15 julho, 2010
12 julho, 2010
10 julho, 2010
08 julho, 2010
Notas.
"Existência é uma abertura à percepção e compreensão de tudo o que ele se apresenta... A abertura é a condição da liberdade humana, proporciona amplitude das possibilidades de escolher...
A liberdade de escolher é tanto maior quanto mais ampla a abertura do ser humano à percepção e compreensão de sua vivência no mundo.
A realidade é fundada na compreensão que o ser tem das situações que vivencia em três dimensões temporais de seu existir: como ele tem sido (passado), como está sendo (presente) e como poderá vir a ser (futuro).
Certezas, riscos, incertezas, imprevisibilidade, angústia e insegurança... culpa, arrependimento, adiamento, fracasso, confusão, frustração... paradoxos do existir.
O desejo [objeto]
O desejar [ação]
O desejante [ser]"
Sinto, logo existo
Todos os seres vivs vivem mas só o ser humano existe
Até a não-escolha é uma escolha.
Kieerkgard.
06 julho, 2010
Sea
05 julho, 2010
28 junho, 2010
27 junho, 2010
Zumbido.
Misto de angústia mais ansiedade e falta de fazer coisas úteis tem sido um coquetel que tenho bebido a algum tempo.. Voltas com o carro, 140, 150, 160 Km/h e ainda não me é suficiente e penso: ainda não abri o motor desse carro. A medida que o velocímetro avança, o ponteiro do relógio não deixa a desejar: 2, 3, 4 da manhã o motor zunindo, música explodindo com fúria nos tweeters. Olhos atentos na avenida e a cabeça vai desacelerando aos poucos.
O que me faz gostar de correr tanto com a moto [e não com o carro] é que ela "grita" 100, 110, 120. As agulhas ficam na delimitação vermelha significam: "estou no máximo". E você? Rá, você ri. Ri maldosamente e esse riso se mistura com o grito das rotações elevadas.
Por falar em moto... a minha ficou pronta, retiro ela amanhã da oficina.
24 junho, 2010
Jardim
É inverno, minhas flores não são de plástico e não morrem.
21 junho, 2010
90x14
20 junho, 2010
Er²
A cabeça que rodava a mil, não passa dos 10 Km/h agora.
não sei o que fazer.
17 junho, 2010
Questionamentos.
Me pergunto o por que disso.
"É preciso ter força para sentir a dor de um amigo, mas é preciso coragem parea sentir as próprias dores. É preciso ter força para suportar os abusos, mas é preciso ter coragem para faze-lo parar"
"Mas é tanta coisa.." Sim, é.
Já nem sei mais se conseguirei acreditar nas pessoas, pedra fundamental para sustentar as muitas teorias existentes no meu curso. Os joelhos estão fracos mas ainda conseguem deixar o corpo em pé.
- Voltando ao gato.
Penso na minha transferência, nessa coisa toda de "brincar de casinha", de me ver com muitas situações novas, eu e meu gato. Se o desespero bater, se nada der certo, se arroz queimar na panela, se a porta não querer abrir, ao menos terei alguém para "conversar", pra dizer tudo aquilo que ninguém ouve e ouvir tudo aquilo que ninguém diz.
Salut!
Full Moon
Marcha, 1,2,3.
organiza-se, ver preços, tabelas, ruas, bairros, cidades, mobilia.
vai até ao aeroporto, busca irmão e cunhada, e presentinhos e risadinhas. Ganhei um berimbau. Q- ?
Não vou mais para São Paulo semana que vem, a não ser que eu queira perder mais 1 semestre e.. bom deixa pra lá. Fiquei pensando nisso: das vezes que fui pra terra da garoa, não fiquei nenhuma vez em hotel, seria a primeira vez. É, seria. Além de ficar em hotel, não sairia, não veria quase ninguém a não ser a natty e a steh, esquizitíssimo. encerra.
Pensei bastante.. a idéia de me mudar me agrada mais a cada hora.
pra preservar o pouco que resta de convívio saudável entre eu e minha mãe principalmente, é melhor ficarmos longe uma da outra.
15 junho, 2010
"Hi, stranger"
Agora me pergunto, que raio de pergunta é essa que ficou solta no ar? Passei a tarde com "edital de transferência" na cabeça e não sei pra onde quero ir. Como é que vou saber se vai ter lugar se não sei nem pra onde desejo ficar? Er. Penso mais uma vez se devo trancar a faculdade à beira do início dos estágios... se mudo de cidade, de estado, de país [planeta talvez?].
Quero ficar só, longe dessa casa, de muitas coisas, minha cabeça anda cansada de prazos, e provas, e 2°chamadas, e contas, e médicos e etc etc etc.
Talvez eu devesse me mudar para o Camboja. Ando cansada, principalmente das pessoas. É uma putaria sem fim. Acho que não nasci pra viver em sociedade [falei!]
ainda não dissolvi o sintoma que converti, isso é mal.
Numa dessas eu aceito a proposta que me fizeram a tempos atrás: de trabalhar num navio que fica navegando pelo mundo à fora. Aí o mundo seria a minha casa ? mas quanto mais a gente viaja, mais ficamos estrangeiros de nós mesmos. Jamais permanece a mesma pessoa que seria se não tivesse saído e não será integralmente alguém de outro local. Hibrído, mestiço, mistura: incompleto? As teclas desse piano estão tocando as notas de uma música que ecoam na alma.
"coisinha à-toa"
08 junho, 2010
07 junho, 2010
Feriado.
Finalmente em casa.
30 maio, 2010
Canteiro.
- conversamos.
e por algum momento ficamos felizes.
um grupo presencia um ciclo se encerrando e dois iniciando, nascendo.
ver a vida acontecendo diante de olhares, é assim.
morte-vida.
severina morreu. viva severina!
22 maio, 2010
Como tirar alguém da sua vida.
Não mais, é em definitivo. não quero mais. existe um limite para isso, já ultrapacei o meu a tempos e agora digo: - Basta. Primeiro um calor, uma raiva "vermelhoazul" subindo pelas entranhas, fervilhando no emaranhado das veias. Depois, um nada, a indiferença vai tomando conta de cada canto, vai sedando, é a "pedra de gelo" soltando seu veneno-antídoto dizendo: "hora de acordar". Sim, o mundo é radical, não há meio termos. penso no tempo esperado e ? dá uma vontade absurda de quebrar a minha própria face por saber que a idiota da história sempre foi eu. Posso não enxergar bem mas em questão de sentir.. é, aquele "bad.. bad feeling" já estava com a luz de alerta acesa a tempos mas não, fechei os olhos para não ver o que estava escancarado na minha frente "é, eu sempre soube.." dessa corda bamba. tempo, tempo, tempo, tempo, você passou e alguém me disse que não havia tomado uma direção: mentira. o caminho já estava sendo percorrido, meu querido amigo. Certa vez ouvi dizer: "que imensa miséria o grande amor", uma pequena frase, efeitos imensuráveis. Verdade.
pensar que fazemos castelos (de areia), naquela doce ilusão de imaginar todas as situações açucaradas e serenas com alguém e ver essas construções virarem pó que vagueia pelo ar,como se riscasse um fósforo e ver o próprio ser consumido na sua chama. Ah, mas como me queimei "quatrocentasequartoze" vezes. E hoje lembro-me muito bem que anos atrás um alguém que foi embora do meu olhar, passou por mim e arrancou algo. nunca esqueci, nem poderia.. arrancaste para me ensinar uma lição dolorosa... Sem olhar para trás, sem mudar de lado na rua, sem fraquejar um só momento com a cabeça virou pó qualquer fagulha de lembrança. esse gosto, que ainda não sei dizer o que é, permanece bem nítido não só na boca... Depois que se passa pelo inferno de quando se mata o amor, você sabe exatamente todos os passos. os teus passos. Não é mais a primeira vez, posso dizer com propriedade que aprendi a sair desse local com certa "facilidade". tira-se todo e qualquer traço de sentimento, de emoção, vai desbotando as imagens, perdendo as formas, depois levanta-se, feche os olhos e respire[enquanto essa injeção faz seu trabalho]. uma inspiração longa e profunda, abra os olhos e dê o passo, firme. e não pare, nem se tem vontade de parar. sei que vou abrir olhos, dar a passada com força, sem desviar, sem piscar. sei que isso vai acontecer. enquanto risco todos os fósforos e vejo todas as fagulhas de lembranças que tenham ainda algum sentimento serem consumidas, encararei você mas não irei te ver, verei o nada e dessa forma continuarei a dar meus passos, mato, vivo o luto e o elaboro: no final o que sobra são as cinzas por que ali não se tem algo, não mais. agora é só o nada, só o vazio e o vento encarrega-se de soprar a poeira.
"Mas o mundo é negro, os corações são frios e não há esperança: eternamente mudados por causa do que vimos."
Enought.

a única que sempre conheci
não sei até aonde vai
mas é um lar para mim e eu ando só
Caminho por esta rua vazia
onde a cidade dorme
minha sombra, a única coisa que anda ao meu lado.
Estou andando na linha que me divide
no limite da margem, onde eu ando sozinho.
19 maio, 2010
que vá a merda¹
nem quero mais ter que ficar esperando porra alguma.
as vezes me pergunto o por que que mantenho esse blog, por que escrevo?
e me lembrei de quando o fiz [anos atrás] me fiz uma pequena promessa:
de escrever, seja o que for.
não, eu não quero mais ficar medindo palavras, tendo paciência, sendo boazinha ou o caralho a quatro com todos.
ei, será que vai ter uma hora que todos explodem? ou se mandam a puta que o pariu ?
argh, odeio, detesto fazer qualquer tipo de coisa pra alguém e não ter reconhecimento: e nisso me refiro a minha mãe, que ultimamente está me deixando ALÉM dos nervos.
a vontade que tenho é de fazê-la engolir a chave do maldito carro e que saia pelo ânus.
já tenho quase certeza de que vou reprovar mais um semestre por conta de faltas por causa desse maldito câncer, dessa "assistência" que tenho que prestar, que pra mim é um grandessíssimo favor que faço e pra ela, não mais do que minha obrigação.
VÁ PRA PUTA QUE PARIU, FALEI!
foda-se.
que vá continuar esse acompanhamento/tramento em são paulo ? vai, mas vá sozinha.
raios, não quer se prejudicar e tá fodendo a minha vida? chega.
não, eu não agrado a maior parte das pessoas, aliás, quase nenhuma. E não preciso ter vergonha disso.
É, sempre soube.
That love never lasts
And we've got to find other ways
To make it alone or keep a straight face
And I've always lived like this
Keeping a comfortable, distance"
15 maio, 2010
M.
11 maio, 2010
18 abril, 2010
14 abril, 2010
3 2 1, wake up!
Hoje, sim hoje!
eu não acredito que SÓ HOJE aconteceu isso.
to ficando lerda mesmo.
não da pra acreditar que fui tão anta até essa tarde.
vem sol! ventos, a música que toca, e vidas e muuuuuuuuuuitas coisas novas!
animadíssima, até por conta de certa figurinha.
e o sertão vai virar maaaaaaar e o maaaar vai virar sertão!
acordada para a realidade.
Obg larie, carol.
"e são essas histórias de amor, que acontece todo dia sim senhor!"
13 abril, 2010
Cá!
No meio do mato
Bem longe dos olhos
De um gavião...
A vida é um presente
Que vem do passado
Eis que acharam no mato
A menina, então...
Muidinha...
Miudinha...
Feito estrela na noite,
Disparada no dia
A menina crescendo
Era um rio correndo
Um riso que ria
Antes de tanta gente
Foi semente sozinha
Hoje o rio correndo
E a mata dizendo
“és minha! és minha!”
Vó Cabocla...
12 abril, 2010
Domingo
sábado uma oficina, retirada das camisetas, aprender um pouco mais a batucar com o mestre e lembrar do tal dia 10, de abril. até aí nada de errado. madrugada sem sono, gato pulando na cama, enfurnado na coberta.. er.
domingo? acorda as 6 da manhã [quem acorda esse horário no domingo?], come dois "triângulos" de toblerone, vai pro carro e se manda pela estrada. epa: estrada? pois é.. saí de cuiabá as 7:25 e 7:50 estava no parque nacional de Chapada. 60 Km. peguei os temas da maratona e segui adiante.. adiante.. adiante.. até parar numa placa: "bem vindo à Campo Verde". hã? nem vi os quilômetros passarem. fechei os olhos algumas vezes enquanto o velocímetro decidia se ficava entre 120 ou 140 Km/h que as vezes apontava no 160. Andei mais de 200 Km. o mais interessante? é que andei só e senti aquilo me completar. não sei que contemplava quem: se era eu ou a estrada. particularmente essa rodovia é linda pela paisagem, uma das mais belas que já vi. depois de um tempo você se acostuma de tal forma com a velocidade que nem parece que está tão rápido. abri os vidros, soltei os cabelos que agora estão curtos, aumentei o som e fui vagando, só, pelas "estradas" e foi reconfortante. afundei no banco, as vezes tirava o cabelo da cara mas logo tornava a ficar nos olhos. vi verde, azul, morrom, cinza. vi aquela água linda da martinha. quis parar na beira da estrada mas segui em frente. Deu vontade de ir buscar o abraço da larie, o por do sol no muro em frente a kitnet. mas ah, deixei pra lá.. ri. logo irei sentar naquele muro: eu acompanhada do meu chá matte e ela, de alguma cerveja ou talvez tereré.
09 abril, 2010
Gotas.
é exame, hospital, operação, uti, remoção, fisioterapia, readequação, quimioterapia, radioterapia e sei lá o que mais.
e agora gripe, água no pulmão, infecção, retorno com urgência.
não acho que alguém lá em cima tenha uma lupa e nos queime como formigas por pura diversão, não.
mas é complicado.
dê-me tranquilidade para aceitar as coisas como são. Por favor.
enquanto isso, vou andando, tropeçando, mas andando.
canta maria rita, canta..
08 abril, 2010
Estrela, estrela

Estrela, estrela
Como ser assim?
Tão só, tão só
E nunca sofrer
Brilhar, brilhar
Quase sem querer
Deixar, deixar
Ser o que se vê...
No corpo nú
Da constelação
Estás, estás
Sobre uma das mãos
E vais e vens
Como um lampião
Ao vento frio
De um lugar qualquer...
É bom saber
Que és parte de mim
Assim como és
Parte das manhãs
Melhor, melhor
É poder gozar
Da paz, da paz
Que trazes aqui...
Eu canto, eu canto
Por poder te ver
No céu, no céu
Como um balão
Eu canto e sei
Que também me vês
E aqui, aqui
Com essa canção...
06 abril, 2010
Do lado

Para ouvir enquanto isso: Adriana Mezadri - Marcas de Ayer
Não querendo revirar o que está ainda bagunçado
mas esta desorganização tem afetado aqui dentro.
do lado de cá do vidro translúcido, parede quase invisível, intransponível.
palpita, expande, volta.
alguns passos pesados que tem o "plof, plof plof" como validade.
A parte de cá me causa um estranho "esranhamento".
uma dor, um não sei o quê.
é como beber água e ainda ficar sedenta, nem se sente o frescor.
do lado de cá, há de se observar muitas coisas na companhia do silêncio.
do lado de cá, sensações, sentimentos, emoções se transforam num piso coalhado de cacos, pregos e espinhos.
deste lado, me encontro.
04 abril, 2010
Burn
Nii - list.

Título deste blog;
que que é isso ?
muitos pedem, querem e não tem e quando alcançam... (se é que alguém chegou nesta condição)
vazio, liberdade é isso.
é o movimento, é ir para onde quiser, é o não se prender a nada.
aliás, a liberdade está atrelada à uma coisa: o nada.
a liberdade gera medo, porque?
por que ela traz solidão.
pense: liberdade não se acondiciona num potinho e é usada "de vez enquando", não há meio termo, ou se é livre, ou não. ou se joga no vazio do nada ou fica na ponta do penhasco, nesse movimento pendular de ser ou não enfim, livre.
a liberdade é coisa ruim ou boa então?
essa tal liberdade tem seu preço, que costuma não ser nem um pouco barato.
está disposto a pagar? sabendo que é meramente utópico ?
aliás: ser sozinho é diferente de ser solitário.
01 abril, 2010
"Derrubaram ela!"
aro do farol R$ 30,00
pisca traseiro esquerdo cromado R$ 31,00
guidon R$ 61,00
e algumas cositas mas..
parar a moto no meio da rua na cara dura pra fechar um ÔNIBUS de noite e enfrentar o motorista que derrubou a motoca que tava parada no acostamento, NÃO TEM PREÇO!
isuahiuhasuhsiuhiasu
"A audácia da baixinha"
15 março, 2010
T-T-T-T-Telephone
quero mais é que se dane mesmo.
mudanças!
oh..
talvez de endereço
provavelmente o cabelo
com toda a certeza, o humor
quiçá, a paciência.
vontades.
de sair correndo a mais de 110 Km/h só pra passar por entre os carros e rir.
de acabar com os joelhos e fígado em alguma festa.
não se importar ? hum.. maybe, baby.
mas sei que não farei nada disso, argh.
o corpo já não acompanha mais a demanda.
oh..
quero ver meus amigos, os queridos, sair, rir, divertir, conversar, fofocar, causar, enfim: coisas.
chutar o balde seria uma expressão correta ?
nem chega a tanto.
09 março, 2010
CICAP
Quem quer ?
Apreensiva.
Penso que seja mais por conta da UTI do que todo o restante.
Ainda bem que está dando pra levar beeem mais tranquila agora.
Sei lá.
Um pouco impaciente.
28 fevereiro, 2010
How fragile is the heart
amor.
amar.
não existem respostas óbvias para nenhuma destas coisas.
e ficamos fritando os neurônios, e choramos até os olhos arderem, e praguejamos terceiros para diminuir a dor.
Entendi que amo, mas mais minha liberdade do qualquer outra coisa e quando sinto o menor sinal de ameaça, me isolo, fecho todas as portas e janelas, não há comunicação ou seja: intransponível.
talvez eu seja torta mesmo, individualista demais, coração de menos.
oh.
"Sopre vida dentro deste fraco coração
Levante este véu mortal de medo
Pegue estas esperanças despedaçadas, gravadas com lágrimas
Nos ergueremos por sobre esses cuidados terrenos
Lance seus olhos no oceano
Lance sua alma para o mar
Quando a escura noite parece sem fim
Por favor, lembre-se de mim"
Dante's prayer
14 fevereiro, 2010
Pensei.
Enquanto dançava na chuva fina que caía durante madrugada a fora.
Enquanto um maluco me falava sobre algoritmos e eu não entendendo nada.
Pensei em você.
desde a hora que montei a big barraca e agora com minhas pernas doendo, corpo molhado, olhos ardendo, rosto quente e deitada, penso em você.
Da noite chuvosa rasgada com raios e trovões sendo que alguns destes me acordaram.
Pensei em você em quanto dormia, porque sei que sonhei com teu rosto.
Pensei em você.
Mas você nem sabe.
05 fevereiro, 2010
43°C
sem paciência pra nada, mesmo.
aquela veeeeeeeeeeeelha dorzinha de cabeça por conta da alta temperatura
cú!
quero ficar num local mais fresco, dá pra ser ?
sexta..
não sei bem o que vou fazer, a única coisa q tenho certeza é de que vou sair um pouco com a mare, rir, beber, ou apenas andar de carro e ouvir música.
vai que eu encontro num buraco qualquer dessa cidade, um potinho que contenha "ânimo"
né ?
o negócio é não desistir.
04 fevereiro, 2010
20 janeiro, 2010
Vazinho.
- "cactus e rosas..."
- "são flores. sim, são."
E volta para dentro de si e continua a divagar:
- "são flores mas são diferentes!"
- "olha, rosas precisam de cuidados diários como sol, água, sombra, um pouco de adubo talvez?
- cactus são esquisitos, basta colocar uma colherinha de chá com água e pronto. se deixar torrando no sol, nada acontece. ai credo!"
- "e se deixar a rosa junto com o cactus no sol ?" pergutaria.
- "murcha." pontua.
- "veja: as roseiras produzem rosas, flores, são bonitas, perfumadas.. olhe!
- o cactus produz.. que é que ele produz mesmo ?
- es... pinhos. surpreendida
- viu? só espinhos! nada de flor, nem de perfume. cadê a graça nessa planta ?" a indignação tomou posse de seus pensamentos por alguns segundos.
- "mas... eu gosto de cactus... e rosas também." confessa.
enquanto isso a paisagem mudava janela afora cada vez que piscava. Respirou evoltou a se debruçar na questão intrigante.
- "a cactus é bonito justamente por ser assim, estranho, tem espinhos demais e água de menos. É esquisito mas é bonito."
- "a rosa tem aquela flor linda! tá, tem espinhos também mas são tão pequenos e moles que se você empurra com os dedos, sai. No cactus não." continua o raciocínio.
"- mas a rosa é bonita por ser assim: florida, cheirosa, suas pétalas são suaves a beleza dessa flor está na sua delicadeza. O cactus é duro, seco, mas se torna belo pela sua forma simples porém robusta."
- "é!" sorri.
23 dezembro, 2009
15 dezembro, 2009
Dezembro.
vir a sinop é como a abrir um baú e olhar fotos.
e ver boa parte da familia e sentir-se que não faz parte da mesma.
é observar sem tocar, não intervir em nada.
como hoje no aniversário da minha avó materna, fiquei olhando para os cantos e pensando.
ver meu tio mais velho porém depois de muito tempo, estava feliz, estava bem. trazia a paz no rosto e por um momento aquilo me reconfortou.
ver meu primo no qual eu dei banho quando era bebê, conversar comigo sobre qualquer coisa e ele já está maior que eu.
minha prima com seu filho, que já é bisneto da minha avó...
estar dentro de um galpão, churrasco, um povo de olhos claros, felizes.. estamos numa típica festinha de alemães, gaúchos e paranaenses.
lembrei dos tempos que passei no sítio dessa minha avó, dos dias que pulava no açude e quando ia pro trampolim, já via meus primos chegando e estava tudo armado pra ser a melhor tarde. quando montava a cavalo e corria o quanto pudesse, sempre gostei desses bichos, a sensação de liberdade era sentida no rosto, a passos largos, no galope. Ao andar de bike e inventar trilhas e mais trilhas pra passar, se sujar toda ficar risonha.
hoje, sentada na cadeira olhei pra essa janela do tempo e fiquei triste.
parece que há um pedaço de mim mesma que perdi.
Deus, como o tempo passou, como as coisas mudaram e hoje aquele sítio se transformou num loteamento e toda vez que tenho q ir para ver como está, já me sobe um nó na garganta. vejo alguns fantasmas meus espalhados por aquele lugar.
torno a olhar o galpão e acabo me distanciando disso.
penso na bels, na vontade que tenho de abraçá-la, de sorrir e apertar contra mim como se desse pra po-la dentro do meu corpo, de ficar sem nada pra fazer mas só estar do lado sem falar nada, de sentir que estamos na "nossa" casa e de dizer que ela é a primeira pessoa com quem vou passar uma virada de ano assim e que isso me deixa absurdamente feliz, mas de repente me calo. algo está me incomodando. sinto que há uma folga nos vãos de nossas mãos e não consigo segurar. me preocupa, me dói.
não sei.
como diria Pink:
"but I've got a bad, bad feeling.."
07 dezembro, 2009
Falling.
02 dezembro, 2009
Elo.
Por mais que esteja insuportável essa espera, a felicidade de estar chegando a hora é muito maior do que a impaciência.
Ah, como estou feliz! não sabes o motivo ainda ?
Tá mais do que na cara, nos olhos, melhor dizendo: está no corpo todo, gritando!
"É você, só você.."
e eu fico o dia todo a te esperar. Er, melosa em demasia? sinceramente não estou ligando para isso. Quero chuva de papel picado, abraço apertado e o beijo molhado que só existem quando há o nosso encontro.
Não posso deixar de sorrir em pensar nisso, ou quando estou nos meus afazeres e vem como um lampejo, ou quando estou diante do seu presente e no que ainda tenho que fazer para deixá-lo como quero [e sei que nesse momento, você vai rir e vai querer me matar por causa da curiosidade].
Daqui a pouco vai começar a doer meu rosto, por conta do sorriso largo. Tô fazendo ginástica facial e nem havia percebido.
só posso dizer que estou muito contente e, na verdade, quero lhe falar que estou muito mais que feliz.
A mágica ocorreu [e "agora, só agora" estou me dando conta].
E olha que não estou falando do período natalino, nem da passagem do ano.
30 novembro, 2009
40 Km/h
gente, que coisa é essa?
tá, é salutar ficar rabiscando palavras.. o "botar pra fora" ajuda mas quando está tudo fora de ordem fica meio difícil né?
deve ser a convivência com capricornianos e virginianos, ô mania de querer colocar as coisas tudo numa ordem, tudo tem que estar organizado. Tô ficando neura com isso já, sinto isso!
gosto da organização sim.. mas viver escrava dele não.
enfim..vamos lá.
"quente. rodas, movimentação. Na vista meio embaçada, dois riscos. Abre a viseira e respira: suspira. Vermelho é a mesma cor que está no sinaleiro, que vai permanecendo nos braços.
a mesmice de todos os dias por aqui, seria exatamente igual se não estivesse andando a menos da metade da velocidade de costume.
- Hoje não quero correr, vou desacelerar. diz.
vai pensando, sonhando, vezenquando volta a olhar pra avenida.
pensa que indo um pouco mais devagar, vai enxergando as coisas em camera lenta.. e olha que não são aquelas faixas brancas pintadas no asfalto feitas para separarem os automotores.
fica olhando as coisas que almeja fazer, realizar."
[continua]
29 novembro, 2009
Pingos.
com direito a sono, leitura, chuva, vento...
e pensar em você com uma certa dor no peito, por conta da saudade
é parar de ler o que me interessa pra dar uma olhadinha na tv e ver a briga dos nossos times que são adversários, se degladiando pela ponta do campeonato e sorrir por dentro, ver toda essa coisa boba e mesmo assim estar pensando em você.
olhar os lugares e pedir para que estivesse aqui.
ando meio melosa, querendo ter e dar atenção.
só consigo pensar que cada dia que vai passando, vai nos aproximando e isso me deixa muito feliz.
sim, estou com saudades.
06 novembro, 2009
03 novembro, 2009
21 outubro, 2009
Flor esmigalhada.

20 anos.
2 décadas de quê mesmo ?
quem eu sou ? uma estudande ? alguém com nacionalidade brasileira ? um montro ? uma falha ? um erro de percurso ? um desapontamento constante ?
quem suo eu ? quem ?
um nome ? um corpo ?
mas que porra, será que vou encontrar alguém que vai me explicar que raios de pessoa sou eu ?
merda de vida é essa ?
onde aparentemente a cada dia me torno mais forte por fora e mais fraca por dentro ?
que me afasto quando mais quero ficar um pouco mais perto ?
se não sei o que sou, como posso saber o que quero ser, o que quero fazer, ter e como vou querer viver ?
- um nada.
seria isso ?
luz, preciso de alguma LUZ! alguém me dá ?
- droga.
ainda sou criança ? ou adulta ? ou velha ? ou já morri ? ou nem vivi ?
eu quero chorar mas ao mesmo tempo me nego a fazer isso.
não tenho vontade de me mover, dói tudo e tudo, tudo, tudo inflama.
dói para respirar.
que veneno é esse que quando sinto-me triste vem e instantaneamente sinto uma raiva tão grande que tenho vontade de quebrar paredes ?
duas forças que contém a mesma força porém em direções contrárias.
é tão.. tão ruim!
uma loucura que tenho consciência.
preciso das pessoas perto de mim... mas quanto mais elas se aproximam, mais arriscado fica principalmente para essas que tentam chegar mais perto e, sendo assim as afasto [sendo que há ocasiões em que nem percebo mais].
dá vontade de desistir de tudo na vida e de andar por qualquer estrada.
sem nome
sem casa
sem relacionamento algum.
sem destino
a quantidade de pessoas que já machuquei ou magoei é grande e, não quero que essa lista fique cada vez mais extensa.
talvez eu mereça essa solidão que as vezes parece ser tão angustiante, só que é a coisa que mais me tranquilizou durante anos.
talvez seja isso.
talvez seja assim, não sei.
tudo que eu queria era poder colocar a cabeça num colo, seja lá qual for, apenas o que me der paz.
por enquanto fico com o travesseiro gelado.
tenho vontade de que as pessoas esqueçam quem sou, mas é algo impossível.
seja bem vinda, ao vigésimo ano de [quase] inutilidade, parabéns a mim.
04 outubro, 2009
Dias.
vai se enrolando nas lembranças.
aperta os olhos
o coração afrouxa.
Dorme todas as noites
mas vive acordada, sonhando
esperando o tempo passar.
todas as manhãs
segue religiosamente o cotidiano
mas tudo o que deseja
é sair dali.
E cair
de cansaço
de felicidade
de paz
Nos braçoos
que são teus.
Acorda
afrouxa os olhos
aperta o coração
para mais um dia que se segue, na tua ausência.
27 setembro, 2009
Cadê o ritmo da coisa ?
"Um dois, um dois, isso não é um teste;
Entre o disse, não disse, não quero que leve a mal
mas prefiro dizer do que ser interpretado mal.
vamos fazer barulho, a arte do barulho"
Pode ser egoísmo da minha parte pensar que quando concordei, já teria a noção do que poderia acontecer. será que não deixei claro o suficiente do quanto é complicado e chato estar ao meu lado ? nem é questão de ser chato de estar ao meu lado mas, suportar a minha rotina e principalmente: regras.
"as vezes faço o que quero e as vezes, faço o que tenho que fazer."
vai ter coisa que vou bater o pé mas em outras, se eu fizer, não vou passar de uma simples criança esperneando quando não tem algo resolvido naquele momento; não rola.
é como já disseram: as palavras tem peso sim, e muito.
tem "não" que é NÃO.
Não vou dar uma de revolucionária de algo que não posso sustentar ainda. é causa perdida.
não vejo como forma de desistência, mas sim como "saber esperar" e confesso, é difícil SIM e muito chato. mas booooooota chato nisso!
Argh.
cadê a ampulheta pra contar o tempo mesmo ? a minha acho que quebrou...
"Tanto choro e pranto
a vida dando na cara
não ofereço a face e meu sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo."
Vou no meu compasso.
isso NÃO é uma alfinetada, nem estrondo, nem desordem.
é uma melodia, aguda, nítida, clara, que é suave.
15 setembro, 2009
Broken line..

mas o que venho percebendo é que as explosões que ocorrem, são consequências das frustrações. frustração de se ver chegando perto da casa dos 50 anos e ao olhar para trás, perceber que há o "nada" em sua vida. que tudo o que sonhou, virou um grande pesadelo ou, que o sonho morreu antes de começar a ser sonho bom.
Perceber que está morrendo por preocupações alheias. eu disse: MORRENDO.
mas acho que o pior não é o morrer, é a condição de "não existência" isso sim, é o buraco negro.
gente, aonde é que foi parar esse ser humano ? é um esqueleto ambulante, porque, alguém que praticamente não tem contato social, não há pelo menos uma fonte de prazer em sua vida, não "existe" e a condição da não existência é uma escolha. Horrível.
é duríssimo ver, é difícil tentar por em movimento algo que está inerte. mas, se pelas leis da física: algo que está parado tende a manter-se parado, por outro lado existe o contrário, algo que está em movimento, tende a continuar nesse movimento. Então, se conseguimos movimentar este "algo"...
é, nem que tenha de ser aos trancos mas isso precisa começar a girar, antes que mate alguém.
sim, estou preocupada.
12 setembro, 2009
Rede.

E eu farei,
Contra todas as risadas e a maldade
Que minha imbecilidade
Deixou margem pra desconfiança.
Contra todo o mau olhado e a inveja
De quem não se basta, sobra na irrelevância
Pois é você que eu quero
Pra você eu quero me entregar
Assim
Ruivo e do meu tamanho
Assim
Míope e descabelado
Assim
Louco e apaixonado
Assim
Extrovertido
Tímido
Quente
Diferente
Ardente
Original.
E eu daria
O conforto e a tranqüilidade
Que uma tarde ensolarada
Na cidade de São Paulo
Vem com importância
O consolo dos meus ombros
Se as lágrimas molharem o seu rosto
Que as sardas
Enfeitaram com elegância
Se é você que eu quero
Pois você consegue me acalmar.
Uno.
dias que passam devagar
dias que num piscar de olhos, já terminaram.
o piscar de um par de olhos em específico,
par.
dois.
dois que formam um.
uma coisa só.
que não é só.
sabe ?
08 setembro, 2009
- A fera bela.
De um sonhador titã
Um que dá nó em paralela
E almoça rolimã
O homem mais forte do planeta
Tórax de Superman
Tórax de Superman
E coração de poeta
Não brilharia a estrela, oh bela
Sem noite por detrás
Tua beleza de gazela
Sob meu corpo é mais
Uma centelha num graveto
Queima canaviais
Queima canaviais
Quase que eu fiz um soneto
Mais que na lua ou no cometa
Ou na constelação
O sangue impresso na gazeta
Tem mais inspiração
No bucho do analfabeto
Letras de macarrão
Letras de macarrão
Fazem poema concreto
Oh bela, gera a primavera
Aciona o teu condão
Oh, bela, faz da besta fera
Um príncipe cristão
Recebe o teu poeta, oh bela
Abre teu coração
Abre teu coração
Ou eu arrombo a janela
Chico buarque - A bela e a fera.
27 agosto, 2009
Nos seus olhos
E diga o que você
Vê quando eles vêem
Que você me vê
Olho nos seus olhos
E o que eu posso ler
Que eles ficam melhores
Quando eles me lêem
Eu leio as suas cartas
Eu vejo a letra..
Olho nos seus olhos
E sinto que você
Faz eles brilharem
Como astro rei
Olhe nos meus olhos
E o que você vai ver
Seu rosto iluminado
A lua de um além
Eu leio as suas asas
Borboletas
Meu Deus que linda imagem
Me atormenta
Amor eu te proíbo
De não me querer
Cotidiano de uma prisioneira.
Há quanto tempo eu conheço você ou quanto tempo eu ainda vou precisar... E eu dependo do que eu não entendo, pretendo apenas que voce saiba que isso é meu amor."
17 agosto, 2009
"Recadinho"
mais "engraçado" ainda, saber que acha que tem direito de dizer como conduzo as minhas palavras.
realmente, existem pessoas que são idiotas.
03 agosto, 2009
"Eagles"

Eu não consigo mais ter que esconder
O quanto dói se toda vez
Temos que separar
Secaram todas as lágrimas
Você tirou de mim o que eu senti
Nunca ninguém me amou do jeito que você me quis
Ainda é novo para mim
Às vezes fico sonhando
Num futuro distante
Estaremos nós
E me dá um nó
Porque sei que o presente
É incerto e ausente
E a realidade dói
Você mudou meu jeito de sentir
Tua coragem me fez ver
Da forma que eu nunca vi
Iluminou tantas sombras em mim
Nunca negou meu jeito de existir
Pegou no colo a criança abandonada
Que não podia dormir
Será que temos a chance
De viver nossos sonhos
Quando amanhecer
Será que a gente vê
O Destino filmando
A nossa memória
E nos deixar viver
Somos duas águias no céu a voar
A voar
Que procuram na compaixão do vento
Um galho para pousar
De encontro ao mar
Pra navegar
Como dois golfinhos
Seguem rindo da ironia
Nós conseguimos o raro
Duas almas que unem
Sem deixar de ser
Sem deixar de ver
Que nada é eterno
Mesmo invencível
O amor há de vencer
Seguindo o infinito pra voar, pra voar
Procurando na compaixão do vento
Um campo pra pousar
Pra mergulhar e voltar
Às águas mais profundas
Onde não há o tempo
Pra separar
25 julho, 2009
vem ?

FRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIOO EM CUIABÁÁÁÁÁ!!
era00:20 e constava no marcador: 9°C
mare, nay e eu brincando de soltar fumarolas com a boca.
e encontramos a lu.. e fomos ao lúciu's do caju para tomar um cerveja.
os dedos congelando, pernas tremendo..
e hoje ?
parada!
e a sensação de andar em meio de 30.000 pessoas pulando, gritando e e e e e³²³² é peculiar.
apesar de estar contente, faltava algo.
e encontrei muitas pessoas, amigos, alguns falavam de como meu cabelo havia crescido, outros perguntaram por onde tinha andado, e os mais audaciosos, se estava com alguém.
rsrsrs..
isso parece não mudar.
só as pessoas ficando mais velhas, e você ri.
venha logo.
pois como diria lenine:
"Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa"
sorrio.
por que?
- eu sei.
10 julho, 2009
08 julho, 2009
Ai!
prova feita, aprovada, entra no carro e viaja..
ah, andar... por mais que meu irmão ande a 140, 160 Km/h, parece que não chega!
taquiparil!
mas, pude tirar uma soneca.
e vim pensando, na verdade mais sentindo do que pensando..
sentindo uma saudade estranha, que tá doendo mais que o normal.
e vim lendo uma porrada de mensagens armazenadas no celular e foi ardendo.
mas me deixou feliz. o famoso "sorriso torto".
aqueeeeele que você dá mesmo não querendo ? bem esse.
rs..
07 julho, 2009
Tá chegando ?
faculdade incerta, sei lá mas vamos continuar né ?
4 diazinhos na casa dos meus avós.. vou aproveitar para dormir..
logo retornando, participarei de um workshop de fotografia documental, fará bem a minha pessoa.
vou aproveitar esse tempo de julho para rever os amigos, jogar videogame com eles, tomar um chá, conversar.. e que seja por horas!
administrar minhas finanças que não andam NADA boas e requerem uma atenção massiva.
acho que dessa vez, eu vou conseguir montar meu quebra-cabeças de 5.000 peças.
será um exercício e tanto para a minha paciência.
bom, acho que é isso!
queria ler mas, tô sem grana pra livro.
férias.
03 julho, 2009
Pedra.
02 julho, 2009
28 junho, 2009
Noite.
talvez eu esteja colocando peso demais nelas.. quem sabe ?
é que isso é parte de mim.
feridas quando se abrem são doloridas, se alguém colocar o dedo ali, não ajudará.
mas logo pára de sangrar. E passa o incômodo.
segurar a raiva é difícil, essa coisa fica remoendo os sentidos, passeia pelo corpo, faz o rosto corar, o corpo esquentar.
mas não é sábio abrir a boca e jogar palavras soltas. elas podem entrar em combustão com uma facilidade que dá medo.
particularmente, prefiro ficar quieta, num canto, por que ainda não encontrei uma maneira mais adequada para lidar com a raiva. sei que se eu entrar em movimento ou começar falar num momento desses vai doer, e é descenessário.
pra que discussões por coisas que talvez não tenha tal importância ?
como dizia a raposa no livro "O pequeno príncipe": O essencial é invisível aos olhos.
e é mesmo.
27 junho, 2009
[mais] Alguns detalhes.

- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe.
- Existe uma flor.. eu creio que ela me cativou... "
"Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. O trigo que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo..."
" Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse ele.
- Vou - disse a raposa.
- Então não terás ganho nada!
- Terei, sim - disse a raposa
- por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo."
"Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem abriguei com o pára-vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi ela quem eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus... - disse ele.
- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu ele, para não se esquecer.
- Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... - repetiu o princepezinho, para não se esquecer.
Say it.

Que eu parecia muito bem
Apesar de tantas noites vazias
Tantas madrugadas vendo tv
Na verdade, dias intermináveis
Diga a ela que me viu num bar
E eu estava com uns amigos
Apesar de eu conhecer quem me rodeia
Tantos estranhos tão perto
Na verdade, longe do principal
Diga a ela que me viu sozinho
Diga que ela sabe onde eu estou
Diga a ela que me viu sozinho
Na verdade ela sabe onde eu estou"
25 junho, 2009
Alguns detalhes.
" - Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para fazê-lo feliz quando as contempla. Ele pensa: ""minha flor está lá, em algum lugar..."" Mas se o carneiro come a flor, é para ele, como se todas as estrelas repentinamente se apagassem! E isto não tem importância! "
"O pequeno príncipe, que assistia ao surgimento de um enorme botão, pressentiu que dali sairia uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de preparar sua beleza no seu verde aposento. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma suas pétalas. Não queria sair, como os cravos, amarrotada. Ela queria aparecer no esplendor da sua beleza. Ah! sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, demorara alguns dias. E eis que numa manhã, justamente à hora do sol nascer, ela se mostrou.
E ela, que se prepara com tanto esmero, disse, bocejando:
- Ah! eu acabo de despertar... Desculpa... Estou ainda toda despenteada...
O principezinho, então, não pôde conter o seu espanto:
- Como és bonita!
- É verdade - respondeu a flor docemente. - E nasci ao mesmo tempo que o sol...
O pequeno príncipe percebeu logo que a flor não era modesta. Mas ela era tão envolvente!
- Creio que é hora do café da manhã - acrescentou ela. - Tu poderias cuidar de mim..."
" Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir, então vai!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa..."
22 junho, 2009
Luz.

e se tornaram fagulhas luminosas que iluminavam esse caminho.
de tantas curvas, em alguma delas me perdi e me encontrei.
uma constelação, talvez um universo, guardado dentro dela.
e nessa ausência se fez clara.
duas centelhas reluzentes, como o farol que ilumina o caminho a ser navegado.
e o clarão de um sol , de cor dourada, do mesmo tom que teu cabelo que corria e escorria em ti, em mim. aquecia muito mais do que nossos corpos.
fez-se porto seguro para minh'alma, e a mão, como âncora cravou-se nos vãos dos meus dedos, não permitindo dessa maneira que ficasse à deriva.
teu ar, um sopro: as vezes brisa, noutras era ventania que erguiam ondas, e faziam balançar de um lado pro outro meu pequeno coração.
é a sua estrelada escuridão na qual por tempos eu esperava e por alguns dias pude contemplar e tocar.
20 junho, 2009
Doce.
talvez nem se de conta disso... mas a quantidade de sorrisos não só os da face mas os internos, ah, como estes aumentaram!
e o mais interessante é que por mais que seja uma felicidade contagiante, é calma, serena.
não é como uma onda avassaladora que vai quebrando tudo por onde passa.
mas é uma marola, daquelas que tocam aos pés quando caminha a beira da praia.
ontem eu conversei com a layane sobre isso..
existem coisas, transformações ocorrendo nos bastidores.
não tem como explicar, eu gostaria de poder mostrá-las mas, não dá.
só sinto que estou mudando, talvez a palavra que fique mais perto de alguma definição seja: "amadurecimento".
é bom, gostoso.
posso dizer que sim, estou feliz.
de verdade.
:)
15 junho, 2009
F5
é o que tenho agora aqui.
são como portas e janelas, elas revelam a todo instante coisas.
as "minhas coisas", diga-se de passagem.
há um furacão dentro da minha cabeça e a cada hora que passa, torna-se mais intenso, insano.
que não pára de girar, girar e girar.
as imagens rodam sem que eu as queira, passam cada vez mais forte, intenso.
quero gritar, girar, pois já estou dentro desse turbilhão.
me tragou com tanta força que nem me dei conta que estou no centro dele e mais ainda, que quero ficar assim, dentro.
eu fecho os olhos numa vã tentativa de que ao abri-los, irei te ver.
procuro suas mãos e não as encontro e logo me vem o nó, aquele maldito nó que estrangula não só na garganta mas além do corpo todo, meu coração, minha cabeça.
e minhas lembranças vão sendo expostas em muitas lágrimas que molham meu rosto e caem no travesseiro.
sinto um frio que estremece a espinha, que sequer me deixar me desligar, quase me congela. e só pelo simples fato do que me foi estirpado o fogo que me queimava todos os dias, ao acordar já estava em brasa.
ainda sinto seu perfume que ficou em meu blusão, foi o que me entorpeceu enquanto voltava a minha vida real.
as mãos, os olhos, os cabelos, a pele, os traços, o jeito, o calor, o tato, o sorriso, as lágrimas, as "respirações avulsas", o andar, o cheiro, o gosto, o beijo, os pés, a vida, a energia, o corpo todo o abraço. o sentimento compartilhado, a emoção completa.
São apenas algumas das janelas e portas abertas, das muitas que existem aqui.
irei alterar uma parte da música:
"Quando a minha mão firmou eu sorri, você trepidava."
E quando o sol se for
E o frio me tocar
É com você que eu vou estar...
14 junho, 2009
Cola
E eu estou sem ela
Onde está meu amor? "
não quero escrever agora pra não deixar que nada saia de mim.
13 junho, 2009
Roda moinho...
quanto mais o tempo passa, cresce a tristeza: é hora de partir.
faltam as palavras para dizer tais coisas, mas na verdade, nao sinto vontade de po-las para fora.
calou-se uma voz e outra levantou-se..
o vento sopra, gelado, forte.
as coisas se movimentam..
saio de um mundo exterior e me recolho ao meu mundo, interno, aonde palavras ditas pela boca sao desnecessárias.
é quase domingo.
09 junho, 2009
Plataforma 12.
agora começa a subida da montanha russa.
aliviada e um pouco preocupada.
08 junho, 2009
Time goes by.. so slowly.
se eu disser que estou ansiosa, terá algum efeito ?
se eu disse que estou...
ando muito distraída.
na verdade estou concentrada em uma coisa só, em tudo qua faço, por onde vou, procuro seguir ela. seja na rua, no barulho de fora, das ruas, seja no barulho de dentro, da cabeça, do coração.
estou ficando esgotada nessa procura, sinto-me fraca mas feliz.
minha paciência está cada vez menor com o pseudo tempo que parece que não passa!
ando fazendo caretas mais do que o comum.
faltam 77 horas, que passe rápido.
02 junho, 2009
Minha.
vem logo, gruda no meu colo e fica.
me abraça, e entrelaça seus dedos aos meus.
morde, tira o pedaço de mim que desejar e guarda pra si.
ladra, rouba meu coração e um beijo meu só pra fazer graça.
seja a minha morfina, para que eu não sinta nem por um momento a dor de não te ter por perto.
me entorpece, me alucina, és minha droga favorita.
será doce tanto quanto mortífera ?
faça suas inscrições no meu ser, deixa tua marca em minha pele.
então me toma de uma só vez que eu quero que você me sinta queimando tuas entranhas, assim como arde em minhas veias esse teu gosto de ausência.
01 junho, 2009
Passagens..
vento.
coisas que me fascinam.
talvez por ser pertencente de um signo que tem como elemento o ar, isso me interessa tanto.
particularmente a ventania gelada. Essa parece que fala comigo. Ora sussura, ora bate.
me sinto feliz por poder conversar com o vento.. as vezes ele tem a resposta que a tempos quero obter.
alguns dedos da minha mão doem mas, será passageiro.
estou cansada. meu corpo dói, especialmente minha perna esquerda e parte da minha lombar..
credo, to parecendo uma velha!
provas chegando, to ficando atolada de folhas e folhas pra ler..
isso é um porre.
e tenho dito.
31 maio, 2009
Sábado.
refrão da musiquinha e dancinha em cima das caixas no bar.
bom, COSBEER ontem foi mara sim! tudo bem q eram esperadas 700 pessoas e deu mais de 1000, com isso, surgiram problemas e encerrou antes do que o previsto.
cheguei as 17:30, fiquei lá conversando com o pessoal da organização e com uma breja pra começar.
aos poucos foram chegando as pessoas e tal.. dnne veio logo depois, o resto das meninas que demorou pra aparecer.
e bebe, bebe, bebe, bebe, bebe.. e vai no banheiro 1, 2, 3, 4, 5.. chega né ?
e conversa, e ri, e grita, e dança, e discute, e ri mais ainda, e dança, e, e, e, e³²³²³²³²...
por mais que tinha gente lá, eu querio mesmo ela. saco.
mas não tem nada não, a gente faz de conta q nem tem nada acontecendo! fecha o olho e entorna o copo ou o caneco ou na garrafa mesmo e vamo que vamo!
e dança com a galera no bar, e ajuda, e trabalha, e carrega galão de água, e sei lá quantas caixas d e cerveja, e pega refrigerante, e quase congela a mão, e esfola os dedos..
ahhh que maravilha!
isso me lembrou o mac dia feliz, quando eu ficava responsável pela água e tal. a mesma sensação de que a pele vai abrir a qualquer momento de tanto que arde, dói.
mas fiquei feliz, foi legal estar lá com pessoas queridas pra mim, diminuiu um pouco a solidão.
mas ta tudo bem! :)
28 maio, 2009
Transgredindo..
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil e nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mais como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por de baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar no travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar para pensar, nem pensar!"
O problema é quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador.
Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim cheio de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando para e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada de excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de mana que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer."
Lya Luft - Pensar é transgredir
24 maio, 2009
Auréola
É como se eu estivesse despertandoTodas as regras que eu tinha você está quebrando
É o risco que eu estou correndo
Eu achei um jeito de deixa-lo entrar
Mas eu nunca tive dúvida
Sob a luz de sua auréola
Atingiu-me como um raio de sol
Queimando na minha noite escura
Você é o único que eu quero
E estou viciada em sua luz.
I can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
It's written all over your face.
23 maio, 2009
Outono.

e ter prazer ao sentir o vento tocar-lhe a face.
por que toda vez que me toca, imagino ser a ponta dos teus dedos sobre meu rosto.
é olhar para o sol e a sombra e contemplar a companhia, o complemento que estes são, um para o outro.
é andar de mãos dadas com a solidão num caminho um pouco tristonho mas bonito.
é segurar uma rosa nas mãos, sentir os espinhos lhe espetando e ficar contente com isso.
é dizer um texto completo sem utilizar qualquer sílaba.
apreciar..
apreciar a beleza das coisas que materialmente podem não ser palpáveis mas, existem.
sentir.
21 maio, 2009
Hibernar?
um sono absurdo de manhã, tarde, noite..
não que eu não esteja dormindo mal ao algo similar (piadinha interna!).. mas acho que essa "lezêra" é por que tenho diminuido o ritmo de algumas coisas.
é uma estratégia para que o tempo passe mais rápido..
Pra falar a verdade eu queria dormir!
isso, dormir. E acordar no dia 10 de junho.
" Me espera, estou chegando com fome
Preparando o campo e a alma pras flores
E quando ouvir alguém falar no meu nome
Eu te juro que pode acreditar nos rumores
Me espera, amor que eu estou chegando. "
20 maio, 2009
Pano.

tenho pensado em algumas coisas. gostaria de saber quando é hora de puxar o freio sabe ? talvez seja a hora.
é estranho. você vai se abrindo, abrindo e, não fecha nenhuma das portas anteriores.. vai deixando tudo escanradado e sabe se lá o que irá acontecer. não gosto disso.
não sei se fico brava ou triste quando alguém não acredita no que eu digo e pior, quando eu quero que acredite. ahhh! que saco! isso é irritante pra mim.
é triste saber que as pessoas não sabem o quanto é sofrido você se abrir. parece idiota né ?
pois é.
é como se estivesse com uma venda nos olhos, andando pra lá e pra cá, alguém me guiando com a voz mas há momentos que parece estar brincando de "cabra cega". e se estivesse ? não sei.
só espero que não seja uma brincadeirinha. sem querer hesitar mas é impossível não pensar no " e se ".
por enquanto, ouço e sigo a voz que me guia.
sigo.
parte 1
18 maio, 2009
17 maio, 2009
sibilo
minhas pernas doem,
meus pés doem,
minhas mãos doem,
minhas costas dói,
minha cabeça dói.
será que ficarei doente ? talvez.
cansaço, mas não é por atividade exaustiva... a não ser que se considere a espera como uma modalidade de atividade.
mas essas coisas chatas são derivadas de uma única coisa: saudades.
saudades faz doer o corpo todo mas principalmente as partes q não foram citadas aqui, essas são as que doem mais.
-------------------------
meu deus, como sinto a sua falta.
o corpo parece que fica cada vez mais pesado, a cada passo, a cada pensamento.
- será que conseguirei chegar até o final ?
mas insisto, guerreio, suplico: " só mais um dia, aguente. é só mais um dia".
e assim se passam os dias, arrastando-se em minha sombra.
quantas vezes já pensei ao dar a partida na moto em ir ao seu encontro ? quase que diariamente.
a raiva que sinto de não poder ve-la nesse instante ?
a vontade de te olhar nos olhos ?
a vontade de tocar em seu rosto e admirar, só, sem nenhuma palavra ?
quantas vezes a segunda letra do alfabeto visita minha memória, minha atenção ?
quantas vezes escrevi o nome que grudou como piche em minha boca, ouvidos, olhos, dedos e coração?
quantos dias perdi o sono ao celular vibrar no meio da madrugada ?
qual foi a intensidade com que abracei o travesseiro todas essas noites ?
quantas horas se passaram até que exausta, dormia ?
quantos passos foram dados em sua fantasmagórica companhia ?
será preciso implorar-lhe para que só assim, apareça ?
estou agonizando.
a explicação é simples: como pode-se viver sem vida ?
como?
15 maio, 2009
Movimento.
são desses dias que sinto uma intensidade nas coisas.
é o dia de andar pelas ruas a pé, e ando.
sozinha, apenas um par de pernas ali.
apesar do clima, da aparente solidão, não só minhas mãos mas meu coração estão aquecidos.
no rosto um sorriso que não dá para ser contido.
os dedos brincam com o vento que passa por meu corpo, meu cabelo.
o mesmo vento que é gelado e teima numa vã tentativa de tirar esse calor, essa febre.
não há o sol estralando no céu mas há um brilhando enormemente em meu peito, suficiente para aquecer todas as minhas veias.
e olho para os lados, para ver o movimento das árvores, carros, pessoas, poeira e da chuva...
mas é quando os fecho que posso ver, em minha frente: aquela mão brincando de enrolar o cabelo, o sorriso que sai meio torto mas vai se abrindo, os olhos que me emanam a vida e com a outra mão toca na minha.
e não há frio que seja impiedoso ou teimoso que fará com que eu não possa sentir.
não.
14 maio, 2009
jeitos ?
E dorme serena, no sereno sonha.
De onde é que salta essa voz tão risonha?
É teu destino, é tua senda, onde nascem com as canções.
A tua voz macia apaga as dores
E espalha cores vivas pelo ar
Ah..Ah...Ah
Sim, dos teus olhos saem cachoeiras
Sete lagoas, mel e brincadeiras
Espumas, ondas, águas do teu mar
Ah..Ah...Ah...Elaia
13 maio, 2009
Feliz :)
vem trair a solidão
vem pra separar o lado bom do mal
e acalmar meu coração
vem pra me tirar o escuro e a sensação
de que o inferno é por aqui
vem pra se arrumar na minha confusão
vem querendo ser feliz
então vem!
Aviso.
depois eu falo.. rs.
12 maio, 2009
Bela
Compreendia o sorriso torto, o silêncio ensurdecedor, os olhos que ora calmamente queriam mostrar desesperadamente o que se passava por dentro... uma fala que não se ouve com os ouvidos.
E eu te encontrei, ou será que foi você que me achou ? ou ainda, nos encontramos ? enfim.
eu poderia ficar horas dizendo como é você.
diariamente redesenho seu rosto, sua expressão, o seu sorriso a cada hora, minuto e quem sabe, segundo? sei lá! números nunca foram o meu forte.
exercito assim minha paciência, minha espera que as vezes pouco se importa em cooperar.
me tira o sono com uma suavidade que choca.
consegue me atingir com uma naturalidade tamanha, estranha até...
acho que estou anestesiada, só pode.
Não, estou embreagada e se realmente for porre, é dos fortes.
Revelando.
Fragmento de "Anotações sobre um amor Urbano" - Caio Fernando Abreu


















