Na loca da pedra,
No meio do mato
Bem longe dos olhos
De um gavião...
A vida é um presente
Que vem do passado
Eis que acharam no mato
A menina, então...
Muidinha...
Miudinha...
Feito estrela na noite,
Disparada no dia
A menina crescendo
Era um rio correndo
Um riso que ria
Antes de tanta gente
Foi semente sozinha
Hoje o rio correndo
E a mata dizendo
“és minha! és minha!”
Vó Cabocla...
13 abril, 2010
12 abril, 2010
Domingo
Um fim de semana meio atípico.
sábado uma oficina, retirada das camisetas, aprender um pouco mais a batucar com o mestre e lembrar do tal dia 10, de abril. até aí nada de errado. madrugada sem sono, gato pulando na cama, enfurnado na coberta.. er.
domingo? acorda as 6 da manhã [quem acorda esse horário no domingo?], come dois "triângulos" de toblerone, vai pro carro e se manda pela estrada. epa: estrada? pois é.. saí de cuiabá as 7:25 e 7:50 estava no parque nacional de Chapada. 60 Km. peguei os temas da maratona e segui adiante.. adiante.. adiante.. até parar numa placa: "bem vindo à Campo Verde". hã? nem vi os quilômetros passarem. fechei os olhos algumas vezes enquanto o velocímetro decidia se ficava entre 120 ou 140 Km/h que as vezes apontava no 160. Andei mais de 200 Km. o mais interessante? é que andei só e senti aquilo me completar. não sei que contemplava quem: se era eu ou a estrada. particularmente essa rodovia é linda pela paisagem, uma das mais belas que já vi. depois de um tempo você se acostuma de tal forma com a velocidade que nem parece que está tão rápido. abri os vidros, soltei os cabelos que agora estão curtos, aumentei o som e fui vagando, só, pelas "estradas" e foi reconfortante. afundei no banco, as vezes tirava o cabelo da cara mas logo tornava a ficar nos olhos. vi verde, azul, morrom, cinza. vi aquela água linda da martinha. quis parar na beira da estrada mas segui em frente. Deu vontade de ir buscar o abraço da larie, o por do sol no muro em frente a kitnet. mas ah, deixei pra lá.. ri. logo irei sentar naquele muro: eu acompanhada do meu chá matte e ela, de alguma cerveja ou talvez tereré.
sábado uma oficina, retirada das camisetas, aprender um pouco mais a batucar com o mestre e lembrar do tal dia 10, de abril. até aí nada de errado. madrugada sem sono, gato pulando na cama, enfurnado na coberta.. er.
domingo? acorda as 6 da manhã [quem acorda esse horário no domingo?], come dois "triângulos" de toblerone, vai pro carro e se manda pela estrada. epa: estrada? pois é.. saí de cuiabá as 7:25 e 7:50 estava no parque nacional de Chapada. 60 Km. peguei os temas da maratona e segui adiante.. adiante.. adiante.. até parar numa placa: "bem vindo à Campo Verde". hã? nem vi os quilômetros passarem. fechei os olhos algumas vezes enquanto o velocímetro decidia se ficava entre 120 ou 140 Km/h que as vezes apontava no 160. Andei mais de 200 Km. o mais interessante? é que andei só e senti aquilo me completar. não sei que contemplava quem: se era eu ou a estrada. particularmente essa rodovia é linda pela paisagem, uma das mais belas que já vi. depois de um tempo você se acostuma de tal forma com a velocidade que nem parece que está tão rápido. abri os vidros, soltei os cabelos que agora estão curtos, aumentei o som e fui vagando, só, pelas "estradas" e foi reconfortante. afundei no banco, as vezes tirava o cabelo da cara mas logo tornava a ficar nos olhos. vi verde, azul, morrom, cinza. vi aquela água linda da martinha. quis parar na beira da estrada mas segui em frente. Deu vontade de ir buscar o abraço da larie, o por do sol no muro em frente a kitnet. mas ah, deixei pra lá.. ri. logo irei sentar naquele muro: eu acompanhada do meu chá matte e ela, de alguma cerveja ou talvez tereré.
09 abril, 2010
Gotas.
um pesadelo que parece não acabar
é exame, hospital, operação, uti, remoção, fisioterapia, readequação, quimioterapia, radioterapia e sei lá o que mais.
e agora gripe, água no pulmão, infecção, retorno com urgência.
não acho que alguém lá em cima tenha uma lupa e nos queime como formigas por pura diversão, não.
mas é complicado.
dê-me tranquilidade para aceitar as coisas como são. Por favor.
enquanto isso, vou andando, tropeçando, mas andando.
canta maria rita, canta..
é exame, hospital, operação, uti, remoção, fisioterapia, readequação, quimioterapia, radioterapia e sei lá o que mais.
e agora gripe, água no pulmão, infecção, retorno com urgência.
não acho que alguém lá em cima tenha uma lupa e nos queime como formigas por pura diversão, não.
mas é complicado.
dê-me tranquilidade para aceitar as coisas como são. Por favor.
enquanto isso, vou andando, tropeçando, mas andando.
canta maria rita, canta..
08 abril, 2010
Estrela, estrela

Estrela, estrela
Como ser assim?
Tão só, tão só
E nunca sofrer
Brilhar, brilhar
Quase sem querer
Deixar, deixar
Ser o que se vê...
No corpo nú
Da constelação
Estás, estás
Sobre uma das mãos
E vais e vens
Como um lampião
Ao vento frio
De um lugar qualquer...
É bom saber
Que és parte de mim
Assim como és
Parte das manhãs
Melhor, melhor
É poder gozar
Da paz, da paz
Que trazes aqui...
Eu canto, eu canto
Por poder te ver
No céu, no céu
Como um balão
Eu canto e sei
Que também me vês
E aqui, aqui
Com essa canção...
06 abril, 2010
Do lado

Para ouvir enquanto isso: Adriana Mezadri - Marcas de Ayer
Não querendo revirar o que está ainda bagunçado
mas esta desorganização tem afetado aqui dentro.
do lado de cá do vidro translúcido, parede quase invisível, intransponível.
palpita, expande, volta.
alguns passos pesados que tem o "plof, plof plof" como validade.
A parte de cá me causa um estranho "esranhamento".
uma dor, um não sei o quê.
é como beber água e ainda ficar sedenta, nem se sente o frescor.
do lado de cá, há de se observar muitas coisas na companhia do silêncio.
do lado de cá, sensações, sentimentos, emoções se transforam num piso coalhado de cacos, pregos e espinhos.
deste lado, me encontro.
04 abril, 2010
Burn
Queimando. E é nesta noite que vai ficar me consumindo. Mesmo com as mãos geladas, a tal pressão no peito... labaredas estão por vir, já que a brasa está acesa. Várias vozes farão um coro, uníssono e gritarão em notas agudas, aquelas, bem aquelas que fazem janelas e abóbadas trincarem e estourar. Todas as vozes, em torno de um par de ouvidos, elas armodaçaram uma boca. Já começou o zumbido, não tarda tota a gralhação. Cada voz é uma lenha, um pedaço de madeira e palavra é gasolina. Vê? A boca vendada vai urrar mas não passará de um sussuro. a única coisa escancarada será o par de ouvidos.
Nii - list.

freibut = freedom = liberdade
Título deste blog;
que que é isso ?
muitos pedem, querem e não tem e quando alcançam... (se é que alguém chegou nesta condição)
vazio, liberdade é isso.
é o movimento, é ir para onde quiser, é o não se prender a nada.
aliás, a liberdade está atrelada à uma coisa: o nada.
a liberdade gera medo, porque?
por que ela traz solidão.
pense: liberdade não se acondiciona num potinho e é usada "de vez enquando", não há meio termo, ou se é livre, ou não. ou se joga no vazio do nada ou fica na ponta do penhasco, nesse movimento pendular de ser ou não enfim, livre.
a liberdade é coisa ruim ou boa então?
essa tal liberdade tem seu preço, que costuma não ser nem um pouco barato.
está disposto a pagar? sabendo que é meramente utópico ?
aliás: ser sozinho é diferente de ser solitário.
Título deste blog;
que que é isso ?
muitos pedem, querem e não tem e quando alcançam... (se é que alguém chegou nesta condição)
vazio, liberdade é isso.
é o movimento, é ir para onde quiser, é o não se prender a nada.
aliás, a liberdade está atrelada à uma coisa: o nada.
a liberdade gera medo, porque?
por que ela traz solidão.
pense: liberdade não se acondiciona num potinho e é usada "de vez enquando", não há meio termo, ou se é livre, ou não. ou se joga no vazio do nada ou fica na ponta do penhasco, nesse movimento pendular de ser ou não enfim, livre.
a liberdade é coisa ruim ou boa então?
essa tal liberdade tem seu preço, que costuma não ser nem um pouco barato.
está disposto a pagar? sabendo que é meramente utópico ?
aliás: ser sozinho é diferente de ser solitário.
01 abril, 2010
"Derrubaram ela!"
farol R$ 38,00
aro do farol R$ 30,00
pisca traseiro esquerdo cromado R$ 31,00
guidon R$ 61,00
e algumas cositas mas..
parar a moto no meio da rua na cara dura pra fechar um ÔNIBUS de noite e enfrentar o motorista que derrubou a motoca que tava parada no acostamento, NÃO TEM PREÇO!
isuahiuhasuhsiuhiasu
"A audácia da baixinha"
aro do farol R$ 30,00
pisca traseiro esquerdo cromado R$ 31,00
guidon R$ 61,00
e algumas cositas mas..
parar a moto no meio da rua na cara dura pra fechar um ÔNIBUS de noite e enfrentar o motorista que derrubou a motoca que tava parada no acostamento, NÃO TEM PREÇO!
isuahiuhasuhsiuhiasu
"A audácia da baixinha"
15 março, 2010
T-T-T-T-Telephone
que vontade de mandar certas pessoas da minha faculdade pra putas que os pariram, enfim.
quero mais é que se dane mesmo.
mudanças!
oh..
talvez de endereço
provavelmente o cabelo
com toda a certeza, o humor
quiçá, a paciência.
vontades.
de sair correndo a mais de 110 Km/h só pra passar por entre os carros e rir.
de acabar com os joelhos e fígado em alguma festa.
não se importar ? hum.. maybe, baby.
mas sei que não farei nada disso, argh.
o corpo já não acompanha mais a demanda.
oh..
quero ver meus amigos, os queridos, sair, rir, divertir, conversar, fofocar, causar, enfim: coisas.
chutar o balde seria uma expressão correta ?
nem chega a tanto.
quero mais é que se dane mesmo.
mudanças!
oh..
talvez de endereço
provavelmente o cabelo
com toda a certeza, o humor
quiçá, a paciência.
vontades.
de sair correndo a mais de 110 Km/h só pra passar por entre os carros e rir.
de acabar com os joelhos e fígado em alguma festa.
não se importar ? hum.. maybe, baby.
mas sei que não farei nada disso, argh.
o corpo já não acompanha mais a demanda.
oh..
quero ver meus amigos, os queridos, sair, rir, divertir, conversar, fofocar, causar, enfim: coisas.
chutar o balde seria uma expressão correta ?
nem chega a tanto.
09 março, 2010
CICAP
Neoplasia.
Quem quer ?
Apreensiva.
Penso que seja mais por conta da UTI do que todo o restante.
Ainda bem que está dando pra levar beeem mais tranquila agora.
Sei lá.
Um pouco impaciente.
Quem quer ?
Apreensiva.
Penso que seja mais por conta da UTI do que todo o restante.
Ainda bem que está dando pra levar beeem mais tranquila agora.
Sei lá.
Um pouco impaciente.
28 fevereiro, 2010
How fragile is the heart
Pessoas se perguntam: Porquê?
amor.
amar.
não existem respostas óbvias para nenhuma destas coisas.
e ficamos fritando os neurônios, e choramos até os olhos arderem, e praguejamos terceiros para diminuir a dor.
Entendi que amo, mas mais minha liberdade do qualquer outra coisa e quando sinto o menor sinal de ameaça, me isolo, fecho todas as portas e janelas, não há comunicação ou seja: intransponível.
talvez eu seja torta mesmo, individualista demais, coração de menos.
oh.
"Sopre vida dentro deste fraco coração
Levante este véu mortal de medo
Pegue estas esperanças despedaçadas, gravadas com lágrimas
Nos ergueremos por sobre esses cuidados terrenos
Lance seus olhos no oceano
Lance sua alma para o mar
Quando a escura noite parece sem fim
Por favor, lembre-se de mim"
Dante's prayer
amor.
amar.
não existem respostas óbvias para nenhuma destas coisas.
e ficamos fritando os neurônios, e choramos até os olhos arderem, e praguejamos terceiros para diminuir a dor.
Entendi que amo, mas mais minha liberdade do qualquer outra coisa e quando sinto o menor sinal de ameaça, me isolo, fecho todas as portas e janelas, não há comunicação ou seja: intransponível.
talvez eu seja torta mesmo, individualista demais, coração de menos.
oh.
"Sopre vida dentro deste fraco coração
Levante este véu mortal de medo
Pegue estas esperanças despedaçadas, gravadas com lágrimas
Nos ergueremos por sobre esses cuidados terrenos
Lance seus olhos no oceano
Lance sua alma para o mar
Quando a escura noite parece sem fim
Por favor, lembre-se de mim"
Dante's prayer
14 fevereiro, 2010
Pensei.
Pensei em você.
Enquanto dançava na chuva fina que caía durante madrugada a fora.
Enquanto um maluco me falava sobre algoritmos e eu não entendendo nada.
Pensei em você.
desde a hora que montei a big barraca e agora com minhas pernas doendo, corpo molhado, olhos ardendo, rosto quente e deitada, penso em você.
Da noite chuvosa rasgada com raios e trovões sendo que alguns destes me acordaram.
Pensei em você em quanto dormia, porque sei que sonhei com teu rosto.
Pensei em você.
Mas você nem sabe.
Enquanto dançava na chuva fina que caía durante madrugada a fora.
Enquanto um maluco me falava sobre algoritmos e eu não entendendo nada.
Pensei em você.
desde a hora que montei a big barraca e agora com minhas pernas doendo, corpo molhado, olhos ardendo, rosto quente e deitada, penso em você.
Da noite chuvosa rasgada com raios e trovões sendo que alguns destes me acordaram.
Pensei em você em quanto dormia, porque sei que sonhei com teu rosto.
Pensei em você.
Mas você nem sabe.
05 fevereiro, 2010
43°C
Calor insuportável por aqui.
sem paciência pra nada, mesmo.
aquela veeeeeeeeeeeelha dorzinha de cabeça por conta da alta temperatura
cú!
quero ficar num local mais fresco, dá pra ser ?
sexta..
não sei bem o que vou fazer, a única coisa q tenho certeza é de que vou sair um pouco com a mare, rir, beber, ou apenas andar de carro e ouvir música.
vai que eu encontro num buraco qualquer dessa cidade, um potinho que contenha "ânimo"
né ?
o negócio é não desistir.
sem paciência pra nada, mesmo.
aquela veeeeeeeeeeeelha dorzinha de cabeça por conta da alta temperatura
cú!
quero ficar num local mais fresco, dá pra ser ?
sexta..
não sei bem o que vou fazer, a única coisa q tenho certeza é de que vou sair um pouco com a mare, rir, beber, ou apenas andar de carro e ouvir música.
vai que eu encontro num buraco qualquer dessa cidade, um potinho que contenha "ânimo"
né ?
o negócio é não desistir.
04 fevereiro, 2010
20 janeiro, 2010
Vazinho.
Dentro do carro a menina pensava:
- "cactus e rosas..."
- "são flores. sim, são."
E volta para dentro de si e continua a divagar:
- "são flores mas são diferentes!"
- "olha, rosas precisam de cuidados diários como sol, água, sombra, um pouco de adubo talvez?
- cactus são esquisitos, basta colocar uma colherinha de chá com água e pronto. se deixar torrando no sol, nada acontece. ai credo!"
- "e se deixar a rosa junto com o cactus no sol ?" pergutaria.
- "murcha." pontua.
- "veja: as roseiras produzem rosas, flores, são bonitas, perfumadas.. olhe!
- o cactus produz.. que é que ele produz mesmo ?
- es... pinhos. surpreendida
- viu? só espinhos! nada de flor, nem de perfume. cadê a graça nessa planta ?" a indignação tomou posse de seus pensamentos por alguns segundos.
- "mas... eu gosto de cactus... e rosas também." confessa.
enquanto isso a paisagem mudava janela afora cada vez que piscava. Respirou evoltou a se debruçar na questão intrigante.
- "a cactus é bonito justamente por ser assim, estranho, tem espinhos demais e água de menos. É esquisito mas é bonito."
- "a rosa tem aquela flor linda! tá, tem espinhos também mas são tão pequenos e moles que se você empurra com os dedos, sai. No cactus não." continua o raciocínio.
"- mas a rosa é bonita por ser assim: florida, cheirosa, suas pétalas são suaves a beleza dessa flor está na sua delicadeza. O cactus é duro, seco, mas se torna belo pela sua forma simples porém robusta."
- "é!" sorri.
- "cactus e rosas..."
- "são flores. sim, são."
E volta para dentro de si e continua a divagar:
- "são flores mas são diferentes!"
- "olha, rosas precisam de cuidados diários como sol, água, sombra, um pouco de adubo talvez?
- cactus são esquisitos, basta colocar uma colherinha de chá com água e pronto. se deixar torrando no sol, nada acontece. ai credo!"
- "e se deixar a rosa junto com o cactus no sol ?" pergutaria.
- "murcha." pontua.
- "veja: as roseiras produzem rosas, flores, são bonitas, perfumadas.. olhe!
- o cactus produz.. que é que ele produz mesmo ?
- es... pinhos. surpreendida
- viu? só espinhos! nada de flor, nem de perfume. cadê a graça nessa planta ?" a indignação tomou posse de seus pensamentos por alguns segundos.
- "mas... eu gosto de cactus... e rosas também." confessa.
enquanto isso a paisagem mudava janela afora cada vez que piscava. Respirou evoltou a se debruçar na questão intrigante.
- "a cactus é bonito justamente por ser assim, estranho, tem espinhos demais e água de menos. É esquisito mas é bonito."
- "a rosa tem aquela flor linda! tá, tem espinhos também mas são tão pequenos e moles que se você empurra com os dedos, sai. No cactus não." continua o raciocínio.
"- mas a rosa é bonita por ser assim: florida, cheirosa, suas pétalas são suaves a beleza dessa flor está na sua delicadeza. O cactus é duro, seco, mas se torna belo pela sua forma simples porém robusta."
- "é!" sorri.
23 dezembro, 2009
15 dezembro, 2009
Dezembro.
chove muito por essas bandas, a terra pulsa com o sangue alaranjado e marrom correndo por todos os cantos.
vir a sinop é como a abrir um baú e olhar fotos.
e ver boa parte da familia e sentir-se que não faz parte da mesma.
é observar sem tocar, não intervir em nada.
como hoje no aniversário da minha avó materna, fiquei olhando para os cantos e pensando.
ver meu tio mais velho porém depois de muito tempo, estava feliz, estava bem. trazia a paz no rosto e por um momento aquilo me reconfortou.
ver meu primo no qual eu dei banho quando era bebê, conversar comigo sobre qualquer coisa e ele já está maior que eu.
minha prima com seu filho, que já é bisneto da minha avó...
estar dentro de um galpão, churrasco, um povo de olhos claros, felizes.. estamos numa típica festinha de alemães, gaúchos e paranaenses.
lembrei dos tempos que passei no sítio dessa minha avó, dos dias que pulava no açude e quando ia pro trampolim, já via meus primos chegando e estava tudo armado pra ser a melhor tarde. quando montava a cavalo e corria o quanto pudesse, sempre gostei desses bichos, a sensação de liberdade era sentida no rosto, a passos largos, no galope. Ao andar de bike e inventar trilhas e mais trilhas pra passar, se sujar toda ficar risonha.
hoje, sentada na cadeira olhei pra essa janela do tempo e fiquei triste.
parece que há um pedaço de mim mesma que perdi.
Deus, como o tempo passou, como as coisas mudaram e hoje aquele sítio se transformou num loteamento e toda vez que tenho q ir para ver como está, já me sobe um nó na garganta. vejo alguns fantasmas meus espalhados por aquele lugar.
torno a olhar o galpão e acabo me distanciando disso.
penso na bels, na vontade que tenho de abraçá-la, de sorrir e apertar contra mim como se desse pra po-la dentro do meu corpo, de ficar sem nada pra fazer mas só estar do lado sem falar nada, de sentir que estamos na "nossa" casa e de dizer que ela é a primeira pessoa com quem vou passar uma virada de ano assim e que isso me deixa absurdamente feliz, mas de repente me calo. algo está me incomodando. sinto que há uma folga nos vãos de nossas mãos e não consigo segurar. me preocupa, me dói.
não sei.
como diria Pink:
"but I've got a bad, bad feeling.."
vir a sinop é como a abrir um baú e olhar fotos.
e ver boa parte da familia e sentir-se que não faz parte da mesma.
é observar sem tocar, não intervir em nada.
como hoje no aniversário da minha avó materna, fiquei olhando para os cantos e pensando.
ver meu tio mais velho porém depois de muito tempo, estava feliz, estava bem. trazia a paz no rosto e por um momento aquilo me reconfortou.
ver meu primo no qual eu dei banho quando era bebê, conversar comigo sobre qualquer coisa e ele já está maior que eu.
minha prima com seu filho, que já é bisneto da minha avó...
estar dentro de um galpão, churrasco, um povo de olhos claros, felizes.. estamos numa típica festinha de alemães, gaúchos e paranaenses.
lembrei dos tempos que passei no sítio dessa minha avó, dos dias que pulava no açude e quando ia pro trampolim, já via meus primos chegando e estava tudo armado pra ser a melhor tarde. quando montava a cavalo e corria o quanto pudesse, sempre gostei desses bichos, a sensação de liberdade era sentida no rosto, a passos largos, no galope. Ao andar de bike e inventar trilhas e mais trilhas pra passar, se sujar toda ficar risonha.
hoje, sentada na cadeira olhei pra essa janela do tempo e fiquei triste.
parece que há um pedaço de mim mesma que perdi.
Deus, como o tempo passou, como as coisas mudaram e hoje aquele sítio se transformou num loteamento e toda vez que tenho q ir para ver como está, já me sobe um nó na garganta. vejo alguns fantasmas meus espalhados por aquele lugar.
torno a olhar o galpão e acabo me distanciando disso.
penso na bels, na vontade que tenho de abraçá-la, de sorrir e apertar contra mim como se desse pra po-la dentro do meu corpo, de ficar sem nada pra fazer mas só estar do lado sem falar nada, de sentir que estamos na "nossa" casa e de dizer que ela é a primeira pessoa com quem vou passar uma virada de ano assim e que isso me deixa absurdamente feliz, mas de repente me calo. algo está me incomodando. sinto que há uma folga nos vãos de nossas mãos e não consigo segurar. me preocupa, me dói.
não sei.
como diria Pink:
"but I've got a bad, bad feeling.."
07 dezembro, 2009
Falling.
02 dezembro, 2009
Elo.
Por mais que esteja insuportável essa espera, a felicidade de estar chegando a hora é muito maior do que a impaciência.
Ah, como estou feliz! não sabes o motivo ainda ?
Tá mais do que na cara, nos olhos, melhor dizendo: está no corpo todo, gritando!
"É você, só você.."
e eu fico o dia todo a te esperar. Er, melosa em demasia? sinceramente não estou ligando para isso. Quero chuva de papel picado, abraço apertado e o beijo molhado que só existem quando há o nosso encontro.
Não posso deixar de sorrir em pensar nisso, ou quando estou nos meus afazeres e vem como um lampejo, ou quando estou diante do seu presente e no que ainda tenho que fazer para deixá-lo como quero [e sei que nesse momento, você vai rir e vai querer me matar por causa da curiosidade].
Daqui a pouco vai começar a doer meu rosto, por conta do sorriso largo. Tô fazendo ginástica facial e nem havia percebido.
só posso dizer que estou muito contente e, na verdade, quero lhe falar que estou muito mais que feliz.
A mágica ocorreu [e "agora, só agora" estou me dando conta].
E olha que não estou falando do período natalino, nem da passagem do ano.
30 novembro, 2009
40 Km/h
é começar a ler que já me dá uma angústia de ter que escrever.
gente, que coisa é essa?
tá, é salutar ficar rabiscando palavras.. o "botar pra fora" ajuda mas quando está tudo fora de ordem fica meio difícil né?
deve ser a convivência com capricornianos e virginianos, ô mania de querer colocar as coisas tudo numa ordem, tudo tem que estar organizado. Tô ficando neura com isso já, sinto isso!
gosto da organização sim.. mas viver escrava dele não.
enfim..vamos lá.
"quente. rodas, movimentação. Na vista meio embaçada, dois riscos. Abre a viseira e respira: suspira. Vermelho é a mesma cor que está no sinaleiro, que vai permanecendo nos braços.
a mesmice de todos os dias por aqui, seria exatamente igual se não estivesse andando a menos da metade da velocidade de costume.
- Hoje não quero correr, vou desacelerar. diz.
vai pensando, sonhando, vezenquando volta a olhar pra avenida.
pensa que indo um pouco mais devagar, vai enxergando as coisas em camera lenta.. e olha que não são aquelas faixas brancas pintadas no asfalto feitas para separarem os automotores.
fica olhando as coisas que almeja fazer, realizar."
[continua]
gente, que coisa é essa?
tá, é salutar ficar rabiscando palavras.. o "botar pra fora" ajuda mas quando está tudo fora de ordem fica meio difícil né?
deve ser a convivência com capricornianos e virginianos, ô mania de querer colocar as coisas tudo numa ordem, tudo tem que estar organizado. Tô ficando neura com isso já, sinto isso!
gosto da organização sim.. mas viver escrava dele não.
enfim..vamos lá.
"quente. rodas, movimentação. Na vista meio embaçada, dois riscos. Abre a viseira e respira: suspira. Vermelho é a mesma cor que está no sinaleiro, que vai permanecendo nos braços.
a mesmice de todos os dias por aqui, seria exatamente igual se não estivesse andando a menos da metade da velocidade de costume.
- Hoje não quero correr, vou desacelerar. diz.
vai pensando, sonhando, vezenquando volta a olhar pra avenida.
pensa que indo um pouco mais devagar, vai enxergando as coisas em camera lenta.. e olha que não são aquelas faixas brancas pintadas no asfalto feitas para separarem os automotores.
fica olhando as coisas que almeja fazer, realizar."
[continua]
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