18 outubro, 2010
Shit.
Realmente ficaria imóvel por meses?
Realmente saberia..?
Eu.
não.
freezer.
It's like love, some people get it
for some it's just a glove that just never fitted
for me it's just a pain in the ass
and you fell so tired but you can't sleep
stuck in reverse.
16 outubro, 2010
Wake up, darling.
Algumas perguntas rondam meus ouvidos, sem respostas. E é tanta gente falando tanta coisa, tudo ao mesmo tempo... preciso achar a minha própria voz nesse tumulto!
É calar-se no exterior para poder conversar aqui por dentro, faz um tempinho que não pratico...
Quero enxergar algumas coisas, mas preciso abrir os olhos primeiro.
15 outubro, 2010
Quando tenho medo de algo..
"Eu posso viver uma vida segura me escondendo do mundo assustador ou, posso enfrentar as coisas que mais me assustam. Por mais que me machuquem, por mais que saiba que posso morrer, mas sei que devo faze-las.
Você quer tentar?"
08 outubro, 2010
Cabide.
Por aí na noitada
Me acabando de rir
Se eu disser que não ligo
E não digo e que fico
Só vou aprontar...
Assim bem miudinho
Cê não sabe acompanhar"
04 outubro, 2010
Rsrs..
cada vez mais vou gostando da minha faculdade, da nova sala, os ensaios do teatro rolando..
é bom sentir esse gostinho de alegria, criança se lambuzando com algodão doce, riso solto.
Por hora, deixando as coisas acontecerem, se encaixarem e tá tudo certo.
"Tudo dando certo mas eu tô esperto, não posso botar tudo a perder..."
30 setembro, 2010
Arder.
alguém disse: "tudo que arde, sara."
então, deeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeixa arder! :D
27 setembro, 2010
Precision.
As coisas existem e a gente se pergunta: "mas é isso?" ou "só isso?" ou"será assado?"
e vem milhões de perguntas na cabeça..
Vai repetindo mentalmente "mantendo uma distância confortável" pra ver se pega liga.
Mas é foda viu. É extremamente foda quando o que você quer é se jogar do desfiladeiro sem pensar... é como no parkour, quando estamos prestes a fazer o salto e não se pode errar. Em algum momento você desliga e simplesmente vai. É quando se esgota todas as dúvidas, as que restaram, somem... algo como senso aguçado das coisas. Uma brisa passageira.
É tenso sim, pra quem pensa demais [ou como a psicanálise define de: neurose obsessiva], dúvida é o instrumento de tortura mais elaborado que pode fazer uma pessoa padecer em segundos e por anos a fio.
Está chegando a hora do salto, já se esgotaram as dúvidas?
23 setembro, 2010
T = f
aumenta carga, 115 Kg. Respire.
1, 2, 3, 4 vezes.
Reforça.
intensidade: 10.2, 15 minutos. 14.0, 1 minuto. 4.0, 2 minutos, 14.0 30 segundos.
- Rotina.
acaba com qualquer preocupação ;)
18 setembro, 2010
... Like a drug.
vai esquecendo o que há dentro e permitindo-se que mãos alheias, lascivas, vagueiam pelo seu corpo. Liberta-se de algo que lhe incomoda, devora, e torna-se refeição para muitos mesmo seu desejo sendo ser de um só.
Não pensa, nem se permite a tal tortura, só sente a tontura, a loucura, a euforia. Conduz a luxúria dos outros mas esquece da própria, aliás, esquece de si mesma.
joga-se na pista quase que da mesma forma numa montanha russa em alta velocidade e procura por isso, essa tal "insanidade" pois perigo é o que lhe atrai, suicida em potencial.
15 setembro, 2010
pouca paciência tem me restado nessa semana, vou deslocar a culpa para a tpm.
penso que a faculdade vai tão leve, que dá a impressão que nem estou nela... vai entender.
os dias vão passando e só ontem me deu uma calma, aquela coisa gostosa. Um respirar mais aliviado, entende?
dizer a si mesma: ei, pra que se atropelar ?
Zélia sabe me fazer sorrir, certeza.
13 setembro, 2010
Gosto assim.
Quando acordo cedo e sei que nada vai importar porque tudo está bem e vai ficar ainda melhor.
ter ao lado pessoas caras, daquelas que você garimpa numa montanha gigantesca ao longo da vida e encontra tais preciosidades. Tem que guardar...
Quero guardar vocês sempre, nem que seja na minha pouquíssima memória que quase sempre falha. Quero poder chegar aos sei lá quantos anos que talvez minha velhice possa me reservar e poder lembrar de todas essas preciosidades, das coisas que foram vividas e rir, do jeito mais infantil que as rugas possam permitir. Deixar que a emoção escorra pelo rosto em algumas lágrimas e sentir seu gosto, que no fundo se confunde com a saudade.
Desde já, obrigada.
07 setembro, 2010
M.a.t.o.
não deu muito tempo pra pensar na cidade, nas coisas que tem lá, nas problemas...
mas voltando, vem chegando, as vontades, ansiedade batendo a porta e quando finalmente chega: nada.
que droga hein.
Mas não dá nada não, eu bem que me conheço.
28 agosto, 2010
27 agosto, 2010
Claríssimos.
Não é parede, aliás, tá longe de ser.
É algo mais como cama box feita de viscoelástico sabe? Resumindo a sua procura no "gúgou", é daquele material que se molda ao corpo, o tal da tecnologia da NASA.
Como ia dizendo: não é parede. Até por que onde já se viu parede ter olhos e claros?
Nunca vi.
Quando a gente tem sono ou parte pra longe, o que mais se quer é sua própria cama. Vê? Não fujo à regra.
Suficiente para me fazer desejar dormir [ou não] mesmo dentro dum ônibus puído, calorento. Na medida para me fazer trocar o almoço por uma garrafa litrão de skol geladíssima em plena segunda feira com o sol refogando meus poucos neurônios e mesmo assim, não ter um traço sequer de mal humor. Consistente para ainda ficar com esse humor em plena sexta à noite, mesmo morta de cansaço e dolorida da academia.
Cama box? Não.
Estou afetada ? certamente, e não foi por conta daquele sol que aponta no céu.
25 agosto, 2010
24 agosto, 2010
"É"
Senta-se na cadeira, estica as pernas e apóia um dos braços na mesa. Com o outro segura o copo americano, onde um líquido amarelo citrino rodopia com o balanço da mão.
Meu estômago começou a repetir o mesmo movimento daquele recipiente no instante que a vi.
A cada passo que meus pés galgavam, senti o frio subir pelos dedos, fez a curva no calcanhar, serpentiou pelas pernas, deu uma guinada na espinha e atravessou meu coração. A mesma temperatura da bebida foi penetrando com facilidade pela pele, quanto mais me aproximava daquela mesa, mais congelada a minha pequenina e frágil presença.
Um leve tremular transformou-se em terremoto, chacoalhando toda a certeza que eu tivera. A pele arrepiava-se cada vez mais, o queixo travou forças para não tremer, mas os dedos tornaram-se pegajosos e esfreguei as mãos pálidas na calça para enxugar.
Se eu pudesse, me enfiava num grosso casaco de lã para acabar com esse frio mas era uma hora da tarde.
O sol parecia pouco se importar em queimar qualquer coisa que saísse da sombra, assim como ela não se importara nenhum momento com um corpo esquelético, chacoalhante, cambaleando ao passar: comigo.
Eu era o copo; sem graça, gelado e suando frio por conta do líquido amarelo , que rodopiava e girava na mão daquela pessoa. A cada gole um pouco mais da minha vida ia se esvaindo do meu interior e descendo goela abaixo de outrém.
Me estilhaçava como um vidro que trincou com o choque de uma pedra arremessada a cada passo que meu corpo franzino dava, uma marcha fúnebre de uma pessoa só onde o próprio velado fazia seu funeral.
23 agosto, 2010
Simples.
quando você descobrir a alegria nessas coisas "simples" e tão "banais", ficará surpreso.
assim, vai vendo, vivenciando e aprendendo...
aprendendo que algumas pequenas horas são suficientes para entender e querer estar perto de quem gosta de você.
entender que pouco é muito.
compreender seu próprio ritmo, assim você acaba se amando mais, se cuidando mais, se respeitando.
"agora posso respirar, nunca senti tão bem"
20 agosto, 2010
o/
uma pequena pausa:
um restaurante,
uma lanchonete,
um jantar,
um churrasco,
duas festas.
meu descanço para as próximas jornadas :)
17 agosto, 2010
"É."
Meu estômago começou a repetir o mesmo movimento daquele recipiente no instante...(..)"
14 agosto, 2010
Viver.
só o vento gelado insistindo em querer ficar junto ao corpo mas,
pra isso existem vários métodos para afastá-lo.
como é bom.
bom é viver, bem.
11 agosto, 2010
In¹
ficar com as mãos vermelhas, quentes desses socos, querendo acertar o rosto de um puto ?
sabe o que é ver sua mãe morrer aos poucos ? sabendo que é seu próprio pai que está a matando ?
sabe o que é ter de entrar em casa e olhar pra essas coisas e falar: "tudo bem, vai ficar tudo bem"?
sabe o que é acordar todas as madrugadas, 1, 2, 3, 4, 5 vezes do nada e sem motivo aparente?
sabe o que é olhar a conta do banco e de uma hora pra outra seu dinheiro some e aparece: "confisco de bens" ?
sabe o que é pegar o telefone, revirar uma agenda e não saber pra quem telefonar ?
não.
eu poderia deitar no meio do asfalto e esperar que um ônibus, caminhão esmagasse essa minha cabecinha que está com os neurônios quase queimados de tanta coisa que tem pensado. mas a cena não seria muito boa. me jogar do penhasco é ridículo também, se bem que daria mais trabalho para achar o corpo e.. não vem ao caso.
e quando acho que vou tirar uma parte da armadura, apertam ainda mais, soldam os parafusos, colou-se. a coisa toda se tornou tão animalesca que já não estou mais nem aí para as minhas dores nem a dos outros, em quem acertar, acertou e problema dele pois já que não me dão pausa, vou indo até as últimas consequências.
se sobrar pedaço pra contar história... vai ser muito.
08 agosto, 2010
Pegando fogo.
quanto custa um sonho ? hã?
ninguém sabe.
quanto vale uma noite perdida no meio de pessoas desconhecidas, drogadas, alcoolizadas: libertas?
ver namoros dados como dissolvidos e no hall entre fumódramo, pista e banheiro, reatando?
e o contrário também.
"Vou rugir,
ficar fora até tarde
vou festejar com todos os amigos que você odeia
antes tarde do que nunca."
achou mesmo que manteria isso escondido?
If you keep up the ****, take the hit, dig the grave.
03 agosto, 2010
01 agosto, 2010
28 julho, 2010
- Por que preciso sentir o cheiro dele pra ter estímulo pra trabalhar"
Tempo de organizar. sim.
organizar empresa, finanças, faculdade, recurso, investimentos, corpo, mente, coração também.
Gosh, me olhei no espelho mas não era eu, não a face que estava acostuma a ver. Uma adulta de cara fechada está sendo apresentada a mim. "no espelho essa cara já não é minha mas, é que quando me toquei achei tão estranho..".
Transferência quase finalizada.
25 julho, 2010
15 julho, 2010
12 julho, 2010
10 julho, 2010
08 julho, 2010
Notas.
"Existência é uma abertura à percepção e compreensão de tudo o que ele se apresenta... A abertura é a condição da liberdade humana, proporciona amplitude das possibilidades de escolher...
A liberdade de escolher é tanto maior quanto mais ampla a abertura do ser humano à percepção e compreensão de sua vivência no mundo.
A realidade é fundada na compreensão que o ser tem das situações que vivencia em três dimensões temporais de seu existir: como ele tem sido (passado), como está sendo (presente) e como poderá vir a ser (futuro).
Certezas, riscos, incertezas, imprevisibilidade, angústia e insegurança... culpa, arrependimento, adiamento, fracasso, confusão, frustração... paradoxos do existir.
O desejo [objeto]
O desejar [ação]
O desejante [ser]"
Sinto, logo existo
Todos os seres vivs vivem mas só o ser humano existe
Até a não-escolha é uma escolha.
Kieerkgard.
06 julho, 2010
Sea
05 julho, 2010
28 junho, 2010
27 junho, 2010
Zumbido.
Misto de angústia mais ansiedade e falta de fazer coisas úteis tem sido um coquetel que tenho bebido a algum tempo.. Voltas com o carro, 140, 150, 160 Km/h e ainda não me é suficiente e penso: ainda não abri o motor desse carro. A medida que o velocímetro avança, o ponteiro do relógio não deixa a desejar: 2, 3, 4 da manhã o motor zunindo, música explodindo com fúria nos tweeters. Olhos atentos na avenida e a cabeça vai desacelerando aos poucos.
O que me faz gostar de correr tanto com a moto [e não com o carro] é que ela "grita" 100, 110, 120. As agulhas ficam na delimitação vermelha significam: "estou no máximo". E você? Rá, você ri. Ri maldosamente e esse riso se mistura com o grito das rotações elevadas.
Por falar em moto... a minha ficou pronta, retiro ela amanhã da oficina.
24 junho, 2010
Jardim
É inverno, minhas flores não são de plástico e não morrem.
21 junho, 2010
90x14
20 junho, 2010
Er²
A cabeça que rodava a mil, não passa dos 10 Km/h agora.
não sei o que fazer.
17 junho, 2010
Questionamentos.
Me pergunto o por que disso.
"É preciso ter força para sentir a dor de um amigo, mas é preciso coragem parea sentir as próprias dores. É preciso ter força para suportar os abusos, mas é preciso ter coragem para faze-lo parar"
"Mas é tanta coisa.." Sim, é.
Já nem sei mais se conseguirei acreditar nas pessoas, pedra fundamental para sustentar as muitas teorias existentes no meu curso. Os joelhos estão fracos mas ainda conseguem deixar o corpo em pé.
- Voltando ao gato.
Penso na minha transferência, nessa coisa toda de "brincar de casinha", de me ver com muitas situações novas, eu e meu gato. Se o desespero bater, se nada der certo, se arroz queimar na panela, se a porta não querer abrir, ao menos terei alguém para "conversar", pra dizer tudo aquilo que ninguém ouve e ouvir tudo aquilo que ninguém diz.
Salut!
Full Moon
Marcha, 1,2,3.
organiza-se, ver preços, tabelas, ruas, bairros, cidades, mobilia.
vai até ao aeroporto, busca irmão e cunhada, e presentinhos e risadinhas. Ganhei um berimbau. Q- ?
Não vou mais para São Paulo semana que vem, a não ser que eu queira perder mais 1 semestre e.. bom deixa pra lá. Fiquei pensando nisso: das vezes que fui pra terra da garoa, não fiquei nenhuma vez em hotel, seria a primeira vez. É, seria. Além de ficar em hotel, não sairia, não veria quase ninguém a não ser a natty e a steh, esquizitíssimo. encerra.
Pensei bastante.. a idéia de me mudar me agrada mais a cada hora.
pra preservar o pouco que resta de convívio saudável entre eu e minha mãe principalmente, é melhor ficarmos longe uma da outra.
15 junho, 2010
"Hi, stranger"
Agora me pergunto, que raio de pergunta é essa que ficou solta no ar? Passei a tarde com "edital de transferência" na cabeça e não sei pra onde quero ir. Como é que vou saber se vai ter lugar se não sei nem pra onde desejo ficar? Er. Penso mais uma vez se devo trancar a faculdade à beira do início dos estágios... se mudo de cidade, de estado, de país [planeta talvez?].
Quero ficar só, longe dessa casa, de muitas coisas, minha cabeça anda cansada de prazos, e provas, e 2°chamadas, e contas, e médicos e etc etc etc.
Talvez eu devesse me mudar para o Camboja. Ando cansada, principalmente das pessoas. É uma putaria sem fim. Acho que não nasci pra viver em sociedade [falei!]
ainda não dissolvi o sintoma que converti, isso é mal.
Numa dessas eu aceito a proposta que me fizeram a tempos atrás: de trabalhar num navio que fica navegando pelo mundo à fora. Aí o mundo seria a minha casa ? mas quanto mais a gente viaja, mais ficamos estrangeiros de nós mesmos. Jamais permanece a mesma pessoa que seria se não tivesse saído e não será integralmente alguém de outro local. Hibrído, mestiço, mistura: incompleto? As teclas desse piano estão tocando as notas de uma música que ecoam na alma.
"coisinha à-toa"
08 junho, 2010
07 junho, 2010
Feriado.
Finalmente em casa.
30 maio, 2010
Canteiro.
- conversamos.
e por algum momento ficamos felizes.
um grupo presencia um ciclo se encerrando e dois iniciando, nascendo.
ver a vida acontecendo diante de olhares, é assim.
morte-vida.
severina morreu. viva severina!
22 maio, 2010
Como tirar alguém da sua vida.
Não mais, é em definitivo. não quero mais. existe um limite para isso, já ultrapacei o meu a tempos e agora digo: - Basta. Primeiro um calor, uma raiva "vermelhoazul" subindo pelas entranhas, fervilhando no emaranhado das veias. Depois, um nada, a indiferença vai tomando conta de cada canto, vai sedando, é a "pedra de gelo" soltando seu veneno-antídoto dizendo: "hora de acordar". Sim, o mundo é radical, não há meio termos. penso no tempo esperado e ? dá uma vontade absurda de quebrar a minha própria face por saber que a idiota da história sempre foi eu. Posso não enxergar bem mas em questão de sentir.. é, aquele "bad.. bad feeling" já estava com a luz de alerta acesa a tempos mas não, fechei os olhos para não ver o que estava escancarado na minha frente "é, eu sempre soube.." dessa corda bamba. tempo, tempo, tempo, tempo, você passou e alguém me disse que não havia tomado uma direção: mentira. o caminho já estava sendo percorrido, meu querido amigo. Certa vez ouvi dizer: "que imensa miséria o grande amor", uma pequena frase, efeitos imensuráveis. Verdade.
pensar que fazemos castelos (de areia), naquela doce ilusão de imaginar todas as situações açucaradas e serenas com alguém e ver essas construções virarem pó que vagueia pelo ar,como se riscasse um fósforo e ver o próprio ser consumido na sua chama. Ah, mas como me queimei "quatrocentasequartoze" vezes. E hoje lembro-me muito bem que anos atrás um alguém que foi embora do meu olhar, passou por mim e arrancou algo. nunca esqueci, nem poderia.. arrancaste para me ensinar uma lição dolorosa... Sem olhar para trás, sem mudar de lado na rua, sem fraquejar um só momento com a cabeça virou pó qualquer fagulha de lembrança. esse gosto, que ainda não sei dizer o que é, permanece bem nítido não só na boca... Depois que se passa pelo inferno de quando se mata o amor, você sabe exatamente todos os passos. os teus passos. Não é mais a primeira vez, posso dizer com propriedade que aprendi a sair desse local com certa "facilidade". tira-se todo e qualquer traço de sentimento, de emoção, vai desbotando as imagens, perdendo as formas, depois levanta-se, feche os olhos e respire[enquanto essa injeção faz seu trabalho]. uma inspiração longa e profunda, abra os olhos e dê o passo, firme. e não pare, nem se tem vontade de parar. sei que vou abrir olhos, dar a passada com força, sem desviar, sem piscar. sei que isso vai acontecer. enquanto risco todos os fósforos e vejo todas as fagulhas de lembranças que tenham ainda algum sentimento serem consumidas, encararei você mas não irei te ver, verei o nada e dessa forma continuarei a dar meus passos, mato, vivo o luto e o elaboro: no final o que sobra são as cinzas por que ali não se tem algo, não mais. agora é só o nada, só o vazio e o vento encarrega-se de soprar a poeira.
"Mas o mundo é negro, os corações são frios e não há esperança: eternamente mudados por causa do que vimos."
Enought.

a única que sempre conheci
não sei até aonde vai
mas é um lar para mim e eu ando só
Caminho por esta rua vazia
onde a cidade dorme
minha sombra, a única coisa que anda ao meu lado.
Estou andando na linha que me divide
no limite da margem, onde eu ando sozinho.
19 maio, 2010
que vá a merda¹
nem quero mais ter que ficar esperando porra alguma.
as vezes me pergunto o por que que mantenho esse blog, por que escrevo?
e me lembrei de quando o fiz [anos atrás] me fiz uma pequena promessa:
de escrever, seja o que for.
não, eu não quero mais ficar medindo palavras, tendo paciência, sendo boazinha ou o caralho a quatro com todos.
ei, será que vai ter uma hora que todos explodem? ou se mandam a puta que o pariu ?
argh, odeio, detesto fazer qualquer tipo de coisa pra alguém e não ter reconhecimento: e nisso me refiro a minha mãe, que ultimamente está me deixando ALÉM dos nervos.
a vontade que tenho é de fazê-la engolir a chave do maldito carro e que saia pelo ânus.
já tenho quase certeza de que vou reprovar mais um semestre por conta de faltas por causa desse maldito câncer, dessa "assistência" que tenho que prestar, que pra mim é um grandessíssimo favor que faço e pra ela, não mais do que minha obrigação.
VÁ PRA PUTA QUE PARIU, FALEI!
foda-se.
que vá continuar esse acompanhamento/tramento em são paulo ? vai, mas vá sozinha.
raios, não quer se prejudicar e tá fodendo a minha vida? chega.
não, eu não agrado a maior parte das pessoas, aliás, quase nenhuma. E não preciso ter vergonha disso.
É, sempre soube.
That love never lasts
And we've got to find other ways
To make it alone or keep a straight face
And I've always lived like this
Keeping a comfortable, distance"
15 maio, 2010
M.
11 maio, 2010
18 abril, 2010
14 abril, 2010
3 2 1, wake up!
Hoje, sim hoje!
eu não acredito que SÓ HOJE aconteceu isso.
to ficando lerda mesmo.
não da pra acreditar que fui tão anta até essa tarde.
vem sol! ventos, a música que toca, e vidas e muuuuuuuuuuitas coisas novas!
animadíssima, até por conta de certa figurinha.
e o sertão vai virar maaaaaaar e o maaaar vai virar sertão!
acordada para a realidade.
Obg larie, carol.
"e são essas histórias de amor, que acontece todo dia sim senhor!"
13 abril, 2010
Cá!
No meio do mato
Bem longe dos olhos
De um gavião...
A vida é um presente
Que vem do passado
Eis que acharam no mato
A menina, então...
Muidinha...
Miudinha...
Feito estrela na noite,
Disparada no dia
A menina crescendo
Era um rio correndo
Um riso que ria
Antes de tanta gente
Foi semente sozinha
Hoje o rio correndo
E a mata dizendo
“és minha! és minha!”
Vó Cabocla...
12 abril, 2010
Domingo
sábado uma oficina, retirada das camisetas, aprender um pouco mais a batucar com o mestre e lembrar do tal dia 10, de abril. até aí nada de errado. madrugada sem sono, gato pulando na cama, enfurnado na coberta.. er.
domingo? acorda as 6 da manhã [quem acorda esse horário no domingo?], come dois "triângulos" de toblerone, vai pro carro e se manda pela estrada. epa: estrada? pois é.. saí de cuiabá as 7:25 e 7:50 estava no parque nacional de Chapada. 60 Km. peguei os temas da maratona e segui adiante.. adiante.. adiante.. até parar numa placa: "bem vindo à Campo Verde". hã? nem vi os quilômetros passarem. fechei os olhos algumas vezes enquanto o velocímetro decidia se ficava entre 120 ou 140 Km/h que as vezes apontava no 160. Andei mais de 200 Km. o mais interessante? é que andei só e senti aquilo me completar. não sei que contemplava quem: se era eu ou a estrada. particularmente essa rodovia é linda pela paisagem, uma das mais belas que já vi. depois de um tempo você se acostuma de tal forma com a velocidade que nem parece que está tão rápido. abri os vidros, soltei os cabelos que agora estão curtos, aumentei o som e fui vagando, só, pelas "estradas" e foi reconfortante. afundei no banco, as vezes tirava o cabelo da cara mas logo tornava a ficar nos olhos. vi verde, azul, morrom, cinza. vi aquela água linda da martinha. quis parar na beira da estrada mas segui em frente. Deu vontade de ir buscar o abraço da larie, o por do sol no muro em frente a kitnet. mas ah, deixei pra lá.. ri. logo irei sentar naquele muro: eu acompanhada do meu chá matte e ela, de alguma cerveja ou talvez tereré.
09 abril, 2010
Gotas.
é exame, hospital, operação, uti, remoção, fisioterapia, readequação, quimioterapia, radioterapia e sei lá o que mais.
e agora gripe, água no pulmão, infecção, retorno com urgência.
não acho que alguém lá em cima tenha uma lupa e nos queime como formigas por pura diversão, não.
mas é complicado.
dê-me tranquilidade para aceitar as coisas como são. Por favor.
enquanto isso, vou andando, tropeçando, mas andando.
canta maria rita, canta..
08 abril, 2010
Estrela, estrela

Estrela, estrela
Como ser assim?
Tão só, tão só
E nunca sofrer
Brilhar, brilhar
Quase sem querer
Deixar, deixar
Ser o que se vê...
No corpo nú
Da constelação
Estás, estás
Sobre uma das mãos
E vais e vens
Como um lampião
Ao vento frio
De um lugar qualquer...
É bom saber
Que és parte de mim
Assim como és
Parte das manhãs
Melhor, melhor
É poder gozar
Da paz, da paz
Que trazes aqui...
Eu canto, eu canto
Por poder te ver
No céu, no céu
Como um balão
Eu canto e sei
Que também me vês
E aqui, aqui
Com essa canção...
06 abril, 2010
Do lado

Para ouvir enquanto isso: Adriana Mezadri - Marcas de Ayer
Não querendo revirar o que está ainda bagunçado
mas esta desorganização tem afetado aqui dentro.
do lado de cá do vidro translúcido, parede quase invisível, intransponível.
palpita, expande, volta.
alguns passos pesados que tem o "plof, plof plof" como validade.
A parte de cá me causa um estranho "esranhamento".
uma dor, um não sei o quê.
é como beber água e ainda ficar sedenta, nem se sente o frescor.
do lado de cá, há de se observar muitas coisas na companhia do silêncio.
do lado de cá, sensações, sentimentos, emoções se transforam num piso coalhado de cacos, pregos e espinhos.
deste lado, me encontro.
04 abril, 2010
Burn
Nii - list.

Título deste blog;
que que é isso ?
muitos pedem, querem e não tem e quando alcançam... (se é que alguém chegou nesta condição)
vazio, liberdade é isso.
é o movimento, é ir para onde quiser, é o não se prender a nada.
aliás, a liberdade está atrelada à uma coisa: o nada.
a liberdade gera medo, porque?
por que ela traz solidão.
pense: liberdade não se acondiciona num potinho e é usada "de vez enquando", não há meio termo, ou se é livre, ou não. ou se joga no vazio do nada ou fica na ponta do penhasco, nesse movimento pendular de ser ou não enfim, livre.
a liberdade é coisa ruim ou boa então?
essa tal liberdade tem seu preço, que costuma não ser nem um pouco barato.
está disposto a pagar? sabendo que é meramente utópico ?
aliás: ser sozinho é diferente de ser solitário.
01 abril, 2010
"Derrubaram ela!"
aro do farol R$ 30,00
pisca traseiro esquerdo cromado R$ 31,00
guidon R$ 61,00
e algumas cositas mas..
parar a moto no meio da rua na cara dura pra fechar um ÔNIBUS de noite e enfrentar o motorista que derrubou a motoca que tava parada no acostamento, NÃO TEM PREÇO!
isuahiuhasuhsiuhiasu
"A audácia da baixinha"
15 março, 2010
T-T-T-T-Telephone
quero mais é que se dane mesmo.
mudanças!
oh..
talvez de endereço
provavelmente o cabelo
com toda a certeza, o humor
quiçá, a paciência.
vontades.
de sair correndo a mais de 110 Km/h só pra passar por entre os carros e rir.
de acabar com os joelhos e fígado em alguma festa.
não se importar ? hum.. maybe, baby.
mas sei que não farei nada disso, argh.
o corpo já não acompanha mais a demanda.
oh..
quero ver meus amigos, os queridos, sair, rir, divertir, conversar, fofocar, causar, enfim: coisas.
chutar o balde seria uma expressão correta ?
nem chega a tanto.
09 março, 2010
CICAP
Quem quer ?
Apreensiva.
Penso que seja mais por conta da UTI do que todo o restante.
Ainda bem que está dando pra levar beeem mais tranquila agora.
Sei lá.
Um pouco impaciente.
28 fevereiro, 2010
How fragile is the heart
amor.
amar.
não existem respostas óbvias para nenhuma destas coisas.
e ficamos fritando os neurônios, e choramos até os olhos arderem, e praguejamos terceiros para diminuir a dor.
Entendi que amo, mas mais minha liberdade do qualquer outra coisa e quando sinto o menor sinal de ameaça, me isolo, fecho todas as portas e janelas, não há comunicação ou seja: intransponível.
talvez eu seja torta mesmo, individualista demais, coração de menos.
oh.
"Sopre vida dentro deste fraco coração
Levante este véu mortal de medo
Pegue estas esperanças despedaçadas, gravadas com lágrimas
Nos ergueremos por sobre esses cuidados terrenos
Lance seus olhos no oceano
Lance sua alma para o mar
Quando a escura noite parece sem fim
Por favor, lembre-se de mim"
Dante's prayer
14 fevereiro, 2010
Pensei.
Enquanto dançava na chuva fina que caía durante madrugada a fora.
Enquanto um maluco me falava sobre algoritmos e eu não entendendo nada.
Pensei em você.
desde a hora que montei a big barraca e agora com minhas pernas doendo, corpo molhado, olhos ardendo, rosto quente e deitada, penso em você.
Da noite chuvosa rasgada com raios e trovões sendo que alguns destes me acordaram.
Pensei em você em quanto dormia, porque sei que sonhei com teu rosto.
Pensei em você.
Mas você nem sabe.
05 fevereiro, 2010
43°C
sem paciência pra nada, mesmo.
aquela veeeeeeeeeeeelha dorzinha de cabeça por conta da alta temperatura
cú!
quero ficar num local mais fresco, dá pra ser ?
sexta..
não sei bem o que vou fazer, a única coisa q tenho certeza é de que vou sair um pouco com a mare, rir, beber, ou apenas andar de carro e ouvir música.
vai que eu encontro num buraco qualquer dessa cidade, um potinho que contenha "ânimo"
né ?
o negócio é não desistir.
04 fevereiro, 2010
20 janeiro, 2010
Vazinho.
- "cactus e rosas..."
- "são flores. sim, são."
E volta para dentro de si e continua a divagar:
- "são flores mas são diferentes!"
- "olha, rosas precisam de cuidados diários como sol, água, sombra, um pouco de adubo talvez?
- cactus são esquisitos, basta colocar uma colherinha de chá com água e pronto. se deixar torrando no sol, nada acontece. ai credo!"
- "e se deixar a rosa junto com o cactus no sol ?" pergutaria.
- "murcha." pontua.
- "veja: as roseiras produzem rosas, flores, são bonitas, perfumadas.. olhe!
- o cactus produz.. que é que ele produz mesmo ?
- es... pinhos. surpreendida
- viu? só espinhos! nada de flor, nem de perfume. cadê a graça nessa planta ?" a indignação tomou posse de seus pensamentos por alguns segundos.
- "mas... eu gosto de cactus... e rosas também." confessa.
enquanto isso a paisagem mudava janela afora cada vez que piscava. Respirou evoltou a se debruçar na questão intrigante.
- "a cactus é bonito justamente por ser assim, estranho, tem espinhos demais e água de menos. É esquisito mas é bonito."
- "a rosa tem aquela flor linda! tá, tem espinhos também mas são tão pequenos e moles que se você empurra com os dedos, sai. No cactus não." continua o raciocínio.
"- mas a rosa é bonita por ser assim: florida, cheirosa, suas pétalas são suaves a beleza dessa flor está na sua delicadeza. O cactus é duro, seco, mas se torna belo pela sua forma simples porém robusta."
- "é!" sorri.
23 dezembro, 2009
15 dezembro, 2009
Dezembro.
vir a sinop é como a abrir um baú e olhar fotos.
e ver boa parte da familia e sentir-se que não faz parte da mesma.
é observar sem tocar, não intervir em nada.
como hoje no aniversário da minha avó materna, fiquei olhando para os cantos e pensando.
ver meu tio mais velho porém depois de muito tempo, estava feliz, estava bem. trazia a paz no rosto e por um momento aquilo me reconfortou.
ver meu primo no qual eu dei banho quando era bebê, conversar comigo sobre qualquer coisa e ele já está maior que eu.
minha prima com seu filho, que já é bisneto da minha avó...
estar dentro de um galpão, churrasco, um povo de olhos claros, felizes.. estamos numa típica festinha de alemães, gaúchos e paranaenses.
lembrei dos tempos que passei no sítio dessa minha avó, dos dias que pulava no açude e quando ia pro trampolim, já via meus primos chegando e estava tudo armado pra ser a melhor tarde. quando montava a cavalo e corria o quanto pudesse, sempre gostei desses bichos, a sensação de liberdade era sentida no rosto, a passos largos, no galope. Ao andar de bike e inventar trilhas e mais trilhas pra passar, se sujar toda ficar risonha.
hoje, sentada na cadeira olhei pra essa janela do tempo e fiquei triste.
parece que há um pedaço de mim mesma que perdi.
Deus, como o tempo passou, como as coisas mudaram e hoje aquele sítio se transformou num loteamento e toda vez que tenho q ir para ver como está, já me sobe um nó na garganta. vejo alguns fantasmas meus espalhados por aquele lugar.
torno a olhar o galpão e acabo me distanciando disso.
penso na bels, na vontade que tenho de abraçá-la, de sorrir e apertar contra mim como se desse pra po-la dentro do meu corpo, de ficar sem nada pra fazer mas só estar do lado sem falar nada, de sentir que estamos na "nossa" casa e de dizer que ela é a primeira pessoa com quem vou passar uma virada de ano assim e que isso me deixa absurdamente feliz, mas de repente me calo. algo está me incomodando. sinto que há uma folga nos vãos de nossas mãos e não consigo segurar. me preocupa, me dói.
não sei.
como diria Pink:
"but I've got a bad, bad feeling.."
07 dezembro, 2009
Falling.
02 dezembro, 2009
Elo.
Por mais que esteja insuportável essa espera, a felicidade de estar chegando a hora é muito maior do que a impaciência.
Ah, como estou feliz! não sabes o motivo ainda ?
Tá mais do que na cara, nos olhos, melhor dizendo: está no corpo todo, gritando!
"É você, só você.."
e eu fico o dia todo a te esperar. Er, melosa em demasia? sinceramente não estou ligando para isso. Quero chuva de papel picado, abraço apertado e o beijo molhado que só existem quando há o nosso encontro.
Não posso deixar de sorrir em pensar nisso, ou quando estou nos meus afazeres e vem como um lampejo, ou quando estou diante do seu presente e no que ainda tenho que fazer para deixá-lo como quero [e sei que nesse momento, você vai rir e vai querer me matar por causa da curiosidade].
Daqui a pouco vai começar a doer meu rosto, por conta do sorriso largo. Tô fazendo ginástica facial e nem havia percebido.
só posso dizer que estou muito contente e, na verdade, quero lhe falar que estou muito mais que feliz.
A mágica ocorreu [e "agora, só agora" estou me dando conta].
E olha que não estou falando do período natalino, nem da passagem do ano.
30 novembro, 2009
40 Km/h
gente, que coisa é essa?
tá, é salutar ficar rabiscando palavras.. o "botar pra fora" ajuda mas quando está tudo fora de ordem fica meio difícil né?
deve ser a convivência com capricornianos e virginianos, ô mania de querer colocar as coisas tudo numa ordem, tudo tem que estar organizado. Tô ficando neura com isso já, sinto isso!
gosto da organização sim.. mas viver escrava dele não.
enfim..vamos lá.
"quente. rodas, movimentação. Na vista meio embaçada, dois riscos. Abre a viseira e respira: suspira. Vermelho é a mesma cor que está no sinaleiro, que vai permanecendo nos braços.
a mesmice de todos os dias por aqui, seria exatamente igual se não estivesse andando a menos da metade da velocidade de costume.
- Hoje não quero correr, vou desacelerar. diz.
vai pensando, sonhando, vezenquando volta a olhar pra avenida.
pensa que indo um pouco mais devagar, vai enxergando as coisas em camera lenta.. e olha que não são aquelas faixas brancas pintadas no asfalto feitas para separarem os automotores.
fica olhando as coisas que almeja fazer, realizar."
[continua]
29 novembro, 2009
Pingos.
com direito a sono, leitura, chuva, vento...
e pensar em você com uma certa dor no peito, por conta da saudade
é parar de ler o que me interessa pra dar uma olhadinha na tv e ver a briga dos nossos times que são adversários, se degladiando pela ponta do campeonato e sorrir por dentro, ver toda essa coisa boba e mesmo assim estar pensando em você.
olhar os lugares e pedir para que estivesse aqui.
ando meio melosa, querendo ter e dar atenção.
só consigo pensar que cada dia que vai passando, vai nos aproximando e isso me deixa muito feliz.
sim, estou com saudades.
06 novembro, 2009
03 novembro, 2009
21 outubro, 2009
Flor esmigalhada.

20 anos.
2 décadas de quê mesmo ?
quem eu sou ? uma estudande ? alguém com nacionalidade brasileira ? um montro ? uma falha ? um erro de percurso ? um desapontamento constante ?
quem suo eu ? quem ?
um nome ? um corpo ?
mas que porra, será que vou encontrar alguém que vai me explicar que raios de pessoa sou eu ?
merda de vida é essa ?
onde aparentemente a cada dia me torno mais forte por fora e mais fraca por dentro ?
que me afasto quando mais quero ficar um pouco mais perto ?
se não sei o que sou, como posso saber o que quero ser, o que quero fazer, ter e como vou querer viver ?
- um nada.
seria isso ?
luz, preciso de alguma LUZ! alguém me dá ?
- droga.
ainda sou criança ? ou adulta ? ou velha ? ou já morri ? ou nem vivi ?
eu quero chorar mas ao mesmo tempo me nego a fazer isso.
não tenho vontade de me mover, dói tudo e tudo, tudo, tudo inflama.
dói para respirar.
que veneno é esse que quando sinto-me triste vem e instantaneamente sinto uma raiva tão grande que tenho vontade de quebrar paredes ?
duas forças que contém a mesma força porém em direções contrárias.
é tão.. tão ruim!
uma loucura que tenho consciência.
preciso das pessoas perto de mim... mas quanto mais elas se aproximam, mais arriscado fica principalmente para essas que tentam chegar mais perto e, sendo assim as afasto [sendo que há ocasiões em que nem percebo mais].
dá vontade de desistir de tudo na vida e de andar por qualquer estrada.
sem nome
sem casa
sem relacionamento algum.
sem destino
a quantidade de pessoas que já machuquei ou magoei é grande e, não quero que essa lista fique cada vez mais extensa.
talvez eu mereça essa solidão que as vezes parece ser tão angustiante, só que é a coisa que mais me tranquilizou durante anos.
talvez seja isso.
talvez seja assim, não sei.
tudo que eu queria era poder colocar a cabeça num colo, seja lá qual for, apenas o que me der paz.
por enquanto fico com o travesseiro gelado.
tenho vontade de que as pessoas esqueçam quem sou, mas é algo impossível.
seja bem vinda, ao vigésimo ano de [quase] inutilidade, parabéns a mim.
04 outubro, 2009
Dias.
vai se enrolando nas lembranças.
aperta os olhos
o coração afrouxa.
Dorme todas as noites
mas vive acordada, sonhando
esperando o tempo passar.
todas as manhãs
segue religiosamente o cotidiano
mas tudo o que deseja
é sair dali.
E cair
de cansaço
de felicidade
de paz
Nos braçoos
que são teus.
Acorda
afrouxa os olhos
aperta o coração
para mais um dia que se segue, na tua ausência.
27 setembro, 2009
Cadê o ritmo da coisa ?
"Um dois, um dois, isso não é um teste;
Entre o disse, não disse, não quero que leve a mal
mas prefiro dizer do que ser interpretado mal.
vamos fazer barulho, a arte do barulho"
Pode ser egoísmo da minha parte pensar que quando concordei, já teria a noção do que poderia acontecer. será que não deixei claro o suficiente do quanto é complicado e chato estar ao meu lado ? nem é questão de ser chato de estar ao meu lado mas, suportar a minha rotina e principalmente: regras.
"as vezes faço o que quero e as vezes, faço o que tenho que fazer."
vai ter coisa que vou bater o pé mas em outras, se eu fizer, não vou passar de uma simples criança esperneando quando não tem algo resolvido naquele momento; não rola.
é como já disseram: as palavras tem peso sim, e muito.
tem "não" que é NÃO.
Não vou dar uma de revolucionária de algo que não posso sustentar ainda. é causa perdida.
não vejo como forma de desistência, mas sim como "saber esperar" e confesso, é difícil SIM e muito chato. mas booooooota chato nisso!
Argh.
cadê a ampulheta pra contar o tempo mesmo ? a minha acho que quebrou...
"Tanto choro e pranto
a vida dando na cara
não ofereço a face e meu sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo."
Vou no meu compasso.
isso NÃO é uma alfinetada, nem estrondo, nem desordem.
é uma melodia, aguda, nítida, clara, que é suave.
15 setembro, 2009
Broken line..

mas o que venho percebendo é que as explosões que ocorrem, são consequências das frustrações. frustração de se ver chegando perto da casa dos 50 anos e ao olhar para trás, perceber que há o "nada" em sua vida. que tudo o que sonhou, virou um grande pesadelo ou, que o sonho morreu antes de começar a ser sonho bom.
Perceber que está morrendo por preocupações alheias. eu disse: MORRENDO.
mas acho que o pior não é o morrer, é a condição de "não existência" isso sim, é o buraco negro.
gente, aonde é que foi parar esse ser humano ? é um esqueleto ambulante, porque, alguém que praticamente não tem contato social, não há pelo menos uma fonte de prazer em sua vida, não "existe" e a condição da não existência é uma escolha. Horrível.
é duríssimo ver, é difícil tentar por em movimento algo que está inerte. mas, se pelas leis da física: algo que está parado tende a manter-se parado, por outro lado existe o contrário, algo que está em movimento, tende a continuar nesse movimento. Então, se conseguimos movimentar este "algo"...
é, nem que tenha de ser aos trancos mas isso precisa começar a girar, antes que mate alguém.
sim, estou preocupada.
12 setembro, 2009
Rede.

E eu farei,
Contra todas as risadas e a maldade
Que minha imbecilidade
Deixou margem pra desconfiança.
Contra todo o mau olhado e a inveja
De quem não se basta, sobra na irrelevância
Pois é você que eu quero
Pra você eu quero me entregar
Assim
Ruivo e do meu tamanho
Assim
Míope e descabelado
Assim
Louco e apaixonado
Assim
Extrovertido
Tímido
Quente
Diferente
Ardente
Original.
E eu daria
O conforto e a tranqüilidade
Que uma tarde ensolarada
Na cidade de São Paulo
Vem com importância
O consolo dos meus ombros
Se as lágrimas molharem o seu rosto
Que as sardas
Enfeitaram com elegância
Se é você que eu quero
Pois você consegue me acalmar.
Uno.
dias que passam devagar
dias que num piscar de olhos, já terminaram.
o piscar de um par de olhos em específico,
par.
dois.
dois que formam um.
uma coisa só.
que não é só.
sabe ?
08 setembro, 2009
- A fera bela.
De um sonhador titã
Um que dá nó em paralela
E almoça rolimã
O homem mais forte do planeta
Tórax de Superman
Tórax de Superman
E coração de poeta
Não brilharia a estrela, oh bela
Sem noite por detrás
Tua beleza de gazela
Sob meu corpo é mais
Uma centelha num graveto
Queima canaviais
Queima canaviais
Quase que eu fiz um soneto
Mais que na lua ou no cometa
Ou na constelação
O sangue impresso na gazeta
Tem mais inspiração
No bucho do analfabeto
Letras de macarrão
Letras de macarrão
Fazem poema concreto
Oh bela, gera a primavera
Aciona o teu condão
Oh, bela, faz da besta fera
Um príncipe cristão
Recebe o teu poeta, oh bela
Abre teu coração
Abre teu coração
Ou eu arrombo a janela
Chico buarque - A bela e a fera.
27 agosto, 2009
Nos seus olhos
E diga o que você
Vê quando eles vêem
Que você me vê
Olho nos seus olhos
E o que eu posso ler
Que eles ficam melhores
Quando eles me lêem
Eu leio as suas cartas
Eu vejo a letra..
Olho nos seus olhos
E sinto que você
Faz eles brilharem
Como astro rei
Olhe nos meus olhos
E o que você vai ver
Seu rosto iluminado
A lua de um além
Eu leio as suas asas
Borboletas
Meu Deus que linda imagem
Me atormenta
Amor eu te proíbo
De não me querer
Cotidiano de uma prisioneira.
Há quanto tempo eu conheço você ou quanto tempo eu ainda vou precisar... E eu dependo do que eu não entendo, pretendo apenas que voce saiba que isso é meu amor."
17 agosto, 2009
"Recadinho"
mais "engraçado" ainda, saber que acha que tem direito de dizer como conduzo as minhas palavras.
realmente, existem pessoas que são idiotas.
03 agosto, 2009
"Eagles"

Eu não consigo mais ter que esconder
O quanto dói se toda vez
Temos que separar
Secaram todas as lágrimas
Você tirou de mim o que eu senti
Nunca ninguém me amou do jeito que você me quis
Ainda é novo para mim
Às vezes fico sonhando
Num futuro distante
Estaremos nós
E me dá um nó
Porque sei que o presente
É incerto e ausente
E a realidade dói
Você mudou meu jeito de sentir
Tua coragem me fez ver
Da forma que eu nunca vi
Iluminou tantas sombras em mim
Nunca negou meu jeito de existir
Pegou no colo a criança abandonada
Que não podia dormir
Será que temos a chance
De viver nossos sonhos
Quando amanhecer
Será que a gente vê
O Destino filmando
A nossa memória
E nos deixar viver
Somos duas águias no céu a voar
A voar
Que procuram na compaixão do vento
Um galho para pousar
De encontro ao mar
Pra navegar
Como dois golfinhos
Seguem rindo da ironia
Nós conseguimos o raro
Duas almas que unem
Sem deixar de ser
Sem deixar de ver
Que nada é eterno
Mesmo invencível
O amor há de vencer
Seguindo o infinito pra voar, pra voar
Procurando na compaixão do vento
Um campo pra pousar
Pra mergulhar e voltar
Às águas mais profundas
Onde não há o tempo
Pra separar
25 julho, 2009
vem ?

FRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIOO EM CUIABÁÁÁÁÁ!!
era00:20 e constava no marcador: 9°C
mare, nay e eu brincando de soltar fumarolas com a boca.
e encontramos a lu.. e fomos ao lúciu's do caju para tomar um cerveja.
os dedos congelando, pernas tremendo..
e hoje ?
parada!
e a sensação de andar em meio de 30.000 pessoas pulando, gritando e e e e e³²³² é peculiar.
apesar de estar contente, faltava algo.
e encontrei muitas pessoas, amigos, alguns falavam de como meu cabelo havia crescido, outros perguntaram por onde tinha andado, e os mais audaciosos, se estava com alguém.
rsrsrs..
isso parece não mudar.
só as pessoas ficando mais velhas, e você ri.
venha logo.
pois como diria lenine:
"Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa"
sorrio.
por que?
- eu sei.
10 julho, 2009
08 julho, 2009
Ai!
prova feita, aprovada, entra no carro e viaja..
ah, andar... por mais que meu irmão ande a 140, 160 Km/h, parece que não chega!
taquiparil!
mas, pude tirar uma soneca.
e vim pensando, na verdade mais sentindo do que pensando..
sentindo uma saudade estranha, que tá doendo mais que o normal.
e vim lendo uma porrada de mensagens armazenadas no celular e foi ardendo.
mas me deixou feliz. o famoso "sorriso torto".
aqueeeeele que você dá mesmo não querendo ? bem esse.
rs..
07 julho, 2009
Tá chegando ?
faculdade incerta, sei lá mas vamos continuar né ?
4 diazinhos na casa dos meus avós.. vou aproveitar para dormir..
logo retornando, participarei de um workshop de fotografia documental, fará bem a minha pessoa.
vou aproveitar esse tempo de julho para rever os amigos, jogar videogame com eles, tomar um chá, conversar.. e que seja por horas!
administrar minhas finanças que não andam NADA boas e requerem uma atenção massiva.
acho que dessa vez, eu vou conseguir montar meu quebra-cabeças de 5.000 peças.
será um exercício e tanto para a minha paciência.
bom, acho que é isso!
queria ler mas, tô sem grana pra livro.
férias.
03 julho, 2009
Pedra.
02 julho, 2009
28 junho, 2009
Noite.
talvez eu esteja colocando peso demais nelas.. quem sabe ?
é que isso é parte de mim.
feridas quando se abrem são doloridas, se alguém colocar o dedo ali, não ajudará.
mas logo pára de sangrar. E passa o incômodo.
segurar a raiva é difícil, essa coisa fica remoendo os sentidos, passeia pelo corpo, faz o rosto corar, o corpo esquentar.
mas não é sábio abrir a boca e jogar palavras soltas. elas podem entrar em combustão com uma facilidade que dá medo.
particularmente, prefiro ficar quieta, num canto, por que ainda não encontrei uma maneira mais adequada para lidar com a raiva. sei que se eu entrar em movimento ou começar falar num momento desses vai doer, e é descenessário.
pra que discussões por coisas que talvez não tenha tal importância ?
como dizia a raposa no livro "O pequeno príncipe": O essencial é invisível aos olhos.
e é mesmo.
27 junho, 2009
[mais] Alguns detalhes.

- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe.
- Existe uma flor.. eu creio que ela me cativou... "
"Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. O trigo que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo..."
" Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse ele.
- Vou - disse a raposa.
- Então não terás ganho nada!
- Terei, sim - disse a raposa
- por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo."
"Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem abriguei com o pára-vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi ela quem eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus... - disse ele.
- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu ele, para não se esquecer.
- Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... - repetiu o princepezinho, para não se esquecer.





















