realidade em choque com os desejos.
Desejo de ir pra longe, de ficar só. Desejo de ficar num prazo indeterminado sem sentir tantas coisas. Sem sentir esse vazio. Ao tocar sua borda, o gelo percorre os pelos do corpo e, numa espécie de frenesí paralisante, eriça-os e adormece a mente. Me dou conta desse oco.
Finalmente posso emergir. É nesse vácuo que possibilita o espaço da expansão.

09 maio, 2013

Neck, neck, neck...



Estive no ar com a cabeça fora do lugar preso em um momento de emoção que destruí. 
Isso que sinto é o fim?
No ar, com a vida ferrada, todas as regras que quebrei, amores que sacrifiquei: Isto é o fim?

Envolverei minhas mãos em seu pescoço
Tão forte com amor, amor.

Mil vezes tentei o destino. Mil vezes joguei com esse jogo.
Mil vezes que eu disse: Hoje, hoje, hoje

Estive no ar: perdido na noite, eu não trocaria um olho por suas mentiras, você deseja ardentemente a minha vida. Isso é o fim?

Você foi o amor da minha vida, a escuridão, a luz, este é um retrato que torturou: você e eu.
Esse é o, esse é o, esse é o fim?

Envolverei minhas mãos em seu pescoço
Tão forte com amor, amor, amor

Estive no ar. Isto que sinto é o fim?
No ar, em busca de um sonho tão real

Não tolere mais, não tolere mais, não tolere mais, não vou tolerar mais.
Envolverei minhas mãos em seu pescoço, pescoço....



06 maio, 2013

Sei lá

"I'm safe up high, nothing can touch me
wy do I fell this party's over?"

Quando sua cabeça quer parar um pouco e tudo o que você precisa é de um pouco de silêncio pra si?
pois bem, sou dessas.
Sei lá, as vezes é melhor aquietar-se. Melhor observar, apenas. 
Se aquilo que vai, voltar... ficarei contente, se não... caberá seguir adiante.

29 abril, 2013

05/10.


"Aterrizou, essas turbinas se desaceleraram ao encontrar deste lado, a pista para pousar. Um pássaro que procurava um galho para descansar. Águia. Acelerou o coração. Esse gesto que não tem cheiro, mas tem cor, sabor e memórias tão particulares.
Mas continuando a falar do pouso. "Seus olhos olharam nos meus, num arrepio febril." Pude ver claramente, toquei seu íntimo. "tocar."  Verbo singular nesta relação. Que há ausência, privação deste ato. Quando paro para lembrar, concordo que foi "o encontro, reencontro." Por um pequeno lapso temporal, corpos se abraçaram quase que desesperadamente para que as almas pudessem tocar as pontas dos dedos da mão de ambas. Surreal."
                                       "The passion's there, so it's gotta be right, right?"

Eu vou correr direto para o limite com você, onde nós dois podemos nos apaixonar."

28 abril, 2013

Atenção.

Esses últimos dias parecia que tinha uma mão a apertar meu pescoço. Credo.
Então, na aula que se apresenta chata... rendeu muito e no final, a professora propôs uma experiência, que caiu como uma luva. A música veio como um tapa, daqueles que te impulsionam para frente. Então a angústia sumiu, como tirar com uma pinça uns cacos ali, outros acolá... 
Quero subir para Chapada, lá me sinto em paz. Na companhia da terra, das nuvens e um silêncio gostoso.
E a música ficou ecoando dentro de mim.

É isso! 

23 abril, 2013

Tu-tum


Wait a second.
"- Recebi minha carta. Vou estudar nos EUA."


Que estranho. Dois sentimentos nascem ao mesmo tempo, antagônicos  E agora me vejo aqui nessa coisa brilhante com 30 seconds explodindo meu som e eu.. e eu aqui sem saber se sorrio ou choro. É como um susto, um tombo no meio da rua e você faz de conta que nem é nada. mas você foi ao chão: POFT!
Agora é isso. um Q de não sei. um Q de susto, um pré-desespero disfarçado no sangue da minha cara que insiste "correr lento nas veias". Certas coisas e pessoas conseguem me atingir de tal maneira que é dificil dizer em palavras. Apesar de todo o estrondo que está ocorrendo nesse exato momento em meio peito, nada se vê por fora. N-A-D-A. Uma barreira intransponível.  

22 abril, 2013

Autumm



Lugar lotado pra cacete. Decoração ótima.
Ambientes que jamais pensei adentrar, enfim... coisas que nas quais me submeto. 

Mas um preço pago através de cara feia e irritação. E aí, choro e alguns desabafos.
Não sou, não posso e nem quero ser responsável pela felicidade dos outros, já que não consigo nem me responsabilizar.
O tempo está passando...

05 abril, 2013

Falling


A-PE-NAS.

24 março, 2013

It's time.


Flash, luzes, estrobo, calor, corpos, suor, música alta, bebidas.
Fan sendo acionado a potência máxima.
Ponta dos dedos tocando a boca com batom vermelho.
Cintos afivelados à três.
Roupas arremessadas à quatro mãos.
Seis pés pulando pra lá e pra cá.
Três corpos içados a 50 metros de altura numa velocidade a 120 Km/h.
Líquidos aos litros.
Sono de menos.
Cansaço de mais.

"Coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?"

22 março, 2013

Vengo del aire


A música se mostra devagar e a cada nota, vejo algo diferente de você. A forma como o vento balanceia seus cabelos negros e extremamente lisos. Seu rosto robusto, de formas pronunciadas. Olhos que acorrentam os meus mas perde o magnetismo quando de fato, finalmente lhe encaro, deixando-a sem graça. 
Agora estou aqui, deitada e escrevendo, sentindo uma dúvida com o gosto que carrega essa canção. Que será que vai acontecer a nós? Não sei dos nosso abraços, raros. Tão intenso quando nos tocamos e beijamos, tão forte que lágrimas correram e fizeram você soltar: "por que demorou tanto pra acontecer?" E em contagem regressiva os dias se vão e sabemos que logo, a vida estará nos separando de forma irredutível. Mas a dúvida que reina na minha cabeça é se iremos nos separar mesmo. Meu coração bate tão fraco com receio de não viver esse pouco tempo que temos. Fraco por que não quer fazer barulho, prefere o silêncio para não ter de acordar nada aqui. Latente. Por que quando adentrarmos no pássaro metálico, vai começar a bater forte, ressoar mais alto que os tambores de uma nação inteira. Não sei oque se passa.
Estou com medo, só não sei quais deles é maior. Não sei mesmo...

17 março, 2013

Fogo fátuo


Tantas mesas naquele salão que remete a tenras memórias gauchescas. Sentados, bebendo, olhares estarrecidos e atravessados.
- Eu já vi.
Vinha na direção de todos, veio na direção que não deveria. Como uma agulha prestes a tocar a fina camada de pele do dedo, o toque, uma gota vermelha pinga na toalha branca deixando um registro, marca.
Não houve sangue, todos ficaram pálidos. Apenas os sorrisos, amarelos, artificiais. Cumprimentos formais. 
Mas aquele fino metal que instantes anterior cravara no dedo, deixou ali um recado: Furo, toque, um incômodo crescente como as notas ressoando numa catedral gótica.
Pesadelos sendo interrompidos num solavanco. Um gosto estranho na língua, não por conta da cevada em excesso. É o ferro ou o fogo, talvez ambos.... enfim, escorrendo.
É apenas você chegando. Apenas. 

26 fevereiro, 2013

Comida.

É nessas horas que a gente vai compreendendo algumas coisas.
Ah, nem sei. Existem tantas coisas certas e erradas e hoje eu pendo mais para lado "b".
É sentir com a carne, devorar com os olhos, mãos, boca e tudo o que tenha direito. Saber que está entrando num buraco que guia para uma caverna, que só vai descendo, descendo, descendo.... e não dar a mínima pra isso. 
Pegar com vontade, morder, agarrar, urrar, suar, gozar, cansar. Quantos verbos? "oh, você quer a verdade? a verdade é que o amor é sujo e salgado" concordo e gosto dele assim.
Gosto dessa sua cara cínica mantendo um teatro a pleno vapor enquanto os dedos das mãos revelam uma vontade incontrolável. Uma excitação que só cresce e quando nos damos conta, já tem gente percebendo, olhando pra nós.
Já li tanta coisa dizendo que quando uma mulher se apaixona tem uma força que comove até os mais duros. Assim quando decide algo, elege o que quer e vai lutar por isso com unhas e dentes. Nem o capeta faz o que ela faz. Agora, imagine duas mulheres juntas. Nada, nem tinhoso, pinga, ziriguidum é páreo.
Do barco, escuto sua melodia sedutora e bêbada, esperando o momento em que eu, imprudente, irei a proa, me lançando a você e caindo nessa armadilha quase que mortal. Sugando cada pedacinho meu, numa refeição concentida.

21 fevereiro, 2013

"Sabe.."

Eu não sei mais o que dizer da gente. É algo que tá mais "além". Já me acostumei quando nos encontramos e não conseguimos ter "olhos nos olhos". Isso só acontece com assuntos triviais e distantes. Quase nunca conversamos pessoalmente, por que? Por sermos bobas. 
Aquela história do professor Girafales aceitar a xícara de café da dona Florinda e os dois ficam ali, bobões em frente a porta, sebosos. Não tem café, mas é similar de certa maneira. Vou a sua casa e você vem a minha, cozinha e quase não trocamos sequer uma palavra. Aí é fechar a porta de casa, a porta do carro, para abrir a janelinha no celular ou no computador e lá, sim, tagarelar e dizer tudo que ocorreu e o que ainda se passa.
Você, que sai da toca quando ouve o som dos meus passos mas que hesita em se aproximar.
Eu, que ando até certo ponto da estrada e paro pra ver se você finalmente vem ao meu encontro.
Não há palavras quando suamos juntas e a respiração fica forte e ofegante. Mas não é fazendo amor ou algo do tipo. Talvez seja algo que nem se passa na cabeça de ambas no momento. Só depois. E é quando chegamos em casa cansadas, é que cai a ficha... no banho, enquanto a água corre pelo corpo, fecha-se os olhos e provoca um certo arrepio na nuca. Quando você se lembra do aperto que sentiu ao ficar debruçada na porta de um carro por horas. Ou quando vai se deitar, apaga todas as luzes para acender as lamparinas da memória e me ver chegar cada vez mais próxima, até que a distância não existe mais. É quando você pensa até os miolos fritarem e entrarem em curto-circuito. Aí vem ele cantarolando "quando lembra que seus lábios encontraram outros lábios de uma pessoa e o beijo esperado ainda está molhado e guardado ali, em sua boca" sabe?
Ah Nando.... 



"sei, eu sei."

15 fevereiro, 2013

Luz amarela acesa.

Hoje não gostei de mim. Não pelo menos nas últimas horas. Parece que acordei de súbito e me vi, ali, repetindo algumas coisas que abomino. Acho legal quando numa relação ambas as partes cedem... mas transformar isso em algo imperativo, fode.
Ver que o sentimento de posse exalando pelos poros pode quebrar um clima tão amigável em questão de segundos, por um simples olhar. Isso além de irritar, me entristece profundamente. Talvez essa apurrinhação que sinto seja por conta dessa mornisse, não fiquei cega e por estar enxergando as coisas, vai azedando minha harmonia. 
Preciso pensar.

30 janeiro, 2013

Velhice pura, só pode.


Estava lendo algumas coisas alheias pela internet e depois que vi uma certa respota, sorri.
Hoje, imagino o quanto envelheci nesses últimos anos. Não como coisa ruim, apenas pelas experiências vivenciadas. Minhas turmas inicais em ambas as faculdades estão se formando e eu fico com a sensação de que fiquei para trás... então olho para esses últimos 5 anos e vejo o quanto vivi, as coisas que me aconteceram, as pessoas que conheci, os amores que vivi, as perdas e principalmente as marcas que ficaram  não só pelo corpo mas principalmente: na cabeça.
Há momentos, situações que não se apagam. Apenas ficam ali. como cicatriz. Cada um sabe as que tem e o por que delas estarem ali. Quando senti a 3° agulho perfurando minhas costas, imaginei isso. Fechei os olhos por um momento e vi quantos momentos bons e ruins aconteceram diante desses olhos observam as palavras brotarem através dessa tela, esse "pauzinho" que fica piscando correr de um lado pro outro com uma certa pressa... pressa em dizer, escorrer o que anda represado aqui.
Apesar dessa afobação em falar, reduzi a marcha. É o fim de muitas coisas. Fim da faculdade, Fim de uma longa vivência e permanência em uma cidade, o término de uma convivência numa casa onde cresci, cai várias vezes correndo no piso quando chovia, cheguei bêbada, trouxe namoradas, bati a porta com raiva, ou abri, aliviada. 
Já achei um grande amor na vida e o vivi. Já perdi alguém que não se substitui por nada e muito menos outra pessoa. Já chorei dentro de ônibus. Já fui ao aeroporto pra ver alguém chegar... ai, muita coisa. 
E no total acaso, a roda girou numa velocidade insana... tal qual pneus que correm sem parar e agora, essa tal "roda viva" resolveu frear. Me trouxe um coringa, enfim.

Sei que isso aqui é só uma parcela, mas penso que quando chegar lá pelos 70, 80 anos de idade vou sentir que já passei dos 150. Ouço crianças dizendo que querem viver além do centésimo ano... e eu me dou por satisfeita ao chegar com 90. Acredito que serei uma velha enrugada, mas bem doida. 

Sopa morna. Aliás, palavra essa que se tornou constante nos últimos meses.   Eu, que sempre fui atraída pelos extremos, parei no ponto médio. rs.
Suspiro. Olho pro lado e vejo meu gato jogado na cadeira e rio de mim mesma. Preciso me arrumar para ir a colação de grau da minha cunhada. Depois a janta, a casa dos sogros, o sono com a namorada. 
É, eu fiquei velha mesmo. 
Tenho uma espécie de "preguiça" em escrever, não que seja a genuína e verdadeira preguiça... sei lá. Navegar em águas calmas tem feito bem.

Agora sim: Bem vindo 2013, vamos andar lado a lado?

20 janeiro, 2013

Remember.



Olha dentro dos meus olhos e me conta umas mentiras só pra me agradar
Fala que hoje eu to bonita, que ainda pensa em mim quando vai se deitar.
Diz que quando acorda todo dia seu primeiro pensamento pode ser que seja eu
Mente pra essa inocente, falando que eu ainda vou ser sua.

Mente pra mim é o que eu gosto, quanto mais você me ilude, mais eu te adoro.
Menina indecente, que finge ser carente...